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Conteúdo gratuito para pacientes de câncer e doenças do sangue, e seus familiares!

Elas e o câncer

  

Imagem Mulher Flor
Com muito estilo e força, essas guerreiras enfrentam a doença de cabeça erguida

Com muito estilo e força, essas guerreiras enfrentam a doença de cabeça erguida

Conhecidas por suas multitarefas, as mulheres modernas são aquelas que trabalham, cuidam da casa e de todos ao seu redor e ainda têm um tempinho livre para brincar com os filhos e sair com as amigas. Mas quando o câncer surge em suas vidas, muita coisa muda…

Sejam elas as pacientes, mães de pacientes ou esposas de pacientes, a descoberta de um câncer tem um toque diferente.

Muitas precisam deixar suas vidas profissionais de lado, seja para cuidar de sua saúde ou acompanhar o tratamento de um familiar. A autoestima fica abalada, com as mudanças físicas que as terapias utilizadas podem trazer. E sem contar as preocupações com exames, horários, resultados…

Mas com muita força e perseverança, estas guerreiras não desistem fácil e têm a vitória como seu destino principal.

E para homenagearmos a todas as mulheres que enfrentam, direta ou indiretamente um câncer, dividimos com vocês um depoimento forte e inspirador neste Dia Internacional da Mulher!

“Apesar de ter chances mínimas, vivi e até engravidei”

Por Larissa Meira, paciente de linfoma de Hodgkin

Agora eu olho para trás e vejo que o mais importante é que nunca deixei de sonhar. E olha que, para muita gente, havia motivos de sobra para isso. O meu diagnóstico de linfoma de Hodgkin veio em 2007 e eu já não estava nada bem. Tinha 20 anos e o médico logo advertiu que o tratamento poderia me deixar infértil, mas não tínhamos tempo para fazer a coleta de óvulos. Precisava começar o tratamento imediatamente. E assim foi feito. Logo depois, TMO autólogo e deu certo. Por pouco tempo. A recidiva voltou em menos de um ano e mergulhei novamente na quimioterapia, para preparar o meu corpo para outro transplante de medula óssea, dessa vez alogênico, com doador compatível. Foi duro. Mas deu certo.

Então segui a minha vida normalmente até que, contrariando todas as expectativas, engravidei! Eu sabia que tinha uma chance em um milhão de acontecer. Já estava preparada psicologicamente para adotar uma criança, quando chegasse a hora de ter um filho.

A gravidez ia bem até que, aos oito meses, veio mais uma recidiva. Fui sendo monitorada para que fosse feita uma cesariana no momento exato. E assim aconteceu. Meu oncologista, o Dr. Celso Massumoto, fez questão de acompanhar e até ajudar  a tirar minha filha, Maria Rosa, do meu ventre. Ela nasceu bem e eu tive ótima recuperação da cirurgia. Quatro meses depois, comecei o tratamento com Brentuximabe, que na época, há cerca de três anos, era novidade. As indicações eram perfeitas para o meu caso e foram mesmo. Tomei seis doses em quatro meses, sem efeitos colaterais relevantes, e entrei em remissão completa.

Hoje, estou praticamente curada, fazendo exames de rotina em períodos cada vez mais espaçados. Sigo uma vida normal, transformada pela doença. O meu prognóstico era realmente muito ruim, mas ainda assim, nunca parei de sonhar. E jamais me entreguei à doença. Não sabia o que o futuro me reservava, mas sonhava com muita fé. Fiz uma faculdade de design, vivi a vida que podia ter. Sempre intensamente. E é isso que vou continuar fazendo, dia após dia.

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