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depoimentos

Depoimentos

A busca pela cura da LMC

São Paulo - SP



Eduardo Marafanti


A busca pela cura da LMC fez Eduardo Marafanti apoiar a fundação da Abrale

Depois do diagnóstico de leucemia mieloide crônica, Eduardo, dizia o médico, tinha pouco mais de um ano de vida. Até que soube da introdução de remédio revolucionário que prometia a cura da doença, nos estados unidos. “Fui até lá e consegui a última vaga para utilizar a droga, já na segunda fase de testes.” foi um sucesso. 

De volta ao Brasil, ele quis atestar a eficiência do gilvec (hoje primeira opção de tratamento em casos de LMC) e introduzi-lo no país. Foi para a imprensa, conheceu Merula Steagall, então presidente da Abrasta (e que viria a ser a presidente da Abrale), e recebeu o convite para participar da fundação da Associação. 

Anos mais tarde descobriu, sem sintomas, que sofrera uma piora repentina. “Soube que tinha duas semanas de vida, ironicamente, enquanto fumava um charuto, para comemorar o meu bom estado clínico, depois de consulta com o médico, no EUA.” 

Passou a usar novo remédio, em teste, o Sprycel. E, como a Abrale já atuava ativamente na luta contra os cânceres do sangue, o protocolo (fase de desenvolvimento da droga) chegou rapidamente ao país. “Tomava a medicação por aqui e, muito melhor, brigava para que o governo fizesse a distribuição do gilvec, sem que o paciente tivesse de entrar com ação judicial.” Mais uma conquista. Dois anos depois, nova piora. E a decisão por fazer autotransplante, uma vez que havia colhido células da sua medula quando estava praticamente em período de remissão, antes da primeira piora. 

Hoje toma o remédio Tasigna e passa muito bem, obrigado. “De olho nas ações da Abrale, cuja conquistas são inúmeras e absolutamente relevantes, desde tudo começou numa salinha escura, cedida pelo hospital Matarazzo, em São Paulo.”

A cada quimio era uma batalha vencida

Petrolina - PE



Marleide Santos


Esse é meu filho Matheus, ele foi diagnosticado com linfoma aos 5 anos de idade, foram dias de luta e a cada quimio era uma batalha vencida, longe de casa e da família. Mas para honra e glória do senhor, hoje já está com doze anos e a sete está curado.

Cada sessão feita é uma vitória para mim

Recife - PE



Igor Felipe da Silva Pequeno


Olá. É um grande prazer deixar aqui registrado um pouco da minha história a vocês:

Tenho 25 anos. Tudo teve início em junho de 2015: dores no quadril após práticas esportivas. "Deve ser apenas esforço físico", pensei eu; no fim do ano, as dores evoluíram junto com febre. Fiz ressonância magnética, cintilografia óssea, tomografia, raio-x, exames de sangue, até mesmo uma biópsia do quadril, que definiu "Síndrome Sapho" como a causa daquelas dores. Assim, em 2016, comecei um tratamento com corticóides e outros medicamentos, tudo encima de uma doença que, sem eu saber, não era de fato a causa dos meus problemas. Primeiro semestre de 2016 se passa; sinto tosses secas, febres noturnas, fadiga e caroços no pescoço. Após sequências de tomografias e mais exames, os médicos observam que há vários linfonodos aumentados no pulmão, axilas, pescoço, etc. Em novembro de 2016, após duas biópsias do linfonodo do pescoço, finalmente consigo detectar a causa dos meus sintomas. 

Comecei o tratamento em dezembro de 2016 e sigo altamente motivado, com fé em Deus e apoio dos amigos, familiares e da minha noiva. Hoje estou no 3º dos seis ciclos de quimioterapia; cada sessão feita é uma vitória para mim. Parei as práticas esportivas extenuantes, mas sigo com leves caminhadas e natação, que me ajudam bastante a sempre elevar a autoestima.

