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Desistir, nunca!

Imagem Servico Social
Nós lutamos todos os dias contra um sentimento de revolta causado pela ineficiência do nosso sistema de saúde

Nós lutamos todos os dias contra um sentimento de revolta causado pela ineficiência do nosso sistema de saúde

Por Michele Oliveira, assistente social da Abrale

Segundo estimativas do Observatório de Oncologia, em 2029 o câncer será a principal causa de morte no Brasil. Somente em 2017, quase 600 mil novos casos serão diagnosticados, impactando milhares de pessoas.

As cicatrizes do câncer comprometem as relações sociais. Além do enfrentamento da doença, os pacientes ainda são submetidos à precariedade do acesso à saúde e direitos que lhe são negados.

Diante deste cenário, é necessário compreender a totalidade de cada um.  O trabalho do assistente social se baseia na defesa dos direitos humanos e na melhoria do acesso, visando a melhor condição de saúde para todos. Nosso trabalho não está apenas na luta pela sobrevivência, mas na busca por condições dignas de existência.

A realidade do nosso sistema de Saúde nos remete a um sentimento de extrema revolta e pesar, porque mesmo sendo um direito de todos, previsto pela Constituição, a maioria dos pacientes tem tido seus direitos violados.

Se fala tanto em prevenção, porém vivemos em uma realidade contraditória.

Minha fala é respaldada e reforçada pela vivência de trabalho na ABRALE. Os pacientes relatam frequentemente o descaso no serviço de saúde. Temos presenciado um aumento na demanda de pacientes com dificuldade de encontrar atendimento.

As principais queixas são:

  • Demora para atendimento – alguns chegam a esperar por meses para uma consulta ou exames;
  • Dificuldade no diagnóstico;
  • Dificuldade para ser inserido nos centros de tratamento;
  • Remédios que não estão no rol de cobertura do SUS, e os próprios médicos são proibidos de prescrever, mesmo que seja o medicamento ideal para o tratamento;
  • Benefícios negados, como transporte fora de domicílio, auxílio doença, medicamentos básicos, entres outros.

Temos que nos posicionar diante de tanta ineficiência do Estado, para que a legitimação do acesso à Saúde seja para alcance de todos.

Que possamos expandir nossas lutas e ir além das situações impostas. Mesmo que a guerra ainda não esteja ganha, muitas batalhas já foram conquistadas. E nós não vamos desistir.

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