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CHAT - Linfoma: Diagnóstico e Tratamento

CHAT - Linfoma: Diagnóstico e Tratamento

Tema: Linfoma - Diagnóstico e Tratamento

Data: 04 de abril de 2013

Duração: 1h30 (13h às 14h30)

Convidada: Dra. Maria Cristina M. Almeida Macedo - Doutora em Hematologia da USP, especialista em transplante de células tronco hematopoética(TCTH) pela SBHH, Coordenadora do ambulatório de Linfoma do Instituto Brasileiro de Controle ao Câncer (IBCC). Responsável técnica pela Unidade de Transplante de Células Tronco Hematopoéticas.

 

Seja bem-vindo ao Chat!

12:59:58 - moderador : Boa tarde a todos! Vamos dar início ao chat ABRALE.

13:00:20 - convidado : Boa tarde a todos.

13:00:25 - moderador : Convidada de hoje: Dra. Maria Cristina M. Almeida Macedo - Doutora em Hematologia da USP, especialista em transplante de células tronco hematopoéticas (TCTH) pela SBHH, Coordenadora do ambulatório de Linfoma do Instituto Brasileiro de Controle ao Câncer (IBCC). Responsável técnica pela Unidade de Transplante de Células Tronco Hematopoéticas.

13:01:06 - convidado : Agradeço o convite para o Chat.

13:01:14 - moderador : Duração do chat: 13h às 14h30. Linfoma: Diagnóstico e Tratamento.

13:01:41 - moderador : Seja bem-vinda Dra. Cristina. Vou liberar a primeira pergunta.

13:02:17 - Bruno : Gostaria de saber da ilustre palestrante se linfomas T, NH, ALK(+) não têm de modo absoluto indicação de transplante autólogo de células tronco embrionárias na fase de consolidação? E qual seriam os critérios para realização de TMO nestes casos?

13:09:48 - convidado : Os linfomas T são uma miscelânea e o prognóstico em geral não é tão eficiente quanto os linfoma B. Os linfomas T alk+ são uma exceção e costumam responder melhor à quimioterapia. Assim, não tem indicação de TMO a princípio, só em recaída. Quanto aos Alk neg, pode-se considerar realizar o TMO autólogo na primeira remissão, como consolidação. Para os LNH NK (suponho que você tenha querido dizer NK e não NH) não há consenso de que o TMO como consolidação valha a pena e, como a maioria dos linfomas, passa a ser indicação de TMO caso não responda ao tratamento adequadamente ou após primeira remissão.

13:11:29 - Neide : Quais os sintomas mais frequentes do linfoma?

13:13:34 - convidado : Aumento de gânglios, geralmente observáveis na região do pescoço, virilha e axila. Pode acontecer do aumento dos gânglios ocorrer em órgãos internos e os sintomas serem muito diferentes, como falta de ar, por exemplo. Pode ocorrer ainda febre, sudorese e coceira. É importante dizer que o aumento dos gânglios (conhecidos como ínguas) são indolores, de crescimento lento ou rápido (dependo do tipo de linfoma).

13:14:26 - Neide : Meu irmão faleceu precocemente de linfoma de Hodgkin. Ele teve pneumonia e ficou quatro meses sem tomar a quimioterapia. Isso pode ter levado à morte tão precoce, já que os médicos diziam que é um tipo de câncer que quase não mata?

13:16:00 - convidado : Olá Neide. O linfoma de Hodgkin costuma responder muito bem à quimioterapia. Pelo que você descreve, provavelmente o seu irmão faleceu como consequência da infecção (que pode ser complicação do tratamento também).

13:17:57 - Neide : Por ter um irmão com linfoma, temos q fazer exames para saber se também podemos ter a doença? Assim como acontece quando um parente tem câncer de mama?

13:18:58 - convidado : Não. O linfoma, na grande parte das vezes, não tem caráter familiar e não há indicação de exames preventivos.

13:21:02 - Nanda : Gostaria de saber como identificamos se temos linfomas? A doença se descobre por meio dos leucócitos?

13:23:42 - convidado : A única maneira 100% confiável é a biópsia do gânglio ou massa. Em alguns casos, se o linfoma estiver acometendo também a medula óssea, podemos identificar por um exame de sangue específico.

