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mieloma multiplo

Data de criação: 11 Abril 2016

Tratamento - MM

Consultoria Dr. Bernardo Garicochea

Nos últimos dez anos, a medicina avançou muito e descobriu vários novos tratamentos que têm apresentado bons resultados.

Ele é indicado para os pacientes diagnosticados com o mieloma múltiplo sintomático, e objetiva combater as células doentes, aliviar o mal-estar e possibilitar uma vida normal e, claro, a remissão da doença.

 

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Quimioterapia

Este é o tratamento mais utilizado. Vários medicamentos extremamente potentes no combate ao câncer são utilizados com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes. São eles:

· Bortezonibe

· Carmustina

· Ciclofosfamida

· Doxorrubicina

· Etoposíde

· Melfalano

· Vincristina

· Vinorelbine

Sua administração é feita em ciclos, com um período de tratamento, seguido por um período de descanso, para permitir ao corpo um momento de recuperação, e o uso de cateteres geralmente é necessário. Saiba como cuidar de seu cateter

Alguns efeitos colaterais podem surgir, como enjoo, diarreia, obstipação, alteração no paladar, boca seca, feridas na boca e dificuldade para engolir. Mas saiba que existem alternativas para amenizá-los. A nutrição é uma importante aliada na melhora de cada um deles, e por isso a Abrale fez uma seleção de alimentos que vão te ajudar bastante neste momento.   

A queda de cabelo também costuma acontecer, pois a quimioterapia atinge as células malignas e também as saudáveis, em especial as que se multiplicam com mais rapidez, como os folículos pilosos, responsáveis pelo crescimento dos cabelos. Nessa fase, busque por alternativas como lenços, bonés, chapéus ou perucas, caso se sinta mais à vontade.

A imunidade baixa, comum a esta fase do tratamento, pode facilitar o surgimento das infecções. A febre é o aviso de que um processo infeccioso está começando, então não deixe de procurar seu médico. Se for necessário, medicamentos serão administrados.

Mas com pequenos cuidados, como lavar as mãos com frequência, você pode evitar que essas temidas infecções apareçam. Veja outras dicas

Também são utilizados medicamentos como terapia de suporte, que objetivam controlar ou inibir o surgimento de infecções, amenizar os efeitos colaterais da quimioterapia e melhorar a qualidade de vida do paciente em tratamento. Os principais são:

· Aciclovir

· Alfaepoetina

· Alopurinol

· Caspofungina

· Dexametasona

· Enoxaparin

· Filgrastim

· Levofloxacina

· Metilpredinisolona

· Mesna

· Mercaptopurina

· Sulfametoxazol

· Trimetoprima

· Voriconazol

**Todos estes medicamentos estão aprovados pela Anvisa, mas somente o Bortezomibe não é distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A Abrale oferece gratuitamente Apoio Jurídico a todos os pacientes do Brasil. Se você está enfrentando alguma dificuldade em seu tratamento, não hesite em nos contatar!

 

Imunoterapia

As células cancerígenas são muito espertas e, por crescerem de forma rápida e descontrolada, podem enganar o sistema imunológico, para que ele não as veja como uma ameaça ao desligar a resposta imune ou parar as funções imunológicas que poderiam destruí-las. Com isso, a imunoterapia faz com que o próprio sistema imunológico reconheça as células doentes e as ataque.

Aqui, os medicamentos ajudam o próprio sistema imunológico do paciente a combater as células com câncer. Eles são aplicados via intravenosa, e podem apresentar efeitos colaterais como prurido, calafrios, febre, náuseas, erupções cutâneas, fadiga e dores de cabeça.

Para os pacientes de mieloma múltiplo são utilizados talidomida e lenalidomida, que são conhecidos como agentes imunomoduladores. Também já existem: Pomalidomide, Ixazomib, Elotuzumabe, Daratumumab e Carfilzomib.

**De todos estes medicamentos, apenas a Talidomida está aprovada no Brasil e é distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS).  

A Abrale oferece gratuitamente Apoio Jurídico a todos os pacientes do Brasil. Se você está enfrentando alguma dificuldade em seu tratamento, não hesite em nos contatar!

