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Falta de remédios mais baratos para combater o câncer preocupa médicos

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Os médicos dizem que os laboratórios vão, aos poucos, abandonando a produção desses remédios e substituindo por outros, bem mais caros.

 

A Sociedade Brasileira de Oncologia faz um alerta perturbador para quem faz tratamento contra o câncer. Os médicos estão preocupados com a falta de medicamentos antigos, mas que são eficazes e que são baratos.

Tem medicamento disponível moderno, eficaz, mas que custa caro e, por isso, é inacessível. A reclamação dos médicos é que faltam exatamente os remédios mais baratos, podem não ser da última geração, mas também são eficientes. O Ministério da Saúde reconhece o problema.

Tudo certo para fazer a cirurgia tão aguardada. A aposentada Maria de Fátima Costa tem câncer e espera há oito meses para fazer um transplante de medula óssea. Os exames estão prontos e os médicos do hospital também. Mas falta o remédio, indispensável para fazer a operação, e que está em falta no estado do Ceará, onde a Maria mora.

“Era para ter colocado essa medula no ano passado, em 2015, em 2016, agora, já era para eu estar boa, mas já estamos terminando 2016 e, fazer o quê, né? Não se pode fazer nada”, conforma-se Maria.

A situação de dona Maria é a mesma de dezenas de pacientes do Hospital Universitário Walter Cantídio, em Fortaleza.

O hematologista Fernando Barroso diz que o hospital é referência na realização de transplante de medula, mas não consegue comprar o remédio porque o laboratório reduziu muito a fabricação desse medicamento em todo o país e até fora daqui.

"Isso tem gerado uma fila. Nós temos hoje 53 pacientes com diagnóstico de mieloma múltiplo que estão na fila para o transplante. Destes 53, treze já coletaram células para o transplante, mas não realizaram ainda por falta da disponibilidade do Meofalan.

Esse remédio que está faltando no Ceará, já faltou no Rio e também em hospitais de outros estados. Associações médicas dizem que a interrupção e a descontinuidade na produção e no fornecimento de remédios acontecem também com outros medicamentos, antigos, eficientes e baratos, usados no tratamento de vários tipos de câncer, e que os laboratórios vão, aos poucos, deixando de produzir esses remédios para investir em outros, mais modernos e bem mais caros.

Os médicos dizem que os laboratórios vão, aos poucos, abandonando a produção desses remédios e substituindo por outros, bem mais caros, e que isso pode prejudicar pacientes e serviços públicos de saúde.  

O presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Gustavo Fernandes,  disse que esse desinteresse dos laboratórios pela fabricação de medicamentos mais antigos e baratos já aconteceu em outros países, mas que é preciso agir junto aos fabricantes para evitar o sumiço dos medicamentos, que são eficientes, principalmente em um momento de crise econômica como o nosso. Ele teme que em pouco tempo, hospitais e serviços públicos de saúde não consigam mais comprar os remédios que estão substituindo os antigos.

“Os tratamentos que substituem essas medicações antigas e eficazes são mais caros e não cabem dentro daquele custeio que é encaminhado pelo Ministério da Saúde, então a ideia do alerta é de tentar prevenir um desabastecimento maior que venha a nos forçar a comprar coisas mais caras pra tratar as mesmas doenças”, disse Fernandes. 

O Ministro da Saúde diz que está ciente do problema e que propôs uma medida para mudar a regra que hoje limita os preços de compra dos remédios. A ideia é permitir que o governo, em situações excepcionais e de interesse público, possa aumentar o valor máximo para a compra de determinados remédios e, desta forma, estimular os fabricantes a continuarem produzindo remédios que seriam, ainda assim, mais baratos que os substitutos.

“Podemos alterar um pouquinho o preço para cima para que eles tenham interesse econômico e voltem a estar disponíveis no mercado”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

O Sidusfarma, Sindicato da Indústria Farmacêutica, esclarece que alguns medicamentos contra o câncer não estão sendo mais produzidos mundialmente; outros tiveram problemas de abastecimento que já foram regularizados. Disse ainda que a indústria produz todo tipo de medicamento - dos básicos aos inovadores; dos baratos aos de alto custo.

 

Fonte: G1 | Bom Dia Brasil

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