13:24:36 - Renata : Quais as chances de cura do linfoma não-Hodgkin de células B?

13:26:40 - convidado : Existem diversos tipos de linfoma não-Hodgkin de células B. Talvez você esteja se referindo ao LNH de grandes células B difuso. Neste caso, a chance de cura varia de 30% a 90%, a depender de alguns fatores, como, por exemplo, se a doença está muito espalhada ou não, idade do paciente, entre outros.

13:27:38 - moderador : A ABRALE oferece apoio psicológico gratuito. Os atendimentos são realizados na sede em São Paulo ou de forma on-line para todo o Brasil. Entre em contato e obtenha mais informações: 0800 773 9973 | (11) 3149 5190 | psicologia@abrale.org.br

13:28:14 - Nanda : Se os leucócitos estiverem em 12.020 já é para preocupar?

13:28:59 - convidado : Renata, um grande problema relacionado à chance de cura em linfoma é que a resposta nunca é fácil, pois depende do subtipo do linfoma e de diversos fatores conhecidos, como disse anteriormente. Além de muitos ainda que estão por ser esclarecidos. A boa resposta ao tratamento quimioterápico é fundamental. Leucócitos são os glóbulos brancos que atuam na defesa do organismo. Leucócitos elevados podem ser uma resposta do organismo a uma infecção, por exemplo, ou efeito de alguma medicação. Leucócitos de 12.020/mm3, em geral, não é alteração relevante e deve ser interpretado dentro da história do paciente.

13:34:57 - Fernando : Prezada doutora, qual a chance de recidiva de LNH, após dois anos de remissão?

13:40:12 - convidado : A chance de cura é crescente à medida que o tempo passa. A recidiva ocorre, predominantemente, nos primeiros cinco anos. É maior nos primeiros dois anos e cai à metade após dois anos. Se estamos falando de um linfoma células B difuso, que inicialmente tinha um risco calculado de 40% de recaída em cinco anos, em geral após dois anos, o risco de recaída é de 20%. Por outro lado, se estamos nos referindo a um linfoma do tipo folicular estádio avançado, a chance de recaída aumenta com o tempo.

13:41:49 - Renata : Boa tarde, doutora! Existe algum protocolo para linfoma de células de manto? Tem cura?

13:45:57 - convidado : Renata, o linfoma do manto ainda é um grande desafio para os hematologistas. Há protocolos (parecidos com o que se utiliza para outros tipos de linfoma), mas nenhum é ideal para linfoma do manto. A cura pode ser obtida em casos em que se obtenha remissão completa seguida de transplante autólogo, mas principalmente com transplante alogênico (de doador).

13:47:21 - Fernando : Prezada doutora, os sintomas de recidiva do LNH difuso de grandes células B são os mesmos sintomas que o próprio linfoma?

13:49:38 - convidado : Os sintomas podem ser bem parecidos, por isto que na maior parte dos casos, é o próprio paciente que identifica a recaída, independente dos exames de controle. Os sintomas podem ser diferentes, principalmente quando atingem órgãos/ lugares diferentes na recaída.

13:50:54 - Tamara : Existe algum tratamento mais avançado para os casos de linfoma folicular?

13:55:12 - convidado : O linfoma pode ser tratado de formas variadas - desde não ser tratado (somente observação) até ser tratado com quimioterapia seguida de manutenção com anticorpo anti CD 20 (Rituximabe) ou até com o transplante alogênico de medula óssea. Este último é o tratamento "mais avançado", porém não é indicado para todos os casos.

13:56:48 - moderador : Curta a página da ABRALE no Facebook e fiquei por dentro de todas as novidades da onco-hematologia. Acesse: www.facebook.com/PaginaAbrale

13:57:46 – Ricardo : Por que o linfoma do tipo folicular está se manifestando tão recorrentemente em pessoas mais jovens?

