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Câncer: por que eu?

  

Por Que Eu
Dupla de especialistas faz profunda pesquisa sobre a doença e esclarece, em livro, as questões que mais intrigam os pacientes

Dupla de especialistas faz profunda pesquisa sobre a doença e esclarece, em livro, as questões que mais intrigam os pacientes

Algumas pessoas levam uma vida saudável, fazem exercício físico, se alimentam bem, quando, de repente, recebem um diagnóstico de câncer. Então, inevitavelmente, surge a pergunta: “por que eu?”

Para responder a essa e outras tantas questões que passam pela cabeça de quem entra em contato com o câncer (pacientes ou não), o biomédico e professor titular da Unesp de Rio Preto, Paulo Cesar Naoum, juntamente com seu filho, o hematologista Flávio Augusto Naoum, lançaram o livro Câncer: por que eu?

“Após 40 anos fazendo pesquisas nas áreas da Hematologia, passei a me interessar por conhecer a dinâmica das proteínas das células cancerosas. Então quis desvendar o câncer na visão de quem tem, ou teve, a doença”, conta o Dr. Paulo Cesar.

Para isso também buscou apoio de especialistas e pediu que alguns pacientes, ou seus familiares, fizessem quatro perguntas sobre câncer. A partir de 348 questões, selecionou 120, cujas respostas são apresentadas com linguagem de fácil entendimento.

A origem do câncer, os direitos dos pacientes, os mais novos tratamentos disponíveis e a prevenção, são alguns dos temas abordados. Diante de tanto conteúdo, o Dr. Paulo Cesar indica, aqui, o que considera o top 6 da obra e nós fazemos um resumo com a essência de cada tema.

     

 

 

1. O câncer tem cura?

Se considerarmos que há pelos menos 100 tipos diferentes de câncer e cerca de 50 tipos de leucemias e linfomas, sendo que para um mesmo tipo de doença há vários genes com DNA defeituoso, o câncer em si não é apenas uma doença única. Por essa razão, “a cura do câncer” como um todo depende de vários fatores, como precocidade do diagnóstico, uso de protocolos de tratamentos adequados e adesão do paciente ao tratamento.

 

 

 

 

  1. Quais são as minhas chances para vencer o câncer?

A vitória da batalha contra o câncer é frequentemente medida a partir da quantidade de pacientes que ainda estão vivos depois de terem recebido o diagnóstico da doença. E os índices de sobrevida têm aumentado nos últimos anos, já que são inúmeras as novas opções de tratamento.

  1. Como posso me prevenir contra o câncer?

Atualmente, a palavra chave em cancerologia é prevenção. Com hábitos saudáveis, é possível evitar o surgimento de alguns tipos da doença. Alguns deles: 

  • Não fumar
  • Não beber
  • Se alimentar de forma saudável
  • Praticar atividades físicas
  • Amamentar
  • Realizar papanicolau e mamografia
  • Tomar a vacina contra o HPV
  1. Existe algum tipo de vacina contra o câncer?

Ainda não. O que existe são as pesquisas voltadas a descobrir uma vacina contra o câncer, em especial os sólidos. Proteínas anormais extraídas de células cancerosas de um determinado tumor são injetadas como vacinas específicas contra o mesmo mal em, por exemplo, pessoas com fator hereditário cancerígeno forte. Ao entrar no organismo, a vacina estimulará o sistema imunológico a reagir contra o aparecimento de células tumorais e esse fato pode reduzir significativamente a possibilidade do desenvolvimento do câncer.

  1. Qual é a causa do câncer?

Na realidade não há apenas uma causa, mas várias que induzem o aparecimento do câncer. Primeiramente é importante saber que todo câncer tem origem genética por abranger genes (DNA), cromossomos e outras estruturas celulares envolvidas na produção de proteínas, enzimas e hormônios, com destaque aos ribossomos. Sabe-se, atualmente, que 5% de todos os tipos de câncer são hereditários, enquanto que 95% são adquiridos do meio ambiente e do estilo de vida, que incluem os hábitos alimentares e qualidade de saúde.

  1. A instabilidade emocional (ou estresse) pode causar câncer?

Não há de fato nenhuma evidência científica que relaciona a instabilidade emocional como uma das causas de câncer. Mas há ressalvas. O que se sabe é que as emoções fortes e prolongadas fragilizam biologicamente, induzindo ao estresse, insônia, entre outras alterações.

Essa desestabilização emocional com comprometimento orgânico pode afetar intensamente o sistema imune e desequilibrar a bioquímica das atividades metabólicas de células, órgãos e tecidos. Esses fatos aumentam a possibilidade do aparecimento de células com descontroles em seus processos reprodutivos e/ou nas sínteses de proteínas, enzimas ou hormônios, dando origem às células com tendência a se tornarem tumorais.

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