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Família que enfrenta o câncer unida, permanece unida

Capa Psicologia
E o apoio psicológico pode ajudar, e muito, em todo este processo

E o apoio psicológico pode ajudar, e muito, em todo este processo

Por Mariana Cavalcante, psicóloga da Abrale

Quando falamos em diagnóstico de câncer pensamos num primeiro momento no paciente, em como ele vai receber a notícia e lidar com a situação. Porém, é preciso ampliar o foco e pensar nos familiares também. Apesar de cada membro reagir de uma forma particular, todos serão abalados emocionalmente.

No momento do diagnóstico, muitas vezes, os familiares buscam maneiras de apoiar e amenizar o sofrimento do ente querido. E essa rede de apoio é muito importante para fortalecer o indivíduo a perceber que não está sozinho e facilitar o enfrentamento da doença de forma positiva.

Durante o andamento do tratamento pode-se perceber que haverá um acompanhante com o paciente. Essa responsabilidade talvez seja dividida em mais pessoas, mas sempre haverá um cuidador principal. Esse pode ser um profissional contratado ou um familiar – e, na maioria das vezes, a segunda alternativa é a elegida. A escolha do cuidador não é realizada de forma aleatória: ou ele se disponibilizou por conta própria (pais, parceiros, avós, entre outros) ou  foi escolhido pelo paciente/família.

A rotina de acompanhar as consultas médicas, internações e ambulatório faz com que o familiar também se afaste do seu dia a dia, alterando ou afastando-o do seu trabalho, estudos, vida social, cuidados pessoais, entre outros aspectos. Esse momento de cuidado pode trazer sentimentos e pensamentos ambíguos, como por exemplo: amor, afeto, carinho, cuidado, mas também raiva, tristeza, impotência e culpa.

O cuidador não deve negar esses sentimentos e momentos de fragilidade, pois a rotina também é desgastante para o acompanhante. Nessas ocasiões é preciso conversar com os membros da família, para que assim possa ocorrer a divisão de tarefas e responsabilidades. Além disso, é muito importante buscar um suporte psicológico, pois durante os atendimentos o familiar pode expressar seus sentimentos sem ser julgado ou repreendido, e terá um suporte para se fortalecer emocionalmente e criar novas estratégias de enfrentamento para a situação.

É preciso olhar para o paciente, mas não podemos nos esquecer do cuidador, pois eles também precisam de apoio. Quando o acompanhante não está bem emocionalmente fica difícil dedicar amor, zelo, alegria e conforto. Por isso, também é muito importante que a equipe de saúde tenha um cuidado com essas pessoas. Nos hospitais o atendimento psicológico não se restringe apenas ao paciente e os familiares devem se sentir confortáveis para buscar essa ajuda.

Aqui na ABRALE também atendemos os cuidadores e familiares. Sabemos que esse espaço minimiza o sofrimento, busca o autoconhecimento e traz bem-estar físico e emocional. Por isso, se você que está lendo é um cuidador, saiba que você não está sozinho! E se você é paciente, lembre-se que o seu familiar também precisa de cuidados. Entre em contato conosco pelo  psicologia@abrale.org.br

 

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