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A falta de dinheiro está prejudicando os pacientes

Imagem Dinheiro
E a situação pode se agravar com as decisões assustadoras tomadas pelo novo governo

E a situação pode se agravar com as decisões assustadoras tomadas pelo novo governo

Andréa Bento – Coordenadora de Políticas Públicas da ABRALE

O Sistema Único de Saúde (SUS) foi instituído na Constituição Federal de 1988, que oferece a todo cidadão brasileiro acesso integral, universal e gratuito a serviços de saúde.

Considerado um dos maiores e melhores sistemas de saúde públicos do mundo, o SUS beneficia cerca de 180 milhões de brasileiros e realiza por ano cerca de 2,8 bilhões de atendimentos.

Aqui estão inclusas 400 milhões de vacinas aplicadas anualmente, hemodiálise para 70 mil pacientes com doenças renais crônicas e um gasto de R$ 4,4 milhões em transplante de órgãos. Há ainda as mais de 20 mil drogarias de Farmácia Popular, que garantem medicamentos básicos e de alto custo para milhares de pessoas em todo o país.

Porém, nos mesmos hospitais que oferecem esses tratamentos, também há falta de médicos, leitos e remédios. E aí, quando há uma epidemia como a de dengue, zika vírus e chikungunya, a Saúde fica totalmente desestabilizada. O dinheiro é insuficiente e cada vez mais se processa o Estado para garantir a saúde pública.

Nos anos de 2012 e 2014, as ações judiciais deram um grande salto, passando de R$ 367 milhões para R$ 844 milhões, com um valor de R$ 1,76 bilhão nos três últimos anos (fonte: Interfarma).

Segundo dados do Governo Estadual, a lista para tais ações vai desde a solicitação de achocolatados diet, fraldas e pilhas alcalinas até medicamentos fundamentais para a vida. Para tentar resolver esses problemas, o atual governo Michel Temer, e o ministro da Saúde, Ricardo Barros, vêm tomando decisões assustadoras, como a proposta de Planos Populares e a aprovação no Congresso Nacional para a PEC 241 (uma proposta de emenda da Constituição Federal apresentada pelo atual governo, para congelar por 20 anos os investimentos federais em saúde, educação, saneamento, segurança pública e outros direitos sociais).

Isso significa que até 2036 o Brasil não vai poder aumentar os recursos federais, que hoje aplica para garantir esses direitos ao povo brasileiro. Já os planos populares são uma tentativa suícida do governo de desafogar o SUS e levar usuários a utilizarem serviços que sequer terão cobertura para uma quimioterapia.

Para agravar ainda mais a situação, o Observatório de Oncologia, plataforma que analisa e monitora dados públicos, identificou em um de seus estudos que até 2029 o câncer será a principal causa de morte no Brasil.

É realmente preocupante a crise política e financeira que estamos enfrentando. Por isso, o 3º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer discute o financiamento da saúde, acesso ao tratamento e judicialização. Precisamos encontrar maneiras de barrar essa grave manobra política e a falta de dinheiro que está prejudicando tantos pacientes.

 

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