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Pilates para a saúde

  

Imagem Pilates
A atividade ajuda no tratamento porque ensina o paciente a ter mais consciência do próprio corpo e turbina a capacidade motora

A atividade ajuda no tratamento porque ensina o paciente a ter mais consciência do próprio corpo e turbina a capacidade motora

Criado pelo alemão Joseph Hubertus Pilates (1880–1967), o método que ganhou o seu sobrenome é uma atividade física que promove a arte do controle corporal, ou seja, melhora a capacidade que o ser humano tem de se mover com conhecimento e domínio do próprio físico.

Nos últimos anos, a prática se tornou uma tendência para aqueles que procuram de alguma forma melhorar a interação do corpo e da mente e aumentar a consciência corporal com uma postura mais equilibrada.

E é justamente por condicionar o corpo e a mente, ajudando a ter consciência dos músculos, coordenação e percepção dos movimentos, que ele se mostra uma excelente opção de atividade física para pacientes com cânceres do sangue.

Funciona mesmo

“O pilates é uma atividade que proporciona aos pacientes vários aspectos corporais de uma única vez. Os exercícios melhoram a flexibilidade geral do corpo, estimulam a circulação, promovem o fortalecimento do ‘centro de força’, ajudam na postura, no equilíbrio e na coordenação da respiração, aumentam a autoestima e a resistência física e mental”, explica a fisioterapeuta Talita Rodrigues, membro do

Comitê de Fisioterapia da ABRALE e instrutora de pilates.

Dividido nas modalidades solo e com aparelhos, o método trabalha com exercícios de baixo impacto, com grande capacidade de adaptação para as necessidades e as habilidades de cada pessoa, por isso pode ser praticado por adultos, crianças, gestantes e pacientes em tratamento contra diversas doenças. “Os benefícios não são apenas corporais, também contribuem para a autoestima, o bem-estar, ou seja, a saúde da pessoa como um todo.”

POR QUE PRATICAR?

O estresse criado pela própria doença, somado aos efeitos colaterais produzidos pelo tratamento, faz com que os pacientes portadores de câncer sofram modificações drásticas em seu metabolismo. “E níveis reduzidos de atividade física podem contribuir para um descondicionamento cardiopulmonar, diminuição da força muscular e fadiga”, afirma a fisioterapeuta Talita. Além disso, a depressão psicológica e a diminuição do apetite podem estar associadas ao tratamento. E o pilates pode auxiliar em todos esses pontos.

“É uma atividade física completa para pacientes. Ajuda a regular o sono, alivia o estresse e a tensão, melhora vários aspectos emocionais e físicos, além de preservar a integridade funcional dos órgãos, prevenir ou minimizar as complicações causadas pelo tratamento.” Por ser dinâmico, com ampla variedade de exercícios desafiadores e recreativos, ainda faz com que o paciente interaja com os movimentos propostos e sinta-se capaz de realizar suas atividades rotineiras.

Onde e como fazer pilates

Fazendo sessões de uma hora a uma hora e meia de duração, de uma a duas vezes por semana, já é possível ver excelentes resultados com a prática do pilates. “Tanto os exercícios em solo quanto os realizados em aparelhos, oferecem os mesmos benefícios, e as duas modalidades podem ser praticadas por pacientes em tratamento oncológico”, diz Talita. Ela ainda traz um lembrete: “O importante é estar sempre respeitando os limites e as capacidades físicas do seu corpo.”

Por isso, é primordial que o seu médico seja consultado antes de iniciar essa ou qualquer outra atividade física, assim como procurar profissionais capacitados, para que o trabalho de reabilitação e prevenção tenha grande sucesso.

“Apenas um especialista que tenha conhecimento na área poderá tomar os cuidados necessários para a prática segura e eficaz. Ele deve estar atento, por exemplo, ao exame de hemograma, que determina a conduta e quais os exercícios mais seguros de acordo com as alterações durante o tratamento”, conclui a fisioterapeuta. Tomando esses cuidados e alcançando os benefícios do método, certamente o pilates será um grande aliado no tratamento.

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