Descobri a leucemia dois dias após completar meus 15 anos

Indaial - SP



Eduarda Leticia Lindner


Descobri a leucemia dois dias após completar meus 15 anos. Hoje fazem quase três anos já, mas jamais vou esquecer o medo, a angústia e todo aquela sensação ruim que a gente passa ao receber uma noticia dessas.

Temos dias de sofrimento, dias que pensamos em desistir de tudo, dias que vemos nossos amigos podendo aproveitar a vida e nos damos conta que estamos ali, presos a uma doença. Mas eu garanto que a força e a fé que temos dentro de nós mesmos é capaz de transpor todas essas barreiras, e que sim, somos capazes de vencer esses monstros que nos parecem impossíveis.

Fomos escolhidos, selecionados e esculpidos nas mãos de Deus, porque ele sabe a força que carregamos, e que no fim dessa luta só saímos mais guerreiros do que entramos! ❤️

Descobri por acaso

Ipatinga - SP



LIDIANE MACHADO


Em dezembro de 2015 fui diagnosticada com LMC. Descobri por acaso, após um hemograma pedido pela nutricionista. Estava com 29.500 leucócitos e plaquetas 870.000. (Apesar que vinha sentindo dor na junção do quadril com o fêmur, do lado direito, há um ano, e o ortopedista achou que era coisa da idade, rsrs, tenho 46 anos).

Não preciso nem dizer que meu mundo caiu, após o diagnóstico. Dois meses tomando Hydrea, alupurinol e Aas, eu sentia dores ósseas e dor no baço. E depois da angústia do diagnóstico, veio a angústia da espera de 5,5 meses para ter o tratamento pelo HC de BH. Eu rezei demais pedindo a Deus que esse tratamento saísse! Os centros onco-hematológicos de BH estavam em greve por 2,5 meses. Comecei a tomar o Imatinibe e para honra e gloria de meu Deus eu não tive nenhum efeito colateral com a medicação, a única é um pouco de inchaço nas pálpebras inferiores, que ao longo do dia vai melhorando. Faço dieta cetogênica, cortei todos alimentos industrializados da minha vida, todo glúten e lactose e o açúcar. Tive resposta hematológica com 20 dias, e agora depois de quase três meses vou repetir o cariótipo para verificarmos se já tenho alguma resposta citogenetica. Graças a Deus levo uma vida normal, trabalho 11 horas por dia. Tenhamos fé, nosso Deus é o Deus dos milagres e prodígios!!! Abraços!!!

E hoje, pra honra e glória do Senhor, estou curada!

Sumaré - SP



Amanda Castro


Olá, sou Amanda Castro! Hoje tenho 14 anos e 7 meses. Com 12 anos perdi a função dos meus rins e 1 ano e meio depois do transplante de rim, por causa de uma medicação tive um linfoma não-Hodgkin.

Foi um susto, pois havia acabado de fazer um transplante e minha vida estava entrando nos eixos. Desde pequena fui privada de muitas coisas por causa da doença renal. Foram 6 meses de quimioterapia. E hoje, pra honra e glória do Senhor, estou curada!

Há 2 anos e 2 meses fora de terapia e curada!

Essa tosse não passa...

Rio de Janeiro - RJ



Filipe da Silva Almeida


Acho que vou no médico. Essa tosse não passa... Chegando ao consultório, expliquei que estava com tosse seca por um longo tempo. Fui então encaminhado para um exame de RX. O técnico quando viu o resultado, olhou pra mim e falou. "Não vou nem reter seu exame para o laudo. Leve direto ao seu médico" Quando vi a imagem, fique estarrecido. Mais tarde com o resultado da tomografia, foi revelado uma massa pulmonar de 9 x 6 cm. Isso explicaria o porque da perda de peso exagerada, coceira nas pernas, a febre no final da tarde, a sudorese durante a noite e o cansaço. Isso tudo era meu organismo tentando combater aquele mal que estava dentro de mim. 

