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	<title>Abrale na Mídia Archives - Abrale</title>
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		<title>Organizações apontam entraves no acesso ao transplante de medula óssea</title>
		<link>https://abrale.org.br/abrale-na-midia/organizacoes-apontam-entraves-no-acesso-ao-transplante-de-medula-ossea/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Matias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 16:25:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Abrale na Mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="1280" height="720" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/04/tamanho-certo-38.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="transplante" decoding="async" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/04/tamanho-certo-38.jpg 1280w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/04/tamanho-certo-38-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/04/tamanho-certo-38-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/04/tamanho-certo-38-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>A Associação Brasileira de Câncer do Sangue (Abrale), em conjunto com a Associação Amigos da Medula Óssea (AMEO), a Sociedade Brasileira de Terapia Celular e Transplante de Medula Óssea (SBTMO) e a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), manifestou preocupação com as limitações operacionais no acesso ao transplante de medula óssea (TMO)&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-32705" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/04/tamanho-certo-38-300x169.jpg" alt="transplante" width="1484" height="836" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/04/tamanho-certo-38-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/04/tamanho-certo-38-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/04/tamanho-certo-38-768x432.jpg 768w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/04/tamanho-certo-38.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1484px) 100vw, 1484px" /></p>
<p>A Associação Brasileira de Câncer do Sangue (<a href="https://abrale.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Abrale</a>), em conjunto com a Associação Amigos da Medula Óssea (AMEO), a Sociedade Brasileira de Terapia Celular e Transplante de Medula Óssea (SBTMO) e a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), manifestou preocupação com as limitações operacionais no acesso ao transplante de medula óssea (TMO) no Brasil. O atual cenário está gerando impactos diretos na assistência oncológica e hematológica no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>O país mantém um dos maiores programas públicos de transplante de medula óssea do mundo, com papel estratégico do Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), que está entre os maiores registros mundiais de doadores. Nos últimos anos, houve um crescimento contínuo da demanda por transplantes, impulsionado pelo envelhecimento populacional, pela ampliação das indicações terapêuticas e pelo aumento no diagnóstico de doenças onco-hematológicas.</p>
<p>Estima-se que 50% dos transplantes realizados no Brasil são do tipo haploidêntico, e a indisponibilidade da ciclofosfamida, medicamento essencial para esse tipo de transplante, criou uma situação considerada crítica. A previsão é que o abastecimento só seja normalizado a partir de julho de 2026, o que compromete a realização desses transplantes no curto prazo.</p>
<p>Com a limitação dos transplantes haploidênticos, observa-se uma migração para procedimentos com doadores não aparentados, o que tem aumentado a pressão sobre o REDOME, especialmente na busca por doadores internacionais. Diante desse contexto, as associações receberam a notícia de que vai haver uma limitação de importação por mês, o que é apontado pelos especialistas como incompatível com a demanda emergencial, podendo provocar atrasos no tratamento e restringir a escolha do doador mais adequado, com possíveis impactos nos resultados clínicos.</p>
<p>Destacamos problemas estruturais, como gargalos na coleta nacional de medula óssea e a remuneração considerada insuficiente para procedimentos como aférese e coleta, o que afeta a capacidade operacional dos serviços. Outro ponto é o subfinanciamento do REDOME, cujo orçamento não acompanha o crescimento da demanda.</p>
<p>O cenário vem se agravando há anos, com relatos de serviços que acumulam dezenas de pacientes em fila para transplante, incluindo casos de mieloma múltiplo, sem perspectiva clara de acesso ao tratamento em tempo oportuno. O impacto das últimas medidas pode ter efeitos prolongados e alterar significativamente o padrão assistencial vigente.</p>
