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Vigilância em Saúde

  

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Ela permite planejar melhor as ações de gestão e melhorar o atendimento, reduzindo custos

Ela permite planejar melhor as ações de gestão e melhorar o atendimento, reduzindo custos

 Por Alber Sena, coordenador de políticas públicas da Abrale

De 28 de fevereiro a 2 de março, representei a Abrale na 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde, contribuindo para a criação e implantação de uma Política Nacional de Vigilância em Saúde e fortalecimento de ações de Promoção e Proteção à saúde.

Quando se fala em vigilância, estamos tratando de todas as ações relacionadas às práticas de atenção e promoção e aos mecanismos adotados para prevenção de doenças. Para isso, a vigilância atua em diversas frentes: política e planejamento, territorialização, epidemiologia, processo saúde-doença, condições de vida e acompanhamento da saúde das pessoas, ambiente e processos de trabalho. Por isso, dividimos a vigilância em epidemiológica, ambiental, sanitária e saúde do trabalhador.

O objetivo da Conferência é implementar um modelo de atenção à saúde voltado para a redução dos riscos das doenças e de outros agravos, onde a promoção, proteção e prevenção ocupem o mesmo patamar e recebam a mesma importância da recuperação e assistência.

Ao longo dos debates defendeu-se a garantia de financiamento ao Sistema Único de Saúde (SUS), respeito às realidades regionais e fiscalização, e integralidade das ações de Vigilância em Saúde.

Chegou-se ao consenso que as ações de vigilância devem ser exercidas sobre toda vida cotidiana da população, abrangendo:

I – Vigilância e análise da situação de saúde da população,

II – Resposta às emergências de Saúde pública;

III – Vigilância, promoção, prevenção e controle das doenças transmissíveis;

IV – Vigilância das doenças e agravos não transmissíveis, incluindo o câncer;

V – Vigilância ambiental em Saúde;

VI – Vigilância da saúde do trabalhador;

VII – Vigilância sanitária dos riscos decorrentes da produção e do uso de produtos, serviços e tecnologias de interesse a Saúde;

VIII – Vigilância laboratorial.

Debateu-se, ainda, a criação de um sistema de informação intersetorial de vigilância em saúde, integrando toda rede de atenção à saúde, vinculado ao sistema e-SUS, como forma de acompanhar desfechos dos usuários e garantindo o monitoramento das ações. Este é um importante ponto defendido pela representação da ABRALE, especialmente diante das falhas de vigilância da atenção oncológica.

Com melhoria da vigilância em Oncologia, será possível planejar melhor as ações de gestão, qualificando a atenção, reduzindo custos e possibilitando a correção de desvios. Além de possibilitar o uso de novas tecnologias para melhor controle de doenças, garantindo o financiamento com base em dados confiáveis.

Ao longo dos quatro dias de evento e com a presença de mais de 2 mil pessoas, a  conclusão que se chegou é que a Vigilância em Saúde tem lugar central no Sistema de Saúde no Brasil, pois a partir da vigilância sanitária, epidemiológica, ambiental e de saúde do trabalhador, com atividades de prevenção e promoção, norteando as ações do Ministério da Saúde, será possível qualificar a atenção à saúde e promover dignidade e qualidade de vida à população.

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