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Diagnóstico do câncer infantil chega a demorar até oito anos no Brasil

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O Profissão Repórter retrata as histórias de quem não consegue tratamento contra o câncer. As equipes do programa visitaram os estados de Minas Gerais, Sergipe e Distrito Federal e trazem duros relatos de quem depende do sistema público de saúde.

Pesquisadores da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) analisaram mais de 300 casos de crianças com câncer. O diagnóstico demorou, em média, de quatro meses a oito anos. Bruna Rabelo, médica e pesquisadora, conta que até agora a equipe de pesquisa conseguiu acompanhar 364 pacientes e, desse total, 86 morreram.

Luta pelo tratamento em Sergipe

Mayara Teixeira foi até Aracaju conhecer mulheres que mandaram vídeos com os relatos da luta por um tratamento na cidade. Elas fazem parte da ONG Mulheres de Peito, um grupo de mulheres que luta contra as interrupções das quimioterapias realizadas no Hospital de Cirurgia, um dos principais da capital sergipana. O diretor do hospital alega que repasses atrasados do Estado e da Prefeitura causam o corte no fornecimento de remédios.

“Infelizmente meu tratamento nunca deu continuidade e, por conta disso, oito anos depois eu descobri uma metástase no osso do meu quadril e tive que voltar todo o tratamento”, conta Norma Jeane, integrante da ONG Mulheres de Peito.

Alguns tratamentos ainda não terminaram por causa da lentidão e dos problemas do hospital. A dona Maria José Barreto, integrante do Mulheres de Peito, conta que sempre teve a ideia de que o “câncer é o caminho da morte”. Ela chegou a ficar três meses sem remédio.

O drama em Brasília

O repórter Erik von Poser foi à Brasília depois de receber denúncias de funcionários do Hospital de Base, que se viam incapazes de dar conta da enorme fila para o tratamento de câncer. Ele entrou com um celular e registrou cenas dramáticas de pacientes que lutam pelo atendimento dos parentes.

Uma lei federal diz que o paciente tem que dar início ao tratamento contra o câncer no SUS (Sistema Único de Saúde) em até 60 dias a partir do diagnóstico. Nos guichês de atendimento, os pacientes são aconselhados pelos próprios funcionários do hospital a procurarem a Defensoria Pública para que o estado seja obrigado a custear os tratamentos na rede particular.

Dora, que foi enfermeira por 32 anos no hospital, hoje está aposentada e se dedica como voluntária para orientar os pacientes. Ela ajuda os pacientes que esperam pela quimioterapia dialogando com os funcionários da instituição médica. “Se eu puder ajudar a diminuir a dor deles, estou sempre por l, ela diz.
A auxiliar de serviços gerais Maria do Socorro, que luta pelo tratamento no hospital de Brasília, diz que sente raiva ao saber que a fila de espera chega a mais de mil pessoas. “Raiva porque o dinheiro da gente está indo pro ralo”, ela desabafa.

 

Fonte: G1 | Notícias

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