Fui diagnosticado em 28 de dezembro de 2007 como portador de Linfoma de Hodgkin. Fiz 12 sessões de quimioterapia e 21 de radioterapia. Nas últimas seções de quimio, minhas veias já não agüentavam mais. Durante o tratamento de radioterapia não tive reações.

Depois do tratamento, fiquei fazendo os exames de controle e as consultas. Qualquer dor diferente que eu sentia, já pensava. Meu Deus! A doença voltou. Como eu poderia imaginar me curar depois de receber o diagnóstico de Câncer Linfático em estágio 4B. Mas o tempo foi mostrando que era possível sim a cura.

Faltando quatro meses para o final dos cinco anos de remissão e conseqüentemente minha alta, recebo uma notícia que me parecia impossível. Minha esposa me mostra um exame de gravidez positivo. Isso mesmo, minha esposa estava grávida e hoje, Marina, nossa linda filha, está com dois anos e oito meses. A coisa mais rica!

Sim, isso tudo é possível. A receita que os médicos não me passaram, é simples: Tenha muita fé. Tenha muita paciência. O apoio da família é fundamental nessa hora. Tenha esperança, pois tudo é possível nessa vida, desde que você acredite.


Estarei logo curado

Santa Cruz de Capibaribe



Waldir Medeiros


DEUS, toda glória pra ti senhor, e agradecer aos meus familiares, médicos, enfermeiras e amigos que foram fundamentais nessa batalha e que hoje a vida tem outro sentido. Hoje estou em remissão e com FÉ em DEUS estarei logo curado!

Estou curado!

são Paulo



Alexsandro


Boa noite! Em dezembro de 2016 após perceber um caroço no pescoço e com dores de garganta constantes, indo ao médico constatou uma massa de 1 3cm na região do mediastino e se deslocando até a região do pescoço. Fiz 6 sessões de quimioterapia, sendo 4 dias direto tomando a quimioterapia,e hoje dia 26 de maio de 2017 pela glória do senhor estou curado!

Estou na luta junto com vocês

Alegrete - RS



Aline Trindade


Olá amigos, sou Aline de Alegrete/RS e fui diagnosticada com Linfoma de Hodgkin em janeiro desse ano.

Ainda continuo na luta, fiz seis ciclos do protocolo abvd e quando achei que estaria livre veio a pet ct dizendo que ainda tinha algo ali. Chorei e fiquei muito triste.

A dra pediu uma biópsia de mediastino uma mediastinoscopia. Fiz e aguardo o resultado. Estou na luta junto com vocês. Deus vai nos abençoar porque somos mais que vencedores.

Beijos meus amigos!

Irmão 100% compatível

Itaquaquecetuba - SP



Lilian Silva


Olá pessoal tenho 33 anos e aos 29 descobri a leucemia. No início foi um choque para mim e minha família, pois a doença estava bem agravada, chegando a agudizar e me levando a um quadro bem delicado e critico.

Pensei que não iria sobreviver pois nem as pernas sentia mais, logo fui internada com muita pressa para iniciar o primeiro ciclo de quimioterapia que foi um sucesso. Tive alta após 30 dias de internação que parecia mais uma década, fiz o segundo ciclo em alta hospitalar tendo que ir diariamente fazer as terríveis quimio, onde ao termino não obtive reposta significativa.

Sendo assim os médicos sugeriram o transplante.Graças a Deus meu irmão foi 100% compatível. Tive várias complicações nesse período de transplante, mas no fim tudo deu certo, graças a minha família, a Deus principalmente e a excelente equipe medica que me acompanhou e acompanha até hoje. Logico que ainda tenho muitas restrições e limitações, mas estou viva e luto diariamente pela chance de viver que me foi dada e sabe de uma coisa a leucemia me mostrou uma força e uma fé inabalável que me sustenta e não me fez desistir e nem desanimar.

Eu posso tudo naquele que me fortalece.