<p>Diante desse cenário, as entidades defendem a revisão imediata da limitação de importação de doadores internacionais, com flexibilização excepcional enquanto durar o desabastecimento da ciclofosfamida, além da definição de critérios claros para priorização de casos mais graves, também é apontada como necessárias à recomposição do orçamento do REDOME, assim como medidas para agilizar a coleta nacional e maior transparência na divulgação de dados como filas e tempos de espera.</p>
<p>As associações enviaram ofício conjunto para às autoridades competentes, relatando as preocupações com o cenário atual do transplante de medula óssea no país. O documento foi direcionado à Coordenação-Geral do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), ao Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME) e ao Departamento de Prevenção e Controle do Câncer (DCAN), com o objetivo de dar ciência formal aos impactos da medida, com solicitação de agenda e medidas urgentes para mitigar os impactos assistenciais.</p>
<p>Reforçando a importância do diálogo com o Ministério da Saúde, especialmente o Sistema Nacional de Transplantes (SNT), propondo maior participação social e visibilidade das estratégias adotadas para enfrentar a situação no curto, médio e longo prazo.</p>
<p>Além das demandas apresentadas, as associações já estão mobilizadas na construção de ações voltadas à melhoria do cenário, com iniciativas como articulação institucional, diálogo com especialistas e gestores, além do levantamento de dados para subsidiar decisões e propostas estruturantes. O objetivo é contribuir para o fortalecimento e a ampliação da capacidade do sistema de transplantes no país.</p>
<p>Fonte: <a href="https://medicinasa.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Medicina S/A</a></p>
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		<item>
		<title>Mieloma múltiplo: dados de mundo real expõem gargalos na jornada do paciente</title>
		<link>https://abrale.org.br/abrale-na-midia/mieloma-multiplo-dados-de-mundo-real-expoem-gargalos-na-jornada-do-paciente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Matias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 14:59:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Abrale na Mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="1280" height="720" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/08/tamanho-certo.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="mieloma múltiplo" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/08/tamanho-certo.jpg 1280w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/08/tamanho-certo-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/08/tamanho-certo-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/08/tamanho-certo-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>Terapias avançadas têm surgido, mas paciente ainda enfrenta desafios de diagnóstico, acesso ao tratamento adequado e continuidade da jornada Nos últimos anos, a hematologia tem liderado um movimento de revolução na oncologia, com novas abordagens terapêuticas com potencial de mudar o curso natural de doenças. Neste contexto, está o mieloma múltiplo (MM), condição hematológica que&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h6>Terapias avançadas têm surgido, mas paciente ainda enfrenta desafios de diagnóstico, acesso ao tratamento adequado e continuidade da jornada</h6>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-30714" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/08/tamanho-certo-300x169.jpg" alt="mieloma múltiplo" width="1346" height="759" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/08/tamanho-certo-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/08/tamanho-certo-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/08/tamanho-certo-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1346px) 100vw, 1346px" /></p>
<p>Nos últimos anos, a hematologia tem liderado um movimento de revolução na oncologia, com novas abordagens terapêuticas com potencial de mudar o curso natural de doenças. Neste contexto, está o mieloma múltiplo (MM), condição hematológica que ocorre quando os plasmócitos, células de defesa encontradas principalmente na medula óssea, apresentam defeito e começam a se multiplicar rapidamente. Apesar dos avanços, a jornada do paciente ainda é marcada por inúmeros desafios, que incluem dificuldade no diagnóstico, acesso ao tratamento adequado, múltiplas recaídas e necessidade de sucessivas linhas de cuidado.</p>