 

Inibidor histona deacetilase

Este é um grupo de medicamentos que podem afetar os genes ativos no interior das células, por meio da interação com as proteínas denominadas histonas. O Panabinostat é um medicamento que tem essa função e foi aprovado nos Estados Unidos para pacientes com mieloma múltiplo que tiveram recaída da doença, após terem utilizado duas linhas de tratamentos anteriores, em combinação com bortezomibe e dexametasona.

No Brasil, ainda não foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

 

Bifosfonatos

Como vimos em Sintomas, o mieloma múltiplo pode provocar enfraquecimento e fraturas dos ossos. Estes medicamentos podem ajudar os ossos a se manterem fortes, já que diminuem a velocidade desse processo.

Converse com seu médico a respeito e veja se essa é uma boa indicação para você!

 

Radioterapia

Por meio de radiações ionizantes, ela tem o objetivo de destruir ou inibir o crescimento das células anormais que formam um tumor, e servirá apenas para controlar a dor óssea que alguns pacientes sentem em decorrência da doença.

Os efeitos colaterais costumam ser leves, se comparados aos da quimio. Os mais comuns são vermelhidão na parte que irá receber a radiação. Saiba como cuidar de sua pele

 

Transplante de medula óssea

Também chamado por transplante de células-tronco hematopoéticas, é uma ferramenta importante no controle da doença, especialmente em casos em que o mieloma múltiplo parece ter desenvolvimento mais rápido. O médico é quem avaliará se o paciente precisa deste procedimento.

Geralmente o transplante autólogo (quando a medula vem do próprio paciente) é a opção mais utilizada. Mas, em casos raros, a opção do transplante alogênico (a medula vem de outra pessoa) pode ser considerada.

Para saber mais sobre o transplante de medula óssea, clique aqui



 

