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Chá de hibisco para o câncer? É bom ter cuidado

  

Hibisco
Conhecido por ajudar a perder peso, seus efeitos colaterais devem ser observados

Conhecido por ajudar a perder peso, seus efeitos colaterais devem ser observados

O hibisco ganhou os holofotes por ajudar na perda dos quilinhos indesejados e na retenção de líquidos.

Esta planta, de origem asiática e africana, é popularmente utilizada na medicina indiana como diurético, laxativo e também para o tratamento de doenças hepáticas, renais e cardiovasculares.

É possível utilizar as folhas e as pétalas em preparos como picles, sopas, molhos, bebidas, geleias e gelatinas. Mas sua forma mais conhecida para o consumo é o chá, feito a partir do cálice da planta.

Dentre as substâncias presentes estão antioxidantes como os flavonoides e antocianinas, que contribuem para evitar acúmulo de gorduras. Isso acontece porque o chá reduz a adipogênese, processo no qual há produção de células de gordura, e também bloqueia a produção de amilase, uma enzima que transforma o amido em açúcar.

 

Porém, ao consumi-lo em excesso alguns efeitos colaterais podem surgir:

  • Riscos para a fertilidade

Alguns componentes presentes no chá podem dificultar a gravidez, por interferir no processo de ovulação. Mulheres grávidas também devem evitar, por correrem o risco de abortos.

  • Problemas na amamentação

Em excesso, ele também pode causar problemas ao bebê que esteja sendo amamentado, já que os níveis hormonais da mulher podem ser afetados.

  • Pressão baixa

Por conter compostos que eliminam eletrólitos, responsáveis por manter a pressão normal, sintomas como tontura, visão turva, suor excessivo, náusea e sensação de desmaio podem acontecer.

  • Interação medicamentosa

A depender da medicação que o paciente esteja tomando, é possível que o hibisco, em especial em sua forma mais concentrada (extrato) possa anular o efeito do tratamento ou até mesmo causar efeitos colaterais.

E para quem está em tratamento do câncer, consumir hibisco é uma boa dica?

De acordo com Ana Bombonatto, nutricionista do Comitê de Nutrição da Abrale, antes de qualquer coisa é fundamental conversar com o profissional responsável pelo tratamento.

“Existem pouquíssimas pesquisas que avaliaram o impacto do hibisco no tratamento do câncer. É importante reforçar que esses estudos avaliaram o extrato de hibisco e que a maioria deles foi realizada in vitro ou com ratos, não sendo realizados nenhum teste com humanos. Por isso, não é possível dizer que o extrato de hibisco possa ajudar o paciente ou se irá ter interação com alguma medicação e causar possíveis efeitos colaterais”, disse.

Então já sabe: antes de consumir chá de hibisco, ou qualquer outro preparo que contenha a planta, converse com o médico e nutricionista que esteja acompanhando seu tratamento!

Agora, caso a equipe médica tenha liberado, aqui vão algumas receitinhas:

Geleia de hibisco

Ingredientes

  • 1 maçã
  • ½ xícara (chá) de hibisco desidratado
  • 1 copo (200ml) de água
  • 1 e ½ xícara (chá) de açúcar

Modo de preparo

Bata todos os ingredientes no liquidificador. Em seguida, coloque a mistura em uma panela e acrescente o açúcar. Mexa em fogo médio, até engrossar. Coloque em um potinho e leve à geladeira por 1 hora.

Pudim de aipim com hibisco

Ingredientes

  • 200ml de água
  • 5 unidades de flores de hibisco
  • 300g de açúcar
  • 50g de coco ralado fresco
  • 2 ovos
  • 1 copo de leite de coco
  • 500g de aipim ralado
  • 50g de manteiga

Modo de preparo

Ferva a água, acrescente três flores de hibisco sem o miolo e deixe por cinco minutos. Após retirar as flores, seque com papel toalha e pique bem. Acrescente o açúcar na água em que o hibisco foi fervido para fazer uma calda. Os demais ingredientes, bata no liquidificador. Misture o hibisco picado nos ingredientes batidos. Unte uma forma de pudim com manteiga e açúcar. Coloque a mistura na forma e asse em banho maria em formo médio. Após 1h, desinforme e regue o pudim com a calda de açúcar.

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