14:03:16 - convidado : Os linfomas não-Hodgkin (difuso ou folicular) estão sendo mais frequentes na população em geral. A incidência vem aumentando e não existe total conhecimento sobre as causas do aumento da incidência. Alguns fatores são claros, como algumas infecções ou uso de medicamentos imunossupressores. Porém, outros fatores não são tão claros. Deve haver componentes ambientais. Existem alguns trabalhos sugerindo aumento de incidência de alguns tipos de linfomas relacionados com a obesidade, tabagismo, etc. Há um esforço mundial no sentido da detecção destes fatores - com diversos centros avaliando fatores ambientais e o risco de linfoma.

14:06:02 - Bel : A respeito do tratamento com imunobiológicos, como o Brentuximab Vedotin(Adcetris), qual a visão atual a respeito dos resultados de sua utilização em linfoma de Hodgkin refratário e anaplásicos CD 30 (+) refratários ou recidivados?

14:08:52 - convidado : O brentuximabe é um medicamento muito promissor nestes dois casos: linfoma de Hodgkin e LNG CD 30+ recidivados e refratários. Já existem estudos, inclusive, em que ele vem sendo utilizado em primeira linha (no início do tratamento).

14:10:11 - Fátima : Boa tarde Dra! Fiz TMO em 2008 devido ao linfoma não-Hodgkin e agora apareceram uns linfonodos no pescoço. Provavelmente terei que fazer quimioterapia. Gostaria de saber qual o procedimento que pode se fazer depois do TMO e quimioterapia? Tem algo ainda a se fazer para tentar uma cura de linfoma não-Hodgkin?

14:13:52 - convidado : Primeiro é importante que se confirme o diagnóstico e o tipo do linfoma, pois às vezes o tipo é diferente. Se confirmar a necessidade de fazer quimioterapia, em seguida poderá se cogitar transplante alogênico de medula óssea.

14:16:20 - Ivys : Gostaria de saber se o TMO ainda é uma solução no caso do linfoma não-Hodgkin de Burkitt na axila ter retornado no mesmo local, e na bexiga, após o tratamento com quimioterapia e radioterapia.

14:19:34 - convidado : Ivys, o linfoma de Burkitt é altamente responsivo à quimioterapia, e a quimioterapia tem que ser agressiva, intensa. TMO autólogo não será uma solução se a doença estiver refratária, mas se a doença estiver novamente em resposta, sim.

14:20:46 - Bel : O tratamento multidisciplinar (Fisioterapia, Nutrição, Psicologia) é fundamental para a recuperação e melhor enfrentamento da doença? Qual a sua opinião a respeito?

14:27:02 - convidado : Esta é minha opinião: acredito que para pacientes debilitados, a Nutrição e Fisioterapia são fundamentais. Acho que a Psicologia é fundamental também, porém em medidas diferentes, de acordo com o momento em que o paciente se encontra. No diagnóstico, a Psicologia é importante para alguns pacientes, no sentido de dar o suporte para tolerar o tratamento. Posteriormente, quando em geral o tratamento já foi completado, acredito que a Psicologia tem um trabalho mais interessante, pois pode atingir alvos não evidentes e que podem estar na base do problema (acredito que haja alterações psicológicas envolvidas na gênese do linfoma).

14:28:27 - Juju : Estou em acompanhamento pós-TMO autólogo. Completei dois anos de vida nova, já tomei várias vacinas do calendário de vacinas e às vezes tenho reações como febre, tosse com secreção. Por que algumas vacinas provocam isso e outras não?

14:29:35 - convidado : Quando você recebe a vacina, recebe um organismo estranho e cada um provoca um tipo de reação de defesa. As reações são diferentes de acordo com as vacinas e os pacientes.

14:30:52 - moderador : O chat está encerrado, obrigado a todos que participaram. Muitas perguntas não puderam ser respondidas por falta de tempo, para isso peço que encaminhem suas dúvidas para abrale@abrale.org.br.

14:31:00 - moderador : Obrigado Dra. Cristina pela disponibilidade, a ABRALE agradece sua colaboração. Fique a vontade caso queira deixar uma mensagem aos participantes.

14:31:22 - convidado : Agradeço a Abrale pela oportunidade. Boa tarde a todos.

14:32:03 - moderador : A ABRALE realiza chat com especialistas de 15 em 15 dias, acesse www.abrale.org.br e participe!

14:37:34 - convidado : Convidado 'convidado' saiu da sala.

 

 

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