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Pedras preciosas

  

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A terapia com pedras quentes traz para os tempos modernos ensinamentos milenares

A terapia com pedras quentes traz para os tempos modernos ensinamentos milenares

Egípcios, hindus, havaianos, indígenas e monges budistas aqueciam as pedras sob a luz ou em fogueiras e as usavam para alívio da dor. Também conhecida como hot stones ou massagem geotermal, essa terapia é usada na Europa e Estados Unidos como tratamento complementar nos hospitais. No Brasil, a proposta é recente, e a aplicação de pedras quentes se dá na área de estética e relaxamento.

Mesmo adaptada às necessidades atuais, a terapia mantém seu princípio essencial. Ela usa a herança energética retida nas pedras vulcânicas, plutônicas e sedimentares, que possuem a concentração de certos minerais para auxiliar no armazenamento e retenção do calor.

No corpo, o calor provocado pelas pedras ou pelas manobras da massagem estimula a vasodilatação e o aumento da circulação periférica, eliminado toxinas do organismo.

Na medida certa

Ovais, redondas, finas, grandes e pequenas, as pedras devem se adaptar ao formato do corpo quando colocadas na coluna vertebral, região lombar, planta dos pés, ventre, sacro, pés, mãos e entre os dados. A temperatura ideal é aquela em que o terapeuta consegue segurar a pedra com a mão. A média é de 45 graus, após o aquecimento em banho-maria, obtendo-se um calor úmido e o aproveitamento de seus minerais. Como a tolerância das pessoas ao calor varia, é importante respeitar esses limites.

Uma importante característica da terapia é a alternância. Quanto à posição, as pedras podem permanecer em pontos específicos ou serem deslizadas sobre os músculos, utilizando-se óleos ou cremes.

A variação de temperatura quente e fria, obtida pela imersão das pedras em água quente ou em baldes de gelo, faz com que a circulação seja modificada. Outra possibilidade é a fricção de duas pedras quentes, o que provoca a ressonância de ondas sonoras e uma espécie de explosão de eletricidade, que se reflete sobre e dentro do corpo.

Pedras diferentes

As pedras também diferem em uso pelas cores e composição, de acordo com Tatiana Costa, massoterapeuta.

“As escuras, de cinza a preto, de marrom a vermelho forte, retêm mais calor quanto mais macias e vitrificadas forem e representam a energia masculina, yang. As brancas são usadas frias e equivalem à energia feminia, yin”, explica Tatiana.

Essa relação segue a medicina tradicional chinesa, que considera que a força da energia vital do indivíduo regula sua saúde espiritual, emocional, mental e física. Ela também é influenciada pelas forças opostas: yin e yang. As pedras ajudariam nesse equilíbrio, ao serem colocadas em pontos – chacras – ou deslizadas pelos canais que conduzem energia pelo corpo.

Riscos sob controle aos pacientes oncológicos

Na aplicação da terapia com pedras quentes nos pacientes, a principal dúvida é com relação ao estímulo do sistema linfático. Alguns pensa, que, pelo calor e manipulação, pode ser um risco de acelerar o câncer. E a resposta é não! Com devidos cuidados, as massagens em pessoas com câncer estão liberadas.

“A principal restrição, para essa ou qualquer outra técnica de toque, é inflamação ou febre. É importantíssimo evitar pedras quentes em locais com tumores. e em pessoas em tratamento com radioterapia. Elas também não podem ser friccionadas em peles lesionadas ou com tendência a sangramento. A melhor indicação é na fase inicial da doença ou após a remissão total”, explica Rosana Ades, massoterapeuta.

Uma boa indicação é fazer antes da quimioterapia, pois ajuda amenizar a ansiedade com o efeito relaxante das pedras.

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