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Projeto Dodói quer arrecadar R$ 100 mil para ajudar crianças com câncer

Iniciativa da Abrale e do Instituto Mauricio de Sousa promove atendimento humanizado em 40 hospitais do país por meio de kits, que estão esgotados

  • SAÚDE

Deborah Giannini, do R7

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O projeto Dodói, uma iniciativa da Abrale (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia) e do Instituto Mauricio de Sousa, que há 12 anos promove o atendimento humanizado de crianças com câncer no país, lançou uma vaquinha virtual para arredar R$ 100 mil até o fim do ano.

O objetivo é produzir ao menos 300 novo "kits dodói", que consistem em um boneco da Mônica ou do Cebolinha, revista de atividades, cartão de diagnóstico e escala de dor, nos quais a criança pode indicar em ilustrações dos personagens, feições que melhor representam seus sentimentos e sensações, e gibis que contêm duas novas integrantes criadas por Mauricio de Sousa: uma menina com leucemia e outra com linfoma, que explicam tudo sobre a doença.

Segundo a presidente da Abrale, Merula Steagall, o kit está esgotado. “É um desafio para os pais passarem para os filhos o que está acontecendo. E é importante que as crianças saibam a verdade para compreender melhor o procedimento e as etapas do tratamento. O kit ajuda a tirar o medo do desconhecido. A brincadeira ajuda nesse sentido”, afirma. 

A própria Merula conta que passou pela experiência na infância, não com o câncer, mas com a talassemia, doença hereditária que afeta a produção de glóbulos vermelhos, que percebia os esforços da mãe em tentar fazê-la compreender e a motivá-la a enfrentar a doença. “Quando a criança entende, ela se fortalece e cria outros valores pela experiência. É um processo importante para o crescimento dela”, completa.

O kit foi elaborado ao longo de dois anos a partir de entrevistas com pais e equipes multidisciplinares que se dedicam ao atendimento a crianças com câncer, composta por médicos, enfermeiros e psicólogos, consultados pela Abrale. Os dados foram apresentados ao Instituto Mauricio de Sousa, que adaptou as informações e as transformou em material palatável e lúdico para as crianças. O material ainda inclui um estojo médico com injeção, termômetro, medidor de pressão e estetoscópio de brinquedo.

Também há versão digital do conteúdo para tablets e celulares a fim de atingir adolescentes. 

O projeto vai além dos kits. Ele inclui capacitação da equipe multidisciplar para realização de tratamento mais humanizado. “Procurei o Mauricio de Souza porque achei que era a melhor pessoa para falar com as crianças”, conta Merula.

“É um momento delicado no qual é importante que tenham material gostoso para ler. Quanto mais informações tiverem, mais podem ajudar na própria recuperação. É um projeto fantástico que a gente quer que dure 100 anos!”, afirma Mônica Sousa, diretora executiva do Instituto Mauricio de Sousa, filha do quadrinista que inspirou a personagem homônima.

Segunda ela, existe a perspectiva de que o conteúdo do kit seja oferecido, no futuro, na Banca da Mônica, uma nova plataforma digital do Instituto Mauricio de Sousa. “Dentro dessa banca poderá haver um espaço social com conteúdo que beneficiará muita gente”, diz.

Hoje, o projeto Dodói abrange 40 hospitais públicos com oncologia infantil em 28 cidades brasileiras. Entre os hospitais particulares, apenas o Hospital Israelita Albert Einstein já faz parte do projeto. Só neste ano, atendeu mais de 3 mil crianças. “Esse crowdfunding [vaquinha virtual] faz parte de uma campanha maior, que visa oferecer tratamento humanizado para cerca de 3 mil crianças em todo o Brasil”, afirma Merula. 

A vaquinha virtual pode ser acessa neste link: https://www.dodoi.abrale.org.br/

No Brasil, o câncer infantil representa 3% do total, o que equivale a 12 mil casos novos por ano, segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer).

A prevalência é de 16 para cada 100 mil crianças, entre 1 e 19 anos. Como a mortalidade infantil por doenças infectocontagiosas caiu no Brasil nas últimas décadas, o câncer se tornou a principal causa de morte de crianças no país.

Os tipos de câncer mais frequentes nessa faixa etária são a leucemia, os linfomas (tumores dos glânglios linfáticos) e o tumor cerebral.

 

Fonte: R7

 

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