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Massagem, o toque do conforto e bem-estar

  

Imagem Massagem
Mas será que pacientes com leucemia e linfoma podem usufruir deste benefício?

Mas será que pacientes com leucemia e linfoma podem usufruir deste benefício?

Definida como a aplicação de força ou vibração sobre músculos, tecidos, tendões, ligamentos e articulações, a massagem parece ser tão antiga quanto a própria humanidade. Há notícias de que os antigos egípcios e persas eram seus adeptos, e que 1800 anos antes de Cristo já era utilizada pela medicina chinesa.

Se a massagem estimula a circulação, a mobilidade e a elasticidade do corpo, combatendo lesões, reduzindo o estresse e proporcionando conforto, seus benefícios terapêuticos podem ser estendidos a todas as pessoas? A resposta, lamentavelmente, é não.

De todos os procedimentos ligados à massagem, o único adequado aos pacientes com leucemia, por exemplo, é a reflexologia – na qual se trabalha com os pontos da planta dos pés ou da palma das mãos. Mesmo assim, a reflexologia só pode ser aplicada quando esses pacientes já mostrem equilíbrio nas dosagens dos glóbulos vermelhos e brancos. A informação é de Sílvia Cecchi, que atua na área de terapia corporal há mais de 20 anos.

Na reflexologia, utilizando importantes impulsos, o terapeuta trabalha em áreas distantes dos órgãos afetados. Com ela, o sistema linfático não é ativado nem por pressão, nem por drenagem – procedimento, aliás, que jamais pode ser realizado em pacientes com leucemia e/ou linfoma para não desencadear a propagação das células doentes.

No caso de leucemias e de linfomas, o terapeuta mantém constante diálogo com o médico responsável pelo caso. Além de acompanhar os níveis de glóbulos brancos e vermelhos do paciente, é o médico que seleciona os procedimentos de acordo com o tipo da leucemia e segundo a fase em que ele se encontra.

De toda forma, reafirma Silvia, nunca se trabalhará com pressão ou drenagem (quando as mãos do terapeuta “empurram” os fluxos para os dutos do corpo), para evitar qualquer chance de ativar a reprodução, a multiplicação das células doentes.

“No caso das massagens, há grandes restrições porque o sistema linfático está por todo o corpo. Daí a escolha da reflexologia, que não atua diretamente nos órgãos afetados e, sim, nos pontos de conexão com esses órgãos, que estão tanto nos pés quanto nas mãos. Eu, pessoalmente, prefiro trabalhar com os pontos dos pés.”

Nada de força

Há ainda outras formas de terapia corporal que empregam o chamado toque sutil e que podem ser utilizadas para ajudar o paciente em recuperação, ou visando a proporcionar a ele mais conforto e bem-estar. Entre elas, Sílvia cita a “permeação”, quando o terapeuta usa as duas mãos para “abrigar” partes do corpo do paciente, que é apenas tocado. Por exemplo: o terapeuta coloca uma das mãos no peito do paciente e outra em suas costas. “Na permeação, trabalhamos da pele para dentro, usando a energia como ferramenta para abrir o contato com a pessoa”, diz ela.

Em outra forma de terapia por meio do chamado toque sutil, denominada “polarização”, as mãos ficam a uma pequena distância do corpo do paciente. “Nesse caso, além de trabalharmos da pele para dentro, também trabalhamos no campo de energia em torno do corpo. O objetivo é equilibrar os íons positivos e negativos do corpo eletromagnético que envolve todos os seres humanos. As mãos ficam a uma pequena distância de pontos estratégicos, e de forma cruzada. Por exemplo: com a minha mão direita, trabalho um ponto do lado esquerdo do paciente; com a esquerda, o lado direito”.

Essas terapias pelo toque sutil têm bons resultados também como forma de acolhimento (termo usado pelos profissionais multidisciplinares) de pacientes em qualquer das fases da leucemia ou de seu tratamento. Nesse caso, o terapeuta jamais usa a força. Os gestos serão delicados.

Se a pessoa está debilitada, com anemia, cansaço, ferimentos, dificuldade de coagulação, e ainda frágil do ponto de vista psicológico, o procedimento recomendado é por meio do toque sutil. “O terapeuta busca fortalecer o tônus físico e emocional da pessoa. Procura o caminho para que o paciente passe a perceber seu corpo, da mesma forma que o terapeuta também o percebe – nos batimentos, no pulso”.

Sílvia explica que o paciente toma consciência de sua temperatura, peso, volume, formas, dos lados de seu corpo, enquanto o terapeuta procura acomodá-lo da maneira mais confortável – com uma almofada sob os joelhos, por exemplo. “Peço que fechem os olhos, porque assim apuram os outros sentidos. Passamos a um outro nível de trabalho graças à sensibilidade que a gente adquire, uma espécie de diálogo mudo”.

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