Lindona de Burkitt

Castro -Paraná



Lisley R Santos


Em Março de 2015, fui diagnosticada com câncer linfático (linfoma de Burkitt) no abdômen. Me senti sentenciada, pois era de grau 5, altamente agressivo!

Fiquei interna no HGU em Ponta Grossa, no Paraná, durante 6 meses. Foi uma guerra travada com muita Fé e Coragem, mas tive um Profissional inacreditável - Dr. José Koehler e sua equipe. Fiz 60 quimioterapias, fui 6 vezes em estado grave para a UTI, usei fraldas, parei de andar e falar, emagreci 47 kg, tive todas as intercorrencias que o Burkitt pode ter.

E hoje estou aqui! Mas vivo a sombra do medo da reicidência ou outro tipo de câncer!

Fiquei com sequelas físicas e psicológicas! Faço acompanhamento médico, com monitoramentos.

MIELOFIBROSE e LMA

Rio de Janeiro - RJ



Marcia M. Garcia


Sou Marcia Garcia. Fui diagnosticada com TE em 1995 mas com certeza já estava com a doença. Tenho filho de 28 anos e no exame de 1988, tinha 1.200 milhões plaquetas. Parto complicado, hemorragia, mas não pesquisavam as plaquetas. Medicada com Myleran. Consulta, medicação e exames periódicos. De 2008 a 2010, tratava no hospital do Câncer de Muriaé, por estar trabalhando nesta cidade.

De volta ao Rio diagnóstico de MIELOFIBROSE. Desde Muriaé usava eritropoetina e Anagrelide. Cheguei usar 40 mil UI. Depois usei talidomida e após, Jakavi. Em 2012 tive medo de prosseguir o processo de transplante. Haviam dez doadores internacionais. Consegui Novartis dos EUA, porque, na época, ainda não autorizado no Brasil.

Em julho/2016, evoluiu para LMA, leucemia mielóide aguda. Hoje faço quimio VIDAZA. São 7 ciclos de 7 dias cada, 3 injeções subcutâneas na barriga. Estou recomeçando mais um ciclo de sete ciclos. Reagi bem! O cansaço é maior agora. Muita fadiga e falta de tônus. Ao longo de tudo tive muitas intercorrências. Tratei cada uma com especialista da área. Não se sabe tudo! Os hematos precisam dos nossos relatos pois cada um reage de uma forma e os sintomas podem ser diferentes. Algumas coisas comuns podem ocorrer. É tudo muito pesado, mas as trocas no grupo do face e até assuntos mais amenos, que não só falar de doença, ajudam a viver com mais leveza! No intervalo da quimio e transfusão de hemácias, fico bem cerca de 15 dias até me sentir mais cansada. Daí viajo, vida social com amigos, shopping... Vivo! Na volta, transfusão e quimio.

Tenho filho de 28 anos que mora comigo, mas vive a vida dele. Tenho autonomia e, se houver alguma intercorrência, me interno na casa da mãe ou irmãs, sempre disponíveis. Não é possível transplante nesse caso, quando mielofibrose evolui para LMA. Vivo um dia de cada vez! Fiz uma hortinha na varanda do apto e sinto alegria de ver as sementes brotando! Farei 61 anos e preciso de pouco pra ser feliz! Tenho fé e o futuro a Deus pertence. Sei que ele quer o melhor pra mim! Beijos! 

Nunca chorei tanto na vida, fiquei completamente desesperada!

