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Entenda a importância do empoderamento na garantia dos direitos

Entenda a importância do empoderamento na garantia dos direitos

Por Camila Vasconcelos Assistente Social da Abrale

O assunto sobre empoderamento manifestou significativa visibilidade nos últimos anos. Mas o que é ser “empoderado”? Trata-se do domínio sobre determinado assunto ou situação que possibilita às pessoas tomarem consciência de seus pensamentos e ações, resultando no desenvolvimento da autonomia e da liberdade.

O empoderamento, desse modo, pode fazer parte da vida dos pacientes que estão enfrentando o câncer e possibilitar acesso ao tratamento, melhor qualidade de vida, equilíbrio emocional, garantia dos seus direitos, etc. Também pode significar um processo de conhecimento e aperfeiçoamento de suas habilidades, bem como responsabilidade com as decisões que envolvem suas vidas. Pacientes que sabem o que querem e estão por dentro do tratamento possuem mais facilidade para interagir com os médicos e profissionais de saúde e também assegurar os direitos previstos em lei.

A legislação brasileira assegura alguns benefícios para descomplicar o percurso e contribuir com os dispêndios do tratamen­to. Por consequência, os pacientes oncológicos podem requerer uma gama de direitos, como: auxílio doença, aposentadoria por invalidez, Saque do FGTS e PIS/PASEP, transporte gratuito, isenção de Imposto de Renda, ICMS, IPI, IOF, IPVA, dentre outros. Para requerê-los, muitos procuram orientações e informações que envolvem a patologia, critérios e documentos necessários para fundamentarem sua solicitação ao órgão competente.

Diante disso, para se tornar um indivíduo empoderado é necessário procurar informações de qualidade em fontes confiáveis, oferecer e obter escuta qualificada e, além disso, o apoio dos profissionais que estão envolvidos no tratamento e orientação especializada são de grande relevância.

Formar a consciência crítica e a autonomia do paciente é um processo essencial de desenvolvimento pessoal e cidadão. O paciente empoderado se torna mais seguro e preparado para encarar o tratamento e as decisões futuras, tem maior domínio e participação em suas escolhas e decisões, possui facilidade em compreender as suas reais expectativas, de defender a si mesmo e exercer o dever de cidadão de forma efetiva e responsável.

Um grande exemplo disso é Marly U. Felippe, paciente de mielofibrose. Para ela, a interação com outros pacientes e a busca por mais informações ajudaram-na a garantir alguns de seus direitos, bem como a melhoria na qualidade de vida.  Interessada em conhecer mais sobre a mielofibrose e seu tratamento, se uniu a um grupo de pacientes hematológicos para compreender o que cada um tinha a compartilhar sobre a vivência na terapêutica e criou vínculos de amizade que facilitaram no aspecto emocional e nas conversas com o médico que a acompanha.

Podemos ver que o empoderamento dos pacientes também promove o respeito recíproco e o apoio mútuo entre todos, fazendo surgir o sentimento de pertença, práticas solidárias e compreensão de suas capacidades.

Ressaltamos, portanto, que a informação é um processo coletivo e uma importante ferramenta de promoção social e aprofundamento de cidadania que gera liberdade e participação e deve estar presente no cotidiano dos pacientes com câncer.

Se empoderar é descobrir novas formas de pensar, compreender e agir.  Acima de tudo, se empoderar é uma forma de ser um cidadão mais participativo, sujeito possuidor de direitos e um paciente mais seguro e embasado sobre os caminhos que irá percorrer na luta contra o câncer.

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