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Lições de vida

  

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A importância da escola na rotina e na recuperação dos pequenos pacientes em internação

A importância da escola na rotina e na recuperação dos pequenos pacientes em internação

A escola é uma das preocupações de pais e crianças que precisam ficar longos períodos em internação. Dúvidas como “e agora, como farei para acompanhar as aulas”  costumam surgir assim que o diagnóstico é recebido.

Hoje, a maior parte dos centros de tratamento já oferecem este serviço, mas tudo começou com a Escola Especializada Schwester Heine, chamada carinhosamente por Escolinha Pediátrica.

A primeira unidade de ensino dentro de um hospital, neste caso o A.C.Camargo, foi criada em 1987 graças a  sensibilidade de Dona Carmen Prudente e à sua persistência perante os órgãos públicos.

“Mesmo com sua influência, foram inúmeras as vezes em que ela precisou procurar apoio para conseguir professores para as crianças, e muitos achavam uma ideia maluca. Tinham em mente uma escola regular”, recorda Maria Genoveva, diretora da Schwester Heine.

Dona Gê, como é chamada por todos, foi a braço direito de Dona Carmen na tarefa de implantar a escola. E coube a ela desenvolver todo o projeto pedagógico para uma educação em moldes diferentes dos tradicionais. A pedagoga tinha uma larga experiência, preparando o material informativo sobre câncer e prevenção, com a supervisão da equipe médica.

“Fazíamos palestras em escolas, hospitais, fábricas e viajávamos para outros Estados, dando cursos para leigos e voluntários”, conta.

No início dos ano 70, as crianças passavam muitos meses no hospital, não tinham acompanhantes e recebiam visitas com hora marcada três vezes por semana. O normal era estarem debilitadas, inseguras, deprimidas e carentes.

“Elas seguravam nossa mão para que não fôssemos embora, uma maneira de ter alguém perto delas”. Dado o diagnóstico da doença, os pais só pensavam em tratar da criança e esqueciam a escola. Muitas chegavam a perder o ano letivo”, conta Dona Gê.

Agora é diferente  

Com aulas regulares, hoje crianças e adolescentes atendidos no A.C.Camargo têm a oportunidade de estudar durante a internação. As matérias são dadas de acordo com idade e currículo escolar, e as aulas adaptadas às condições do paciente.

O perfil da professora não pode ser igual ao de uma escola regular, pois “ela tem de atender às necessidades físicas e psicológicas da criança, ser mais sensível, flexível, saber brincar e, fundamentalmente, amar”, diz Maria Genoveva.

A proposta pedagógica tornou-se uma referência para projetos semelhantes em outros hospitais, tanto que o A.C.Camargo tem hoje um curso destinado à formação de profissionais em pedagogia hospitalar em seu Centro de Pesquisa e Ensino.

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