<p>Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença acumula mais de 187 mil casos anualmente no mundo inteiro. No Brasil, de 2023 a 2025, mais de 12 mil pessoas foram diagnosticadas com mieloma múltiplo, conforme dados do Painel Oncologia Brasil, do Ministério da Saúde. Os principais fatores de risco são a idade, sexo e raça, sendo mais prevalente entre indivíduos acima dos 65 anos, homens e negros. “A incidência está crescendo à medida em que as pessoas estão envelhecendo”, afirma Angelo Maiolino, coordenador de Hematologia da Oncologia Américas e pesquisador clínico do Instituto Américas de Ensino e Pesquisa.</p>
<p>De maneira geral, a doença não apresenta sintomas clínicos no estágio inicial, mas a suspeita pode ser levantada a partir do resultado de exames de rotina. Quando há a instalação de sintomas, os mais comuns são anemia, fadiga, infecções, dores e fraturas ósseas e problemas renais como insuficiência, com consequentes impactos a aspectos físicos e emocionais.</p>
<p>Mesmo com a severidade das consequências para quem vive com a doença, o paciente ainda enfrenta gargalos em sua jornada, a começar pela dificuldade de acesso ao diagnóstico. Dados de uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (<a href="https://abrale.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Abrale</a>) mostram que 29% dos pacientes entrevistados levaram mais de um ano para receber o diagnóstico, e 37% passaram por vários médicos antes de ter a confirmação da doença.</p>
<p>“O atraso pode ser muito danoso”, alerta o pesquisador. “Às vezes tem paciente que evolui rápido, e acaba desenvolvendo quadros como insuficiência renal, infecções gravíssimas, fraturas. Há situações que, se o diagnóstico fosse feito mais cedo, se teria uma maior efetividade do tratamento.”</p>
<p>Maiolino, que também é ex-presidente e atual diretor de ações sociais, acesso e equidade da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), avalia que é preciso reforçar o conhecimento sobre os fatores que podem estar associados a uma suspeita da doença entre profissionais da atenção primária, emergência e urgência, uma vez que eles têm a primeira interação com o paciente.</p>
<h3>Recaídas e abandono de tratamento</h3>
<p>Embora a taxa de sobrevida relativa tenha aumentado significativamente nas últimas duas décadas <strong class="Yjhzub" data-sfc-root="c" data-sfc-cb="">—</strong>de 36,7% no início dos anos 2000 para 62,4% no final da década de 20106<strong class="Yjhzub" data-sfc-root="c" data-sfc-cb="">—</strong>, há deficiências no manejo do mieloma múltiplo. Um recente estudo com dados de mundo real conduzido na América Latina, o TOTEMM (Treatment practices and clinical outcomes in patients with Multiple Myeloma), expôs esse panorama.</p>
<p>A pesquisa analisou dados de 892 pacientes brasileiros e 72 argentinos inelegíveis para transplante com diagnóstico recente de MM. Foram avaliados os tratamentos disponíveis e utilizados da primeira à quarta linha terapêutica, intervalos entre as recidivas, descontinuação do tratamento e estimativa de sobrevida livre de progressão da doença. O estudo apontou uma alta taxa de recidiva: mais de 75% dos pacientes apresentaram recaída em 12 meses, sendo que a maioria ocorreu entre a primeira e segunda linha de tratamento.</p>
<p>Após a recidiva, o esperado seria a adoção de intervenções diferentes da usada na primeira linha. Contudo, o levantamento mostrou também que uma parcela significativa dos pacientes foi tratada novamente com a mesma classe de medicamentos utilizada na primeira linha. Apesar de muitas terapias avançadas já serem aprovadas no Brasil, o hematologista pondera que a assistência efetiva para os pacientes ainda esbarra em questões de disponibilidade.</p>
<p>Os resultados apontam o aumento nas taxas de abandono a cada nova linha: 42% da primeira para a segunda, 70% da segunda para a terceira e 88% da terceira para a quarta. Quando não há alternativa à mão, surgem riscos como aumento de chances de toxicidade, principalmente em pacientes idosos, e diminuição da eficácia do medicamento.</p>
<p>O TOTEMM foi liderado pela GSK justamente com o objetivo de mapear a jornada dos pacientes com mieloma múltiplo no Brasil e Argentina. “Ao aprofundar a compreensão do cenário da doença, a GSK identifica desafios e propõe discussões para aprimorar a experiência dos pacientes em cada etapa de sua trajetória. Essa atuação reafirma o nosso compromisso em criar um impacto positivo real na vida dos pacientes”, pontua Marcela Antônio, Head Médica de Hematologia na GSK Brasil.</p>
<p>Para Maiolino, é preciso melhorar questões como o intervalo entre diagnóstico, acesso a terapias mais modernas e alternativas que preservem a qualidade de vida do paciente. “A maior parte dos tratamentos atuais ainda consiste em jornadas longas, então o acompanhamento adequado do paciente é muito importante”, explica.</p>
<h3>Avanços científicos e demanda por acesso</h3>