São Paulo - SP



Amanda Cristina Nunes dos Santos


Acordei dia 25 de março de 2011 com um dor no peito para respirar. Na época tinha 24 anos, achamos que pudesse ser gases, como estava saindo para ir ao inglês pela
manhã, acabei não indo, fiquei em casa, tomei um remédio e dormi novamente. Mais tarde quando acordei, a dor tinha diminuído mas não passado e por isso minha mãe me obrigou a ir ao hospital. Chegando lá, fui fazendo vários exames e no fim do dia fui diagnosticada com uma grande massa que tinha tomado o lugar do meu pulmão direito e que provavelmente pela idade e características da massa era Hodgkin. Fiquei internada já é dois dias depois fiz a biópsia que confirmou! Ficamos todos muito assustados, afinal eu nunca senti nada além daquela dor no peito para respirar! Todos os sintomas clássicos do Hodgkin eu nunca apresentei... mas não sei se pela minha imaturidade da época ou ter tido bons médicos ao meu lado eu segurei a barra e passei muito bem pelo tratamento. Na época fiz quimio e radioterapia que ao todo foram 10 meses de tratamento. 

Finalmente em março de 2016, minha última consulta! Completei 5 anos do tratamento! 

Combinei com meu hematologista de voltar somente no final do ano com uma PET SCAN feita para irmos acompanhando anualmente, por que fiquei com uma fibrose na região onde o tumor apareceu, então resolvemos acompanhar.

Uma semana antes de eu ir fazer a PET SCAN que tinha combinado com o meu médico, acordei pra trabalhar e quando tirei meu pijama percebi um aumento, na região abaixo da clavícula. Algo bem alto e duro. Como sou fisioterapeuta, uso muito o meu corpo para tratar os pacientes, estava exausta, já estávamos no final do ano, pensei que fosse algo muscular. Me troquei e fui trabalhar. 

Chegando lá, mostrando ao meus amigos de trabalho e conversando com meu médico, todos me mandaram para o hospital! E eu fui.

Dia 27/10/2016, após uma tomografia acharam novamente uma massa, enorme bem próxima da onde tive a outra massa. Desta vez meu mundo caiu! Não tava acreditando na possibilidade de estar doente de novo! Nunca chorei tanto na vida, fiquei completamente desesperada!

Totalmente diferente dos meus 24 anos! Hoje com 30 anos, não sei, acho que crescemos e ficamos conscientes, mais medrosos. Eu tinha acabado de casar, íamos morar fora do Brasil dentro de 1 mês, enfim... muita coisa junto! Fiquei muitooooo mal! 

Naquele mesmo dia, internei mais uma vez, dois dias depois fiz a biópsia e a minha surpresa: LINFOMA DE HODGKIN novamente. 

Chorei muito com a confirmação! Mas não tinha jeito! Tinha que seguir! Ajustei minhas forças e aqui minha família, meu marido e amigos, além da equipe médica foram excessiais. 

Desta vez o tratamento era mais intenso. Quimioterapias pesadas e transplante. Pra mim foi escolhido o autologo.

Ainda estou em tratamento! Escrevo aqui do meu isolamento... a poucos dias da pega da minha medula e aguardando ansiosa tudo isso acabar novamente!

Hoje mais madura vejo tuuuuudo o que não fiz no primeiro tratamento e que desta vez fiz e me ajudou muito: então um acompanhemento nutricional mais intenso é fundamental, acompanhamento psicológico é fundamental, iniciei práticas de meditação que me auxiliam muito também.

Não é fácil! Não está sendo fácil! Quem já passou o que eu estou vivendo agora sabe bem! Mas assim como as coisas boas passam, as ruins também não é mesmo? Então fico nisso! TUDO PASSA! 

Tenho plena certeza da minha cura definitiva desta vez! E logo logo escrevo novamente pra falar como foi demais brigar por isso aqui... pela VIDA! 

Saúde a todos!!!

Viva a vida! #xôcâncer

Nunca perca a fé

Guaratinguetá - SP



Michele Alves


Em julho do ano passado descobri o linfoma. Só fiquei sabendo que estava com essa doença porque fiquei muito inchada, fui ao médico e lá mesmo já fiquei internada 21 dias no hospital da minha cidade.

