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Não durma demais, nem de menos

  

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O que fazer para evitar os distúrbios do sono, causados pelos tratamentos oncológicos

O que fazer para evitar os distúrbios do sono, causados pelos tratamentos oncológicos

Por Tatiane Mota

É comum ouvirmos falar que uma boa noite de sono é fundamental para a saúde, e que dormir cerca de oito horas seguidas é necessário para um dia mais produtivo. Mas, será que é isso mesmo?

De fato, o sono tem um papel importante para o organismo, pois tem por função a restauração celular. Ou seja, é no momento em que estamos dormindo que o corpo será “renovado”, recuperando tecidos e trazendo estímulo para o novo dia que se iniciará. Por isso, dormir pouco ou dormir muito pode ser prejudicial neste processo.

Especialistas da National Sleep Foundation, um instituto de pesquisa sem fins lucrativos dos Estados Unidos, publicaram recomendações gerais sobre quantas horas de descanso são necessárias de acordo com cada faixa etária. Os resultados foram:

  • Crianças pequenas (1-2 anos): não é aconselhável dormir menos de 9 horas ou  mais de 15 ou 16 horas.  É recomendável que o descanso dure entre 11 e 14 horas
  • Crianças em idade pré-escolar (3-5 anos): 10-13 horas é o mais apropriado. Especialistas não recomendam dormir menos de 7 horas ou mais de 12 horas.
  • Crianças em idade escolar (6-13 anos): o aconselhável é dormir entre 9 e 11 horas.
  • Adolescentes (14-17 anos): devem dormir em torno de 10 horas por dia.
  • Adultos jovens (18-25 anos): 7-9 horas por dia. Não devem dormir menos de 6 horas ou mais do que 10 ou 11 horas.
  • Adultos (26-64 anos): o ideal é dormir entre 7 e 9 horas, embora muitos não consigam.
  • Idosos (65 anos ou mais): o mais saudável é dormir de 7 a 8 horas por dia.

Sono e câncer

O tratamento do câncer pode causar uma grande bagunça no sono do paciente, e os motivos geralmente estão ligados tanto ao emocional, quanto também aos medicamentos utilizados.

“Pessoas que têm problemas com o sono apresentam mais fadiga e também falta de memória. Os pacientes oncológicos, devido à ansiedade, medos e preocupações acabam perdendo o sono. E estes pensamentos muitas vezes acontecem a noite, quando tudo fica mais calmo e silencioso. Por outro lado, é possível que o paciente acabe dormindo mais do que o necessário, seja para fugir da situação, por estar longe de suas famílias, ou até mesmo por causa dos remédios utilizados tanto no combate ao câncer, como aos efeitos colaterais do tratamento. É importante identificar este problema o quanto antes, pois ter um sono correto ajudará no enfrentamento da doença”, explica Marília Othero, terapeuta ocupacional membro do Comitê Multiprofissional da Abrale.

Mudança de hábito

Mudar a rotina é o primeiro passo para corrigir os problemas do sono. Manter o maior número de atividades durante o dia, como por exemplo um passeio no parque, ir ao trabalho, cuidar da casa, assistir a um filme, além de evitar cochilos à tarde são duas dicas que podem fazer a diferença.

“A noite, na hora de dormir, o paciente deve preparar-se. Então tomar um banho relaxante, beber um chá, ler um livro e escutar músicas calmas e tranquilizantes podem fazer parte deste ritual. Neste momento, evite mexer no celular, assistir tv, tomar bebidas que contenham cafeína, porque são coisas que podem potencializar a perda do sono”, conta Marília Othero.

Estas orientações precisam ser passadas logo no início do tratamento, para que tais problemas sejam prevenidos. “Não existe uma receita pronta. O médico responsável pode indicar tratamento com psicólogos ou até mesmo receitar remédios, mas o paciente precisa entender que tem um papel essencial para as mudanças necessárias, começando por tornar sua rotina diferente”, pontua a terapeuta ocupacional.

A Abrale pode ajudar

Se você é paciente ou familiar e está enfrentando dificuldades com o sono, saiba que estamos à disposição para ajudar! Entre em contato com a Abrale pelo 0800 773 9973 ou abrale@abrale.org.br e converse com nosso Departamento de Psicologia. O atendimento é gratuito.

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