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Leydiane Rebouças Públio

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“Eu sempre fui sonhadora é isso que me mantém viva... o aprendizado foi duro e mesmo diante desse revés não parei de sonhar, fui persistente.” Realmente a vida é um livro... a cada dia que passa escrevemos um capítulo a mais nesse livro... e na minha não poderia ser diferente... Vivendo de alegrias e tristezas. Sou uma menina sonhadora, me chamo Leydiane, vivo intensamente cada minuto de meus 26 anos, entre sorrisos e lágrimas. Mas não se engane sou uma mulher forte, decidida, que faz de tudo para ser feliz, luta como pode para conseguir realizar os seus sonhos, alguns já foram realizados... mas outros ainda não estão nem na metade... Vivo sorrindo bonito, e deixo os outros querendo saber qual o segredo que me faz tão feliz, apesar de tudo que tenho passado... Sou aquela que agradece a Deus por ter o privilégio de amar e ser amada. Vivendo a vida da melhor maneira possível. Esquecer a doença e enfrenta-la de peito aberto, levando uma vida normal – até certo ponto, é claro - com direito até os eventuais puxões de orelha.

VITÓRIA... é com essa palavra que eu defino a minha vida. Só que duas vitórias em minha vida, tem um sabor especial: as vitórias sobre o câncer. Na adolescência fase muito boa na vida de qualquer pessoa, a fase de escolhas a serem feitas, de aproveitar bem a vida, a minha teve um sabor a mais... além de todas as maravilhas vividas por um adolescente, a minha teve um sabor de aprendizado-valorizado. Vivia minha vida sem grandes tempestades, como qualquer adolescente. Até que passei por um grande vendaval: aos 17 anos a descoberta do câncer. Precisava lutar com um inimigo que não era visível aos meus olhos, era somente visível as máquinas de cintilografias, raio-x, tomografias, e estava dentro de mim. Agarrei com unhas e dentes, a minha fé. Com um grande apoio da minha família, principalmente da minha mãe, que ao lutar ao meu lado, abriu mão de sua própria vida, do seu trabalho, para ir comigo a Salvador. As minhas irmãs: Beta, Fá e Tati, meu pai que mesmo com seu problema com bebida, era um pai presente-ausente. O meu cunhado Ricardo que além de seus conhecimentos como médico, seus conhecimentos vividos foram mais importantes, foi além de cunhado, um irmão, um tio, um amigo, foi um PAI, e aos meus amigos e colegas (inesquecíveis que me ajudaram nessa luta) e ao meu namorado Júnior que mesmo na distância se fazia presente todos os dias com suas ligações e mensagens. Te amo meu Inho. Até mesmo as pessoas que não me conheciam, me ajudaram através da fé. Passei por biopsias, quimioterapias e meus cachinhos começaram a cair e finalizando com a radioterapia.

Independentemente de qualquer coisa a minha força de vontade em vencer aquele inimigo era cada dia maior. A forma como você vive a doença influencia a sua cabeça, para o bem ou para o mal. Ao mesmo tempo em que eu passava por tudo aquilo a minha vontade de me tornar profissional na área da saúde era cada vez maior. A cada dia que passava eu pedia força para lutar por minha vida e um dia conseguir realizar o meu sonho. Por fim triunfou: Venci o câncer. Nesse período terminei o ensino médio, me formei para trabalhar na profissão que tanto amo: ser professora infantil. E outro sonho: passar no vestibular. Quatro dias após fazer quimioterapia fui enfrentar mais esse desafio e mais uma outra vitória em minha vida: Passei no vestibular para Matemática, e comecei a cursá-la no ano seguinte. E assim foram quase dois anos da minha vida: entre revisões em Salvador, faculdade, trabalho, festas, namoro... uma típica vida de adolescente pós ensino médio.

Mas em setembro de 2008, em um dos meus exames de rotina houve uma suspeita de recidiva da doença e foi confirmada em janeiro de 2009. Aos 20 anos foi travada uma nova batalha contra esse inimigo invisível aos meus olhos. Passei por biopsias novamente, quimioterapia e meus cabelos que não eram mais cachinhos caíram completamente. Fui encaminhada a São Paulo para fazer o transplante de medula óssea, após uma série de quimioterapias realizadas em Salvador. Em 10 de agosto, foi o grande dia: O dia do Transplante. Aos 21 anos a VITÓRIA. Com sete meses de tratamento, o mesmo foi finalizado com o transplante de medula óssea. Por fim o triunfo sobre o câncer novamente. A minha força de vontade, e daqueles que rodeavam e a minha fé em Deus, me ajudaram. Neste período, Deus me concebeu uma grande glória: Fui contemplada com uma bolsa de estudos integral, aqui nesta Instituição pelo PROUNI. E hoje estou aqui 5 anos e 6 meses pós-transplante, aos 26 anos, Biomédica, feliz e agradecida a Deus por cada instante vivido em minha vida! Quem passa pelo câncer amadurece. Câncer não é catapora. Afinal, a adolescência é a fase da vida em que você quer mais liberdade e, de repente você se vê preso na gaiola da doença. Estou mais responsável com a saúde, não apenas com ela e sim com as demais áreas da minha vida. Então a cada dia que passa sempre busco dar um passo a meu favor para que a minha vida continue sendo esse mar de vitórias!!!

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