Fiz a biopsia. Depois de uns dias tive que fazer uma quimio de urgência, depois fui para São Paulo para fazer o tratamento lá, Deus só colocou pessoas maravilhosas para cuidar de mim. Meu tratamento durou 10 meses. Já fui praticamente liberada pela médica, não tomo mais remédio e acabou as químicos! Um recado que deixo para todos nunca perca a fé em Deus.

Para DEUS nada é impossível

Bento Gonçalves - SP



Aline Pegoraro


Oi, eu sou a Aline e em 2008 descobri que estava com leucemia. Fiz seis sessões de quimioterapia, meus dois irmãos foram compatíveis.

Em 2009, três dias antes de iniciar os procedimentos para o transplante, meu namorado de 10 anos me largou, pois já estava com outra. Mesmo assim ergui a cabeça e fui para a cura da minha vida, tudo deu certo.

Logo após retornar para casa conheci meu atual marido, que me aceitou como estava, careca e usando mascara. Faz 7 anos de transplante e 7 anos de casamento, agora eu conheci a verdadeira felicidade. Por isso eu sempre digo: tenha fé em Deus e na vida, as vezes aparece uns obstáculos mas erga a cabeça, pois para DEUS nada é impossível, é só acreditar!

Por que eu?

Bragança Paulista - SP



Eberton Richard Barros


Foi uma guerra mais longa do que poderia ter imaginado: 04 diferentes linhas de quimioterapia e o transplante de medula óssea autólogo. Foi um sucesso. Não, sem antes passar por inúmeras incertezas, cuidados e alguns momentos reflexivos. 

Aos 27 anos, pensava que era o dono do mundo. Graduado, tinha terminado a especialização, estava em boa colocação no mercado de trabalho e com o casamento marcado para o próximo ano. Quando descobri o câncer foi um sentimento de traição do próprio corpo e logo questionei silenciosamente: Por que eu? 

Não foi fácil, no interior classificam como "aquela doença", dizem que não pode dizer o nome "daquela coisa ruim", falam com medo e temor. Mas, não encarei assim. Levantei a cabeça, juntei forças e o humor foi o meu escudo. 

Um tratamento longo, cheio de protocolos e cuidados que levei com paciência. Aprendi que na vida podemos pedir tudo: dinheiro emprestado, colo pra descansar, carinho pra recuperar forças, mas nada, absolutamente nada é mais intenso do que pedir a doação de sangue e medula óssea. É um sentimento totalmente diferente. É pedir vida, fôlego, energia - é pedir que a nossa história não seja interrompida. 

Da janela do hospital dos meses que fiquei internado via o trânsito parado, os carros em movimento e lembrava daquela música: "Há tanta vida lá fora/ Aqui dentro sempre/ Como uma onda no mar...", 

Foi isso, uma onda no mar. Passou e venci a guerra. Não desanime e nem pense em morrer na praia, quando tudo parecer perdido o seu êxito estará mais perto do que pensa. Teime. Aposte em si. Levante a cabeça e vamos encarar para vencer. Boa sorte! Porque aqui, há muita vida te esperando. Siga em frente.

Tenho duas filhas que me amam

Osasco - SP



Adriana Sarges de Castro Guedes


Bom dia! Sou Adriana Guedes, tenho 33 anos. Desde janeiro de 2016 comecei a sentir dores no abdômen e na coluna. Mas como sou de Belém-PA, lá não fui diagnosticada com tantos exames que fiz.

Então precisei acompanhar meu esposo a São Paulo a procura de emprego em Abril/2016.

E quando vim para cá, já não sentia dores, mas com duas semanas as dores voltaram com muita força. Peguei meus exames que havia trago de Belém-PA e consegui um Hematologista. Que já me alertou que eu poderia estar com Linfoma. Fui submetida a uma biópsia de barriga aberta.

Depois do resultado fui encaminhada ao Icesp (Instituto do Câncer de São Paulo). Comecei o tratamento em 16/08/2016.

Cheguei lá no momento mais difícil de minha vida, achei que não sairia de lá viva. Mas hoje estou aqui, ontem terminei a 7ª sessão de Quimioterapia. E firme e forte, já não sinto dores, meus exames estão com ótimos resultados.

