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Data de criação: 08 Novembro 2017 Last modified on 08 Novembro 2017

Leucemia-linfoma de células T - ATL

 

O que é?

A leucemia-linfoma de células T do adulto (ATL) é um tipo de câncer relacionado à infecção pelo vírus HTLV-I, responsável por atingir as células de defesa do organismo, os linfócitos T.

São quatro os subtipos que a doença pode apresentar: leucêmico agudo, linfoma, crônico ou assintomática (quando não há nenhum sinal da doença). Cada uma delas com características clínico-laboratoriais específicas.  

No Brasil, este tipo de câncer é raríssimo. A maior parte dos casos acontece entre crianças e jovens, de 2 a 21 anos.

 

Sinais e sintomas

Nos tipos mais agressivos, que são o leucêmico agudo e linfoma, o paciente pode apresentar como sinais da doença:

· Aumento dos linfonodos (carocinhos na região do pescoço, virilha e axila)

· Hepatoesplenomegalia (aumento do tamanho do fígado e do baço)

· Infiltração pulmonar

· Lesões de pele (mudança de textura e coloração)

· Lesões ósseas (como a hipercalcemia, quando há presença de quantidade excessiva de cálcio no sangue, causando taquicardia, sonolência com confusão mental, diminuição do fluxo urinário e insuficiência renal)

· Infecções constantes

 

Diagnóstico

O diagnóstico para este tipo da doença é feito não somente com base nos sinais e sintomas, mas também por meio de alguns exames. A biópsia da medula óssea, quando um pedacinho do osso da bacia é retirado para análise, poderá mostrar importantes alterações celulares. Se a pele estiver com diferentes lesões, é importante também realizar uma biópsia cutânea.

Em uma pequena amostra de sangue de medula óssea, também é possível analisar, com exames de biologia molecular, alterações genéticas específicas nas células doentes, garantindo um diagnóstico mais certeiro quanto ao tipo da doença. 

Mas o exame de sorologia será fundamental para realizar o diagnóstico da leucemia-linfoma de células T, porque identificará a presença do vírus HTVL-I.

 

Tratamento

O tratamento irá depender do diagnóstico e estadiamento da doença. Pode ser indicado antivirais em combinação com o Interferon, que é administrado por via intramuscular e pode provocar efeitos colaterais como dores musculares, febre, dor de cabeça, fadiga, náuseas, vômitos.

Em alguns casos, a quimioterapia também é opção. Medicamentos extremamente potentes no combate ao câncer são utilizados com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes.

Ela pode ser oral ou aplicada direto no sangue, por meio de um cateter. Também pode ser intratecal, quando há a necessidade de fazer com que o tratamento do linfoma chegue ao sistema nervoso central, diretamente por meio do líquido espinhal. 

Sua administração é feita em ciclos, com um período de tratamento, seguido por um período de descanso, para permitir ao corpo um momento de recuperação. Saiba como cuidar de seu cateter

Alguns efeitos colaterais podem surgir, como enjoo, diarreia, obstipação, alteração no paladar, boca seca, feridas na boca e dificuldade para engolir. Mas saiba que existem medicamentos para amenizar cada um deles. A nutrição também é uma importante aliada na melhora de cada um deles, e por isso a Abrale fez uma seleção de alimentos que vão te ajudar bastante neste momento.

A queda de cabelo costuma acontecer, pois a quimioterapia atinge as células malignas e também as saudáveis, em especial as que se multiplicam com mais rapidez, como os folículos pilosos, responsáveis pelo crescimento dos cabelos. Nessa fase, busque por alternativas como lenços, bonés, chapéus ou perucas, caso se sinta mais à vontade.

A imunidade baixa, comum a esta fase do tratamento, pode facilitar o surgimento das infecções. A febre é o aviso de que um processo infeccioso está começando, então não deixe de procurar seu médico. Se for necessário, medicamentos serão administrados.

Mas com pequenos cuidados, como lavar as mãos com frequência, você pode evitar que essas temidas infecções apareçam. Veja outras dicas

 

O transplante de medula óssea também pode ser indicado. O médico é quem dirá qual a melhor opção (se com doador ou não), a depender das característica da doença. 

 

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