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Câncer diagnosticado cedo tem tratamento mais barato, diz pesquisa

Tratar câncer de intestino no 1º estágio custa R$ 5 mil; no 3ª, R$ 77 mil. 

Movimento pede mais acesso da população a exames de rastreamento.

reportagem

Uma pesquisa divulgada esta semana reforçou a importância de se começar o tratamento contra um câncer o mais cedo possível. Além de ser mais eficiente, também custa menos para os cofres públicos.

Música no corredor do hospital. Todo alento é bem-vindo quando a luta é contra o câncer.

Mas alívio de verdade é o que a Wanice está sentindo. Operou num dia e já vai embora no outro. Talvez nem precise de quimioterapia. É que o tumor no seio foi descoberto no início.

“Bem pequeno foi diagnosticado bem cedo”.

O tempo correu contra Vanilde. O atendimento na periferia de São Paulo demorou, a falta de informação pesou e o tumor cresceu. Em 2009 ela teve que tirar o seio. Agora a doença voltou.

“Fazer tudo de novo ná, as quimios”.

Além de pôr em risco ou tornar a vida de alguns pacientes tão difícil, o tratamento do câncer custa muito, muito mais caro quando o diagnóstico demora a chegar. E se isso faz diferença no setor privado, pesa ainda mais no serviço público de saúde.

“Muitas vezes um tumor inicial você, com uma cirurgia apenas, consegue resolver. Um tumor mais avançado vai tornando o tratamento mais demorado, mais complexo e mais custoso”, explica o oncologista Diogo Bugano.

Para monitorar os custos, o movimento Todos Juntos Contra o Câncer, que reúne pacientes e profissionais de saúde, criou o Observatório de Oncologia. O primeiro levantamento do grupo foi feito com base nos tratamentos do Icesp, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo.

Tratar o câncer de intestino ou cólon custa menos de R$ 5 mil no primeiro estágio, mas custará quase R$ 77 mil no terceiro.

O câncer de mama custa pouco mais de R$ 11 mil para ser tratado no começo, mas pula para R$ 55 mil no terceiro estágio.

“A gente precisa reduzir esses tempos entre os sintomas e o diagnóstico e entre o diagnóstico e o tratamento”, afirma Merula Steagall, coordenadora do movimento.

O movimento Todos Contra o Câncer defende maior acesso da população a exames de rastreamento como mamografia, colonoscopia e tomografia.

“Você diminuindo o número de casos avançados, além de aumentar a chance de cura e de sobrevida da população, você, no resultado final, gasta menos, mesmo fazendo exames numa população muito maior”, completa Fernando Cotait Maluf, diretor do Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes.

Em Brasília, o ministro da saúde falou do esforço para enfrentar as dificuldades.

“Existe uma limitação na rede para os exames preventivos que nós estamos procurando superar com os investimentos que temos feito com a economia de mais de R$ 1 bilhão que fizemos nos primeiros cem dias de governo, disse Ricardo Barros, ministro da Saúde.

 

Fonte: Globo - G1 | Jornal Nacional

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