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Viviane Guimaraes

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Meu querido Cassinho nas férias de julho de 2012 na casa da avó, estava brincando com as primas de pintar e me disse que não estava conseguindo pintar, nem escrever o nome. Em um primeiro momento pensei que por estar em férias pudesse ter esquecido ou estar brincando, falei para ele parar de brincadeira e pintar logo. Ele não conseguia. Eu disse a ele: "te dou 10,00 se você escrever seu nome" (porque o Cássio sempre junta o dinheirinho dele em um cofrinho), mas ele não conseguiu. Estava no interior, iria deixá-lo em minha mãe durante a semana para trabalhar, mas peguei-o no mesmo momento e levei-o um Pronto Socorro de referência em São Paulo, passou pelo Ortopedista, Pediatra e Neurologista que me deram o diagnóstico equivocado de lesão no nervo da mão. Passou uma semana tomando anti-inflamatório e nada de melhorar, levei-o a um outro neurologista que confirmou o diagnóstico de lesão no nervo da mão, disse que era muito comum, pediu que ele fizesse 10 sessões de fisioterapia, mais uma semana e nada de melhorar, além disso começou a ter muita sonolência, não parava acordado, dormia até na escola durante a aula, acordava, tomava leite e dormia novamente, pensamos que pudesse ser depressão, afinal eu havia me separado há pouco tempo, mas levei-o a um outro neurologista e este pediu tomografia. 

Bem, aí começou nosso pesadelo, ele fez a tomografia no sábado e na segunda a secretária do médico me ligou para ir até a clínica, então eu já comecei a tremer e já pensei no pior. Tentei falar com o médico, mas ele não quis me atender antes, não havia saído o resultado final, liguei no laboratório, ninguém queria falar comigo, tive que esperar até o dia seguinte, mas o médico disse que não parecia tumor, mas que poderia ser um sangramento que não havia escoado para corrermos para o hospital e fazer uma ressonância (acho que ele já sabia, mas não quis falar), na mesma hora pegamos o Cássio e levamos ao São Luiz, tive que fazer um escândalo, porque o atendente disse que para fazer a RM teria que agendar e esperar a autorização que sairia só daqui uns 3 dias, disse ele. Pedi para ele assinar um termo dizendo que meu filho não seria atendido e que se meu filho viesse a óbito ele e o hospital se responsabilizariam... enfim... fomos atendidos, quando a médica do PS viu a ressonância já pediu a internação do Cássio na UTI, porque caso precisasse fazer cirurgia já teria um leito lá (mas eu até então pensando no sangramento), dessa internação saímos só 2 meses depois. 

Tentando resumir, o Cássio ficou internado, após o neuro analisar, chamaram-nos para uma salinha com a médica chefe da UTI e uma psicóloga (dali eu saí quase desmaiada) que me disseram que o Cássio tinha um tumor enorme no cérebro, inoperável, porque era em uma região de difícil acesso. O tumor já tinha 7cm e estava no Tálamo. Muita tristeza, mal conseguia olhar para a carinha do Cássio, só pensando no pior, como seria meu Deus? Bem, foi feita a biópsia, até ali nós já havíamos pesquisado no Google que tumores poderiam ser, já havíamos chamado uma médica do Graac para vê-lo, não sabíamos de nada sobre o câncer infantil, o único nome que vinha na cabeça era Graac e nós não estávamos em um hospital que fosse referência em câncer, pensávamos que tínhamos que sair dali. Meu primo é oncopediatra em Campinas e conseguiu que a médica do Graac viesse ver os exames.

No dia que saiu o resultado da biópsia foi o meu primeiro dia feliz após a internação, veio a Dra. linda Maria Lydia e nos disse que o Cássio tinha um Linfoma de Burkitt, muito agressivo, que dobrava de tamanho em 24h, que ele teria que começar a quimioterapia naquele dia e que voltaria para UTI naquela mesma hora (ele estava no quarto aguardando o resultado da biópsia). Após a Dra. sair eu liguei para a médica do Graac e perguntei o que faríamos, tínhamos que sair dali naquele momento, ela me perguntou qual o nome do médico que iria cuidar dele se ficasse no São Luiz, eu falei: Dra Maria Lydia, ela disse: mamãe, é contra minha equipe falar, mas a Dra. Lydia é referência em Linfoma, ela é como se fosse nossa professora, fique onde a senhora está e seu filho será curado. Nossa, chorei tanto de felicidade!!! 

Bem, difícil resumir todo o tempo que o Cássio ficou internado, todos os resultados de exames que chegavam, todas as ressonâncias, todos os exames de sangue quase que diários, as transfusões, a imunidade que não voltava, o medo de ter ido para a medula, os choros, muitos choros, a espera diária para ver a Dra. Lydia, o Cassinho longe da escola, dos amigos... daria para escrever um livro, quem sabe um dia, mas o resultado foi que no dia 05 de julho de 2013 o Cássio fez o último ciclo de quimioterapia, voltou para a escola em agosto de 2013, está muito bem, estamos fazendo acompanhamento a cada 6 meses. Ele ficou com uma sequela do lado esquerdo, hemiparesia, o membro mais afetado foi a mão e ele era canhoto, aprendeu a escrever com a mão direita, está fazendo fisioterapia, terapia ocupacional, natação, capoeira... e vamos lá :) 

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