Por tanto deixo um agradecimento a todos e muita força. Tudo que passamos é uma prova a mais. Hoje tenho mais fé e muita vontade de viver porque sou forte.

Tenho duas filhas que me amam: Lynda Monique, 17 anos e Eduarda Ribeiro, 14 anos.

É uma família enorme que me aguarda em minha cidade com muita alegria. 

E agradeço a Família Icesp que nos tratou com muito amor.

Um abraço pode fazer muito mais pela pessoa doente do que vários medicamentos

São José do Rio Preto



Celio Ailton dos Santos


Talvez seja o câncer o grande mal do século. Aquela doença tão triste e sofrida que não afeta apenas ao paciente, mas todos que estão em volta, causando muita dor e uma quase total falta de perspectiva.

Nos tempos atuais é difícil até encontrar alguém que não tenha ao menos uma pessoa conhecida que não tenha sido afetada por esse mal. Mas, quando conhecemos um amigo ou familiar que tenha câncer, como agimos? Será que somos solidários e procuramos animá-lo, já que muitos casos de câncer têm cura, ou ficamos com cara de enterro e não lhe passamos a menor chance de esperança num tratamento e posterior cura?

O melhor nessas horas é promover a motivação da pessoa, e mostrar a ela que a luta não está perdida, que é possível alcançar a vitória. Porém, caso não saiba como dizer isso tudo, encontre as melhores palavras.

O problema do doente não está propriamente no desgaste que a doença pode trazer, até por não se ter o que fazer, mas o pior de tudo está na grande doença, aquela que na qual se sente que não vale mais a pena fazer alguma coisa. As pessoas não estão doentes apenas da doença, mas ainda daquela velha persistência de palavras vazias e sem sentimentos. Muitos de nós somos pessoas que conseguimos ver coisas boas através de olhares e ruins por meio de sorrisos, tudo depende da intensidade com que se olha a vida. Somos inexperientes quando temos de enfrentar as dores, os males e as tristezas, por mais que já tenhamos passado por muitas delas, já que cada uma é uma, todas sempre diferentes.

A amizade durante o período de doença é uma coisa de grande importância, já que a mesma é um lindo laço que construímos, sem que haja a amizade os dias são mais tristes e nos tornamos mais e mais doentes. Sem a amizade não há com quem se falar do sofrimento e da tristeza e ainda com quem dividir a alegria do tratamento que está dando certo.

Ter amigos verdadeiros por perto é um grande presente de Deus! Por isso, pode contar comigo sempre que precisar.

Por que ninguém ainda conseguiu encontrar a cura do câncer? Isso ninguém saberá responder, mas podemos dizer que essa doença, apesar de ruim também traz consigo coisas boas, como a união, a paz e a vontade de viver. Numa família onde alguém passa por isso, a união é inevitável, todos querem a melhora do doente e com isso, todos se tornam pessoas melhores. A vontade de viver se torna redobrada, e a pessoa doente passa a encontrar nas pequenas coisas uma beleza que não via anteriormente, em razão da correria do dia a dia ou até mesmo por causa do pessimismo exagerado. O importante é tirar da doença seu lado bom, buscar somente os pensamentos e as atitudes positivas rumo à cura. Na Bíblia há um versículo que diz: Tudo que tenho medo vem atingir-me. O medo que as pessoas sentem em ficar doentes acaba por levar à pessoa para a doença que a mesma mais tem medo. Com isso, ela acaba se cercando de todos os meios para não ficar doente e deixa de viver, de pensar nas coisas boas e alegres. Acontece que o que há de ser será! Ainda que a doença apareça, pensar nela antes, durante e depois é um fato desnecessário, o melhor que se pode fazer é focar na cura, no bem estar de corpo e de alma. E se cercar sim, mas de cuidados com a alimentação, com as noites de sono, não descuidar dos exercícios físicos regulares, mas acima de tudo estar bem consigo mesmo, sem neuras, sem estresse desnecessário, sem buscar antecipar um mal que pode nem vir.