Vídeos de Mieloma Múltiplo

Depoimentos de Mieloma

  • Tenho 53 anos, sou casado e tenho 3 lindos filhos. Em janeiro de 2010, então com 50 anos, passei por uma experiência muito dolorosa. Era final do ano de 2009, entre natal e ano novo e depois de sentir dores horríveis nas costas, fui a um médico no dia 04/01/2010, em um ortopedista. Depois de uma avaliação e alguns RXs (radiografias), foi observado que eu estava com uma fratura na coluna vertebral, especificamente na L2. Foi solicitada então uma ressonância magnética com urgência, o que foi feito uma semana depois. No dia 11/01/2010, o dia mais triste da minha vida, Leia mais
    Tenho 53 anos, sou casado e tenho 3 lindos filhos. Em janeiro de 2010, então com 50 anos, passei por uma experiência muito dolorosa. Era final do ano de 2009, entre natal e ano novo e depois de sentir dores horríveis nas costas, fui a um médico no dia 04/01/2010, em um ortopedista. Depois de uma avaliação e alguns RXs (radiografias), foi observado que eu estava com uma fratura na coluna vertebral, especificamente na L2. Foi solicitada então uma ressonância magnética com urgência, o que foi feito uma semana depois. No dia 11/01/2010, o dia mais triste da minha vida, o diagnóstico terrível de Mieloma Múltiplo. Eu nunca tinha ouvido falar, mas já estava avançada a doença, segundo o médico, eu já convivia com isso há pelo menos um ano. Eu estava com inúmeras lesões ósseas e duas fraturas patológicas consumadas pelo menos. Meus ossos estavam quebrando como casca de ovo.Naquele dia reunimos a família e choramos muito, muito mesmo. Mas no dia seguinte, era hora de enfrentar a doença. Esse ano tinha sido muito difícil profissionalmente e financeiramente, eu não tinha recursos financeiros, não tinha seguro de vida nem plano de saúde. Recomendado pelo Ortopedista, fui consultar uma Hematologista e Oncologista particular para verificação. Havia suspeita de ser um câncer nos ossos secundário, oriundo da próstata. Depois do exame de Bence Jones foi confirmado o Mieloma Múltiplo.Fui então para um hospital público de Curitiba, onde fui encaminhado com urgência para uma equipe de hematologistas e oncologistas. A situação era grave! Pouco tempo de vida se não fosse feito algo sério e imediato. Depois de passar pela triagem e avaliação criteriosa, a equipe médica veio o protocolo seguinte: seis meses de quimioterapia pesada e se eu suportasse, uma tentativa de Transplante de Medula Óssea. Eu nem sabia o que era isso. Começamos as sessões, eram 21 dias de medicamentos venoso e oral, e descansava 9 dias no mês. Perdi todos os cabelos do corpo e até unha. Sofri demais com enjoos e mal estar…. não comia quase nada. Eu fiquei muito debilitado, pois sou diabético e por conta de um dos medicamentos (dexametasona) corticóide, minha glicemia passava dos 500. Tomava muita insulina e o medo dos médicos era com os rins, pois tomava 11 medicamentos na quimioterapia. Mas a ordem era não desistir e enfrentar tudo com bom ânimo e muita fé. Nunca quis morrer e embora, fraco e debilitado, lutava com as forças que restavam.Sou membro de uma igreja Batista então aliamos a fé à medicina. Família, amigos e muita gente em torcida e oração e eu me apegava muito em Deus e na medicina. Cada sessão de quimio durava 4 horas. Fazia 21 dias e descansava 9 no mês.Qual não foi minha surpresa, quando no 4º ciclo de quimioterapia, recebi a maravilhosa noticia de que o câncer tinha zerado. A equipe médica estava animada. Fomos chamados para uma reunião com o Prof. da TMO, que nos informou um novo desafio. Eu não tinha doador de medula óssea e eu mesmo teria que ser o doador. O que eles chamam de transplante AUTÓLOGO. Fui informado ainda pelo médico que eu tinha que gerar 20 milhões de células por quilo de peso. Eu tenho 70 quilos, portanto teria que gerar 20 milhões X 70 = 1.400.000.000 (Hum bilhão e quatrocentos bilhões de células) e isso ainda vezes dois, pois eles não fariam o transplante se não tivessem o dobro.Essas células tronco ficavam dentro dos ossos na bacia. Tomava um medicamento para estimulá-las a saírem dali e iriam para a periferia, no sangue. Depois de 6 dias apenas e um exame de sangue, foi constatado que haviam 7 bilhões de células tronco na minha corrente sanguí­nea. Foi uma euforia!!!Fui internado e depois da colocação de um cateter, fizeram a coleta das células tronco na nova medula. Descansei 15 dias em casa e depois me internei para o devido transplante. Recebi uma quimioterapia violenta 24 horas antes do transplante onde fiquei com a imunidade praticamente zero, passei muito mal, com feridas e herpes pelo corpo e boca. Foi horrível, não podia comer. Mas no dia 22/07/2010, fizeram o tal transplante….Foi como uma transfusão de sangue, durou uns 20 minutos. Fique isolado e em observação para que ocorresse a tal ‘pega’ da medula. O que, graças a Deus, ocorreu e 15 dias depois eu estava de alta.Tive alta em 04/08/2010 com apenas 17.000 plaquetas e fui para casa observando todos os cuidados para evitar qualquer contaminação.Em 18 de setembro, os médicos me liberaram para viajar e fui para Fortaleza com a famí­lia onde pude descansar e passear e recomeçar a sentir o sabor da vida.O tempo foi passando e eu faço uma aplicação de cálcio mensal (Arédia – Pamidronato dissódico) no hospital onde meus ossos estão se recuperando dia a dia.Estou levando uma vida praticamente normal e muito feliz com o conví­vio da família e dos amigos. Amo viajar e viver a vida com outro sabor e intensamente. Estou à disposição para quaisquer esclarecimentos. Um abraço a todos.Agradeço muito a Deus pela minha vida, pois ele me preservou.ALDO ROBERTO MATTARe-mail: aldomattar@hotmail.comfacebook: Aldo Roberto Mattar(41) 8842-9999
53 anos (19/11/1959)Casado com Rosana MattarPai de 3 filhosProfissão: executivo (afastado)Moro em Curitiba – PR Aldo Roberto Mattar Mieloma Múltiplo
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