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Yoga, um grande aliado contra o câncer

  

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Praticar yoga durante o tratamento traz benefícios psicofísicos ao paciente

Praticar yoga durante o tratamento traz benefícios psicofísicos ao paciente

Por Natália Mancini

Todo o universo que envolve o câncer, desde o diagnóstico até a remissão, não é nada fácil. O paciente fica com o físico debilitado, se sente mais fraco, desanimado e com a mente carregada de pensamentos negativos. É por isso que ter uma prática como o Yoga presente no dia a dia pode fazer toda a diferença no processo.

Esta é uma técnica milenar que surgiu na Índia. Não se sabe exatamente há quanto tempo ela existe, mas a estimativa é que tenha cerca de 5 mil anos.

Quem começou a pesquisar cientificamente os efeitos do yoga foi o Swami Kuvalayananda, fundador do Instituto de Kaivalyadhama, na Índia. Na década de 1930, esses estudos deram origem ao que se conhece como yogaterapia.

Essa terapia tem como foco principal a mente dos seus praticantes, mas para que isso possa acontecer, é preciso utilizar o corpo como veículo. “O yoga propõe um caminho que vai do denso ao sutil. Sendo denso a parte física, o corpo, e o sútil sendo a nossa mente”, explica Nino Sampaio, professor de yoga, instrutor de meditação e co-fundador do YogAR.

A partir das posturas (os asanas), da respiração (pranayamas) e da meditação, o yoga consegue trazer uma sensação de relaxamento, diminuindo a ansiedade e o estresse. Além de proporcionar uma melhora na imunidade, fazendo com que o sistema circulatório funcione de forma mais adequada ao levar os nutrientes necessários para as células.

Outro benefício para a saúde é a diminuição da chance de doenças oportunistas se instalarem no corpo. Estes problemas de saúde conseguem “perceber” quando a pessoa está psicologicamente frágil e se aproveitam para se “hospedar”.

“Então é como se a gente estivesse fortalecendo o nosso mecanismo de defesa por meio da diminuição do estresse, da ansiedade e todos os benefícios que o yoga traz”, explica Nino.

Yoga na luta contra o câncer

É normal que os pacientes que estão enfrentando o câncer fiquem emocionalmente comprometidos e também estejam com o corpo mais fragilizado, e é justamente por isso que o yoga é extremamente recomendável nessa situação.

Lembrando sempre que é indispensável o contato entre o médico e o professor para que, juntos, possam pensar em uma prática não prejudicial ao paciente e nem ao tratamento.

O tipo de yoga mais indicado nessa situação é o hatayoga, utilizando práticas de respiração (pranayamas), meditação, alongamentos suaves e práticas de relaxamento. “É muito importante que o paciente faça estes exercícios durante o tratamento porque vai dar a ele uma melhor qualidade mental para lidar com essa situação”.

Uma das grandes diferenças do yoga, se comparado com a medicina comum, é a função ativa do paciente. Tudo o que for feito por ele é decisivo e gera uma vontade de se cuidar mais, de sentir que tem poder sobre o processo de cura e, consequentemente, dá mais esperança, ou seja, aumenta os pensamentos positivos, diminuindo a incidência de problemas de saúde.

O yoga, segundo Nino, é o casamento perfeito, pois faz com que o indivíduo se movimente e traz, ao mesmo tempo, todos esses benefícios para a mente.

“O paciente consegue lidar com a situação de uma maneira mais consciente, com maior presença, maior calma, entendendo o cenário que ele se encontra e tendo nessas oportunidades aquele momento para relaxar, se entregar, sentir os benefícios que ele mesmo pode gerar para o corpo e para mente”, explica o professor.

Mudanças genéticas

A Universidade de Oslo, na Noruega, realizou um estudo com 10 pessoas confinadas em um retiro de yoga por uma semana.

Antes e após cada prática, os pesquisadores retiravam o sangue de cada participante para analisar as células mononucleares, importantes no sistema imunológico. Foi descoberto, então, que o yoga produziu 111 alterações genéticas nessas células.

Nino explica que isso é possível porque ao praticar yoga e meditação, a pessoa precisa prestar atenção no que está fazendo e isso promove as alterações por meio da redução e regulação de expressão de genes pró-inflamatórios.

“Diminuindo a inflamação, a proteína c-reativa, que está ligada às células inflamatórias, e também os genes que estão associados à parte de estresse, o yoga pode, sim, produzir tais mudanças genéticas”, finaliza ele.

Veja aqui algumas técnicas de respiração.

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