<p>Para o futuro, o pesquisador reforça que um dos focos deve ser a discussão sobre o acesso a tratamentos inovadores. Isso porque, além da eficácia aumentada, os efeitos adversos existentes são reduzidos, justamente por preservar as células saudáveis do paciente. Assim, se consegue maior qualidade de vida para o paciente ao longo da jornada de tratamento, que pode se estender por anos, principalmente em razão da chance de múltiplas recidivas.</p>
<p>Boa parte das novas alternativas está inserida no campo das terapias-alvo, com mecanismos capazes de destruir as células cancerígenas com biomarcadores específicos sem atingir tecidos saudáveis. Como é o caso do antígeno de maturação de células B (BCMA), o novo alvo terapêutico para o mieloma múltiplo que diferentemente de outros alvos como o CD38 e o SLAMF7, tem expressão restrita as células tumorais do mieloma e aos plasmócitos.</p>
<p>Entram nesse arsenal os anticorpos biespecíficos, o CAR-T cell e o mais recentemente aprovado no Brasil, o anticorpo droga conjugado (ADC). O ADC atua de forma diferente das demais terapias anti-BCMA, uma vez que não causa a exaustão das células de defesa do corpo (células T).</p>
<p>O tratamento pode ser comparado com o cavalo de Troia, em referência ao cerco da cidade de Troia na mitologia grega, quando um enorme cavalo de madeira foi usado para levar soldados clandestinamente para dentro da cidade. A comparação se deve pelo fato de que os ADCs carregam uma carga tóxica e se deslocam até as células cancerígenas, aderindo à superfície da célula tumoral através da ligação ao BCMA, por onde são absorvidos. Uma vez dentro das células, liberam sua carga tóxica, que destrói o câncer.</p>
<p>É uma evolução que está transformando a conversa e o olhar dos próprios especialistas sobre a doença, reflete Maiolino: “São esquemas muito eficazes. Na clínica, mesmo com as recidivas, observamos pacientes que já atingem uma década livre da progressão da doença, com resposta profunda para, pelo menos, 80% deles. É algo interessantíssimo.”</p>
<p>Segundo ele, um tratamento que se adeque melhor à vida do paciente também estimula o seu seguimento, reduzindo as chances da descontinuação terapêutica e potencializando melhores prognósticos. Além disso, há uma tendência nas pesquisas clínicas mais recentes de desenvolver novos tratamentos com menor tempo de intervenção necessário e mais durabilidade, em estratégias de combinação.</p>
<p>Com isso, o paciente poderia viver livre da doença por intervalos maiores, sem a necessidade de iniciar novas linhas de tratamento em intervalos curtos, em um movimento mais intenso de cronificação da condição. “O que se espera são tratamentos que permitam que o paciente fique longo tempo em remissão e que a doença desapareça a níveis muito profundos. É uma nova perspectiva no horizonte”, conclui Maiolino.</p>
<p>Referências</p>
<p>OBSERVATçRIO DE ONCOLOGIA. Panorama do mieloma múltiplo 2024. São Paulo, 2024. Disponível em: https://observatoriodeoncologia.com.br/estudos/cancer-de-sangue/mieloma-multiplo/2024/panorama-do-mieloma-multiplo/. Acesso em: 26 fev. 2026.</p>
<p>Hungria, V.; Maiolino, A.; Pessoa de Magalhães, R.J., Filho; Pitombeira de Lacerda, M.; Remaggi, G.; Scibona, P.; Seehaus, C.; Brulc, E.; Savoy, N.; Fantl, D.; et al. Emerging Real-World Treatment Patterns and Clinical Outcomes of Multiple Myeloma in Argentina and Brazil: Insights from the TOTEMM Study in the Private Healthcare Sector. Curr. Oncol. 2026, 33, 16. https://doi.org/10.3390/curroncol33010016. Acesso em: 26 fev. 2026.</p>
<p>INTERNATIONAL AGENCY FOR RESEARCH ON CANCER (IARC). Multiple myeloma fact sheet. Lyon: IARC/WHO, s.d. Disponível em: https://gco.iarc.who.int/media/globocan/factsheets/cancers/35-multiple-myeloma-fact-sheet.pdf. Acesso em: 26 fev. 2026.</p>
<p>Ministério da Saúde. DATASUS. Painel de Oncologia &#8211; Brasil. Brasília, DF, s.d. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/dhdat.exe?PAINEL_ONCO/PAINEL_ONCOLOGIABR.def. Acesso em: 26 fev. 2026.</p>
<p>GSK BRASIL. Dia Mundial do Mieloma Múltiplo. Rio de Janeiro, s.d. Disponível em: https://br.gsk.com/pt-br/midia/sala-de-imprensa/dia-mundial-do-mieloma-multiplo/. Acesso em: 26 fev. 2026.</p>
<p>Eisfeld, C., Kajüter, H., Möller, L. et al. Time trends in survival and causes of death in multiple myeloma: a population-based study from Germany. BMC Cancer 23, 317 (2023). https://doi.org/10.1186/s12885-023-10787-5. Acesso em: 26 fev. 2026.</p>
<p>IQVIA INSTITUTE. Global oncology trends 2025. s.l., 2025. Disponível em: https://www.iqvia.com/insights/the-iqvia-institute/reports-and-publications/reports/global-oncology-trends-2025. Acesso em: 26 fev. 2026.</p>
