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Efeito colateral: quem sofre, avisa

  

Imagem Efeitos Colaterais
Quais são as reações adversas a medicamentos usados no tratamento de leucemias e linfomas e porque é fundamental reportá-las ao seu médico

Quais são as reações adversas a medicamentos usados no tratamento de leucemias e linfomas e porque é fundamental reportá-las ao seu médico

Medicamentos são substâncias químicas e como tais podem interferir em diversas funções do corpo. Quando testam um fármaco, os pesquisadores observam sua eficácia no combate a uma doença específica, e também olham a ocorrência de eventuais danos ao organismo. Depois, registram se são moderados ou intensos, qual a duração deles e o padrão segundo o qual se manifestam. Esses danos são os chamados efeitos colaterais.

Os médicos conhecem os efeitos colaterais mais comuns de cada medicamento que prescrevem e a sua frequência. Deles devem vir os esclarecimentos sobre as reações mais graves.

“Nem todos que recebem a medicação vão experimentar um efeito colateral. A dose da medicação, a forma como é administrada e, especialmente, as características genéticas de cada um definem se uma pessoa terá ou não efeitos colaterais e quão intensos serão”, explica o hematologista e oncologista Dr. Bernardo Garicochea, coordenador de Medicina Genômica do Centro Paulista de Oncologia do Grupo Oncoclínicas.

LEUCEMIAS E LINFOMAS

No caso do tratamento de leucemias e linfomas, os efeitos colaterais são, em geral, perda de cabelo,  infecções constantes, anemia, hemorragias, náuseas, prisão de ventre e perda de sensibilidade nas mãos e nos pés.

“Esses efeitos são totalmente reversíveis com a parada da medicação. Muitos deles podem ser evitados com outras medicações”, explica o médico.

Segundo o Dr. Bernardo, algumas medicações podem causar também problemas cardíacos ou infecções por vírus ou fungos. “Os médicos costumam monitorar indivíduos mais idosos com exames cardíacos antes do tratamento e limitam as doses dessas medicações se a ‘reserva’ cardíaca for baixa. Infecções por vírus ou fungos podem ser prevenidas com medicações via oral, que são administradas durante o tratamento”.

NOVAS DROGAS

Mais recentemente, surgiram novas drogas para o tratamento de leucemias e linfomas com reações diferentes daquelas observadas na quimioterapia tradicional. “Elas podem provocar reações de pele, inflamações nos pulmões e arritmias cardíacas. Mas os médicos supervisionam de perto esses pacientes e, por isso, efeitos colaterais muito graves são raros atualmente”, informa o oncologista.

O Dr. Bernardo Garicochea garante que tratamentos de última geração são cada vez mais seguros e menos tóxicos. “Menos de 5% dos pacientes que recebem imunoterapia, por exemplo, vão referir algum efeito colateral importante”, diz o médico. “Assim como leucemias e linfomas vão sendo derrotados com maior frequência, tentar receber o tratamento certo sem atrasar os ciclos de medicação é muito importante”.

EFEITOS IMPERCEPTÍVEIS

O mais importante para quem está em tratamento é que não há relação entre o efeito colateral e a eficácia do tratamento.

Na prática, a vasta maioria das pessoas não vai apresentar efeitos colaterais significativos. “O uso de medicações preventivas auxiliou muito esse cenário”. Por outro lado, nem sempre as pessoas sentem os efeitos colaterais. “Às vezes, eles só se manifestam em exames de sangue e o paciente não está sentindo nada. Por isso, a realização dos exames de sangue é fundamental”.

FIQUE ALERTA 

É importante entender como o seu organismo pode se comportar, e como ele se comporta, de fato. O médico deve instruí-lo sobre os efeitos colaterais e informar quando se medicar e quando buscar apoio médico.

> Eventos, como náuseas, podem ser controlados com medicações tomadas em casa por via oral.

> Em caso de febre ou hemorragia, contate imediatamente seu médico ou procure um hospital de referência. Antibióticos ou transfusões de plaquetas podem ser necessários, com certa urgência.

> Quem vai se submeter a uma quimioterapia recebe um termo de consentimento para assinar, no qual  constam os efeitos colaterais mais comuns e o que fazer para administrá-los.

> Se não estiver se sentindo bem, comunique a equipe médica,  porque uma medida simples soluciona um problema.

> Diante da ocorrência de efeitos nocivos mais severos, sinta-se à vontade para reavaliar com o médico seu tratamento, verificando se os benefícios esperados por um medicamento justificam o risco associado ao seu uso.

> Reações adversas a medicamentos, especialmente as graves e inesperadas, devem ser notificadas à Anvisa, pelo Sistema de Notificação de Eventos Adversos (Notivisa). Essa notificação pode ser feita pelo profissional de saúde ou pelo paciente através do link: http://portal.anvisa.gov.br/notivisa.

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