Foque na felicidade, busque fazer o que ama e o que lhe faz feliz. Procure o abrigo dos amigos, da família, dos filhos, dos livros que ainda não foram lidos, dos lugares que ainda não visitou, das musicas que ainda não teve a oportunidade de ouvir e dos filmes que ainda não viu. Trace a meta da felicidade e corra atrás dela, ela sim vale a pena!

A relação direta que se possa ter com um paciente de câncer, faz-nos caminhar por terras desconhecidas, e nos jogarmos em uma viagem onde há somente incertezas e indecisões e onde a única bagagem que carregamos é a esperança. Mas não há porque deixar de trilhar esses caminhos, pois sempre nos levarão a uma compreensão maior do outro e de nós mesmos.

Quando se está doente é possível sentir um vazio interior e nessas horas, o mesmo só pode preenchido por muito amor, o amor de Deus. Somente ele é capaz de completar o ser humano e trazer a ele mais e mais esperança de que uma grande benção está por vir. Basta crer e esperar na graça de Deus.

Quantas vezes sabemos que pessoas ligadas a nós estão doentes e ainda assim não procuramos dar a elas uma palavra de animo, mostrar o quanto elas são importantes para nós. Às vezes, uma simples palavra de afeto ou um abraço podem fazer muito mais pela pessoa doente do que vários medicamentos. O amor tem um poder curativo, capaz de curar corpo e alma.

Hoje 02 de fevereiro de 2017 completo cinco anos que estou nesta luta e graças a deus e minha esposa e filhos estou muito bem e nunca desisti e não vou desistir jamais. Muito obrigado a todos, abraços!

Viver ao máximo

Primavera - SP



Alex Canonico Reis


Talvez viver ao máximo seja seguir o seu propósito, o meu propósito é a felicidade. Aos meus 43 anos os médicos me disseram que eu tenho leucemia (leucemia mieloide crônica). Hoje aos 44 anos minha vida mudou... Tudo começou com a perda de peso, dores no baço, mas fui diagnosticado rapidamente. Passei por vários exames, vários medicamentos... só quem passa por isso sabe realmente o sentido da vida... Muitas vezes pensei em desistir, por estar sozinho, por tudo ter acontecido ao mesmo tempo... por ter terminado um relacionamento, por ter descoberto o câncer...

A leucemia é silenciosa, muitas vezes sem efeitos aparentes, isso faz com que as pessoas a nossa volta até duvidem do diagnóstico... A 10 meses atrás, na hora de tomar banho, quanto eu me tocava, eu mau reconhecia o meu próprio corpo, me olhava no espelho e me sentia outra pessoa... Muitas vezes para o meu padrão, o padrão que eu achava que seria o ideal para mim, eu me sentia um fracassado. Eu era o início e o fim do meu próprio sonho, do meu próprio mundo, e era tão triste, tão pequeno... Mas a minha vida não se limitou a isso. Tudo mudou quando eu olhei pro espelho, quando eu realmente me vi no espelho, sem maquiagem, sem disfarce, eu me vi realmente... Somos aquilo que desejamos ser, busquei minha força na espiritualidade, no carinho dos amigos, na família, é imaginável o que uma palavra amiga pode fazer por você, um abraço, um gesto de apoio. Um ponto fundamental para mim foi entender a leucemia e neste ponto agradeço as informações da Abrale e as conversas francas com meus médicos. Por esse motivo, vai a dica: Amadureça, seja sempre mais do que aquilo que você faz, o que você significa deve ser muito mais importante do que aquilo que você faz!!! 

Hoje após 10 meses de diagnóstico da LMC, estou vivendo, evoluindo, e entendo um pouco mais o significado da vida e do sentimento que chamamos Amor! 

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