<p>INTERNATIONAL MYELOMA FOUNDATION. Multiple myeloma drugs. s.l., s.d. Disponível em: https://www.myeloma.org/multiple-myeloma-drugs. Acesso em: 26 fev. 2026.</p>
<p>INTERNATIONAL MYELOMA FOUNDATION. October-November 2025: what&#8217;s new in myeloma. s.l., 2025. Disponível em: https://www.myeloma.org/blog/october-november-2025-whats-new-myeloma. Acesso em: 26 fev. 2026.</p>
<p>Yu B, Jiang T, Liu D. BCMA-targeted immunotherapy for multiple myeloma. J Hematol Oncol. 2020 Sep 17;13(1):125. doi: 10.1186/s13045-020-00962-7. PMID: 32943087; PMCID: PMC7499842.</p>
<p>DOU, Brasília, DF, 06 de outubro de 2025, Seção 1, p.216</p>
<p>Musa H, Mielnik M, Trudel S, et al. Belantamab mafodotin does not induce B-cell maturation antigen loss or systemic immune dysfunction in multiple myeloma. 2026 Feb 1;111(2):665-678. doi: 10.3324/haematol.2025.288203. Epub 2025 Aug 28.</p>
<p>World-first blood cancer therapy to be given on NHS, 20205. Disponível em: https://www.bbc.com/news/articles/ckg4kj2nxjgo. Acessado em março de 2026.</p>
<p>Fonte: <a href="https://futurodasaude.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Futuro da Saúde</a></p>
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		<item>
		<title>Fórum discute apoio do terceiro setor a doenças crônicas</title>
		<link>https://abrale.org.br/abrale-na-midia/forum-discute-apoio-do-terceiro-setor-a-doencas-cronicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Matias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 13:36:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Abrale na Mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="1280" height="720" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/03/tamanho-certo-33.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="câncer" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/03/tamanho-certo-33.jpg 1280w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/03/tamanho-certo-33-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/03/tamanho-certo-33-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/03/tamanho-certo-33-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>Evento da Alianza Latina no Panamá, de 25 a 27 de março, reúne 104 organizações sociais de apoio a pacientes com câncer em 19 países da América Latina A Abrale (Associação Brasileira de Câncer do Sangue) realiza nos dias 25, 26 e 27 de março, no Panamá, o 20º Fórum Campus Alianza Latina &#8211; Melhores&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h6>Evento da Alianza Latina no Panamá, de 25 a 27 de março, reúne 104 organizações sociais de apoio a pacientes com câncer em 19 países da América Latina</h6>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-32577" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/03/tamanho-certo-33-300x169.jpg" alt="câncer" width="1218" height="687" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/03/tamanho-certo-33-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/03/tamanho-certo-33-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1218px) 100vw, 1218px" /></p>
<p>A Abrale (Associação Brasileira de Câncer do Sangue) realiza nos dias 25, 26 e 27 de março, no Panamá, o 20º Fórum Campus Alianza Latina &#8211; Melhores Práticas para o Terceiro Setor. O encontro marca os 20 anos da Alianza Latina, projeto que reúne organizações de cooperação a pacientes com doenças crônicas não transmissíveis.</p>
<p>A programação inclui mesas sobre políticas públicas e advocacy, pesquisa e dados, comunicação, captação de recursos, inteligência artificial, gestão e liderança, e entre outros. O evento também terá espaços comemorativos, dedicados à trajetória do programa e reflexões sobre o futuro do terceiro setor.</p>
<p>Estarão presentes no evento especialistas em saúde, governantes, pacientes ativistas e líderes de associações latino-americanas. O encontro tem como objetivo fortalecer conexões institucionais e discutir estratégias para ampliar o acesso a tratamentos e melhorar a qualidade de vida de pacientes com doenças crônicas.</p>
<p>Criada pela Abrale, a Alianza Latina reúne 104 organizações sociais de apoio a pacientes em 19 países da América Latina, além de entidades dos Estados Unidos, Espanha e Portugal. A rede representa, atualmente, cerca de 12 milhões de pacientes.</p>
<p>&#8216;A colaboração entre instituições amplia nosso alcance e potencializa ações voltadas à melhoria dos sistemas de saúde, seja por meio do avanço das políticas públicas ou da promoção da informação e da conscientização da sociedade&#8217;, diz Catherine Moura, CEO da Abrale e líder da Alianza Latina.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.folha.uol.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Folha de S.Paulo</a></p>
<p>The post <a href="https://abrale.org.br/abrale-na-midia/forum-discute-apoio-do-terceiro-setor-a-doencas-cronicas/">Fórum discute apoio do terceiro setor a doenças crônicas</a> appeared first on <a href="https://abrale.org.br">Abrale</a>.</p>
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		<title>Associações lançam relatório sobre a jornada de pacientes com HPN</title>
		<link>https://abrale.org.br/abrale-na-midia/associacoes-lancam-relatorio-sobre-a-jornada-de-pacientes-com-hpn/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Matias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Feb 2026 14:19:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Abrale na Mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="1280" height="720" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Panorama-da-HPN-no-Brasil-relato-dos-pacientes-e-perfil-sociodemografico.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="HPN" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Panorama-da-HPN-no-Brasil-relato-dos-pacientes-e-perfil-sociodemografico.jpg 1280w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Panorama-da-HPN-no-Brasil-relato-dos-pacientes-e-perfil-sociodemografico-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Panorama-da-HPN-no-Brasil-relato-dos-pacientes-e-perfil-sociodemografico-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Panorama-da-HPN-no-Brasil-relato-dos-pacientes-e-perfil-sociodemografico-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>A Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN) é uma doença rara do sangue, silenciosa para quem observa de fora, mas devastadora para quem convive com ela. Entre os sintomas mais marcantes estão a fadiga incapacitante e a anemia persistente, que comprometem a rotina, os relacionamentos e a vida profissional. Mesmo após anos de tratamento, cerca de 80%&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-27615" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Panorama-da-HPN-no-Brasil-relato-dos-pacientes-e-perfil-sociodemografico-300x169.jpg" alt="HPN" width="1216" height="686" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Panorama-da-HPN-no-Brasil-relato-dos-pacientes-e-perfil-sociodemografico-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Panorama-da-HPN-no-Brasil-relato-dos-pacientes-e-perfil-sociodemografico-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1216px) 100vw, 1216px" /></p>
<p>A Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN) é uma doença rara do sangue, silenciosa para quem observa de fora, mas devastadora para quem convive com ela. Entre os sintomas mais marcantes estão a fadiga incapacitante e a anemia persistente, que comprometem a rotina, os relacionamentos e a vida profissional. Mesmo após anos de tratamento, cerca de 80% dos pacientes continuam sintomáticos, e 40% convivem com anemia grave e contínua.</p>
<p>A fadiga, muitas vezes descrita como um peso constante, é um dos maiores limitadores da vida diária. Uma pesquisa com pacientes de HPN apontou que 91% dessas pessoas consideram a fadiga um dos sintomas mais incômodos dessa doença, e 97% reforçam que esse cansaço recorrente resulta em dificuldades para realizarem tarefas básicas, como caminhar, subir escadas e promover o autocuidado.</p>
<p>Pensando na complexa jornada dos pacientes com essa enfermidade, as associações de pacientes <a href="https://abrale.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Abrale</a> (Associação Brasileira de Câncer do Sangue), Casa Hunter e Crônicos do Dia a Dia (CDD) elaboram o primeiro material direcionado a pacientes e associações de pacientes sobre HPN. O documento consolidou essas evidências ao reunir dados sociodemográficos, relatos de pacientes e observações em redes sociais, funcionando como um guia sobre a doença. Ele mostra como os impactos da HPN vão muito além do físico, alcançando também a vida social e emocional, e destaca a expectativa crescente por alternativas terapêuticas mais práticas e capazes de reduzir os deslocamentos, devolver autonomia e simplificar o tratamento.</p>
<p>Essa condição não apenas reduz a energia física, mas abala a autoestima, afeta a saúde mental e leva ao isolamento social. O deslocamento até os centros de referência é outro obstáculo significativo. No Brasil, pacientes percorrem quinzenalmente em média 100 km para cada infusão. Essa distância significa horas de viagem, muitas vezes em transporte público, o que consome tempo, energia e recursos financeiros já escassos.</p>
<p>Para as associações, é possível mudar esse cenário com políticas públicas que favoreçam o diagnóstico precoce, o acesso contínuo a terapias eficazes e a incorporação de novas opções de cuidado. Também é essencial fortalecer a rede de apoio, ampliar a disseminação de informação qualificada e reduzir o estigma que ainda recai sobre os pacientes.</p>
<p>Fonte: <a href="https://medicinasa.com.br/documento-pacientes-hpn/" target="_blank" rel="noopener">Medicina S/A</a></p>
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		<title>Câncer no Brasil expõe país dividido entre prevenção e diagnóstico tardio; veja tipos mais letais por região</title>
		<link>https://abrale.org.br/abrale-na-midia/cancer-no-brasil-expoe-pais-dividido-entre-prevencao-e-diagnostico-tardio-veja-tipos-mais-letais-por-regiao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Matias]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Feb 2026 15:38:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Abrale na Mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="1280" height="720" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/02/tamanho-certo-21.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="câncer" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/02/tamanho-certo-21.jpg 1280w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/02/tamanho-certo-21-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/02/tamanho-certo-21-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/02/tamanho-certo-21-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>Estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta contrastes regionais no perfil da doença e mostra que cânceres preveníveis ainda concentram mortes nas áreas mais pobres do país O Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, segundo a nova estimativa divulgada pelo Instituto Nacional de&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h6>Estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta contrastes regionais no perfil da doença e mostra que cânceres preveníveis ainda concentram mortes nas áreas mais pobres do país</h6>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-32412" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/02/tamanho-certo-21-300x169.jpg" alt="" width="1230" height="693" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/02/tamanho-certo-21-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/02/tamanho-certo-21-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/02/tamanho-certo-21-768x432.jpg 768w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/02/tamanho-certo-21.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1230px) 100vw, 1230px" /></p>
<p>O Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, segundo a nova estimativa divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca).</p>
<p>Mais do que indicar o avanço da doença, o levantamento revela um país profundamente desigual: enquanto parte da população convive com cânceres que estão associados ao envelhecimento e ao estilo de vida urbano, outra ainda enfrenta tumores amplamente preveníveis, diagnosticados tardiamente e concentrados nas regiões mais pobres.</p>
<p>O retrato traçado pelo Inca mostra que o câncer já se consolidou como um dos principais desafios de saúde pública do país. De acordo com o instituto, é possível que em um futuro próximo essa seja a principal causa de morte no Brasil, superando doenças historicamente mais comuns como problemas cardíacos.</p>
<p>Os dados devem servir para o desenvolvimento de políticas públicas que possam ampliar o atendimento onde há desigualdade e melhorar o rastreio onde pessoas ainda morrem por doenças tratáveis. Nesta manhã, durante a apresentação dos dados, o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reconheceu que essa precisa ser uma prioridade.</p>
<h3>Um país, dois padrões de câncer</h3>
<p>Os dados da Estimativa 2026 mostram que o perfil do câncer no Brasil varia de forma significativa entre as regiões —reflexo direto de desigualdades no acesso aos serviços de saúde, às ações de prevenção e às condições de vida da população.</p>
<h4>Norte e no Nordeste</h4>
<p>Nas regiões, seguem em destaque tumores historicamente associados a falhas estruturais de saúde pública.</p>
<p>O câncer do colo do útero aparece como a segunda neoplasia mais incidente entre mulheres nessas regiões, apesar de ser amplamente prevenível por vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) e rastreamento adequado.</p>
<p>A vacina está disponível no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos e também para quem faz uso da PrEP.</p>
<p>Já o câncer de estômago ocupa posições de destaque entre os homens, cenário relacionado a fatores socioeconômicos, infecções e diagnóstico tardio.</p>
<h4>Sul e no Sudeste</h4>
<p>Nessas regiões, por outro lado, predominam cânceres associados ao envelhecimento populacional e ao estilo de vida urbano.</p>
<p>Tumores de mama, próstata, cólon e reto concentram a maior parte dos casos, padrão semelhante ao observado em países de renda alta.</p>
<p>Ainda assim, mesmo nessas regiões, o avanço do câncer colorretal preocupa pela combinação de alta incidência e mortalidade ainda elevada, reflexo da ausência de um programa nacional estruturado de rastreamento.</p>
<p>As diferenças regionais aparecem também nas taxas. No câncer de mama, por exemplo, a incidência estimada gira em torno de 33 casos por 100 mil mulheres no Norte, enquanto chega a cerca de 88 por 100 mil no Sudeste e 77 por 100 mil no Sul.</p>
<p>Oncologista do grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, Stephen Stefani afirma que esse contraste reforça a necessidade de um olhar regionalizado.</p>
<p>“Quase todos os tumores chamam atenção pelas taxas de incidência, com diferenças relevantes entre as regiões do país. O câncer de mama é um bom exemplo: no Norte, a taxa gira em torno de 33 casos por 100 mil mulheres, enquanto chega a cerca de 88 no Sudeste e 77 no Sul.”</p>
<p>Segundo ele, o próprio relatório alerta que essas variações não têm uma única explicação. &#8220;Essas diferenças são multifatoriais. Envolvem desde melhora na captação de informações e registros mais confiáveis até padrões de diagnóstico mais ágeis e possíveis diferenças genéticas&#8221;. — Stephen Stefani, oncologista do grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation</p>
<h3>Mama lidera, mas colo do útero segue como alerta grave</h3>
<p>Entre as mulheres, o câncer de mama permanece como o mais incidente no país, com números próximos de 80 mil novos casos por ano —tendência semelhante à observada em países desenvolvidos.</p>
<p>Para o oncologista Gilberto Amorim, da Oncologia D’Or e titular da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), esse movimento já está consolidado.</p>
<p>“O aumento dos casos de câncer de mama segue uma tendência já vista em muitos países e hoje aparece de forma consolidada, com números próximos de 80 mil novos casos.”</p>
<p>O cenário muda radicalmente quando o foco é o câncer do colo do útero. Apesar de ser uma doença amplamente prevenível, ele segue entre os tumores mais incidentes em mulheres de algumas regiões do país e mantém uma mortalidade elevada.</p>
<p>“Trata-se de uma neoplasia que ainda é a mais frequente entre mulheres em algumas regiões do país, com quase 20 mil novos casos por ano. Mais grave: mais de 7 mil brasileiras morrem anualmente por essa doença”, afirma Amorim. &#8220;É um número assustador, sobretudo porque o câncer do colo do útero está praticamente desaparecendo em vários países.”</p>
<p>Mesmo com a existência de vacina contra o HPV, capaz de prevenir a maioria desses tumores, o país segue convivendo com mortes consideradas evitáveis.</p>
<h3>Câncer de intestino cresce e expõe falha no rastreamento</h3>
<p>Outro ponto de destaque na estimativa é o crescimento do câncer de cólon e reto, hoje entre os mais incidentes em homens e mulheres no Brasil. Esse é o tipo de câncer que matou a cantora Preta Gil.</p>
<p>Em algumas regiões, ele já aparece como o tumor mais frequente entre os homens. Amorim explica que o avanço reflete mudanças no estilo de vida da população.</p>
<p>“Esse crescimento reflete hábitos pouco saudáveis, como sedentarismo e alimentação de baixa qualidade, rica em gorduras e produtos ultraprocessados. É a conta desse estilo de vida chegando, de forma cada vez mais pesada, para a sociedade.”</p>
<p>Além da incidência elevada, especialistas alertam para a mortalidade ainda alta, em grande parte associada à ausência de um programa nacional estruturado de rastreamento, o que faz com que o diagnóstico ocorra, muitas vezes, em fases avançadas da doença.</p>
<h3>Pulmão ainda lidera mortes por câncer no Brasil</h3>
<p>Embora a Estimativa 2026 trate principalmente dos casos novos, o relatório também traz, ao final da análise de cada tipo de tumor, dados de mortalidade usados para contextualizar o impacto da doença no país. Esses números ajudam a dimensionar o impacto real da doença —e mostram que os cânceres mais frequentes nem sempre são os que mais matam.</p>
<p>Com base nos dados de mortalidade de 2023, os cânceres de traqueia, brônquio e pulmão seguem como a principal causa de morte por câncer no Brasil, considerando homens e mulheres, apesar da queda gradual observada nos últimos anos.</p>
<p>Os dados reforçam um contraste central do cenário oncológico brasileiro: tumores como mama e próstata lideram em incidência, mas não em mortalidade, enquanto cânceres como pulmão e intestino seguem altamente letais, em grande parte por serem diagnosticados em fases avançadas.</p>
<p>“A mortalidade por câncer de pulmão vem caindo, é verdade, mas ainda permanece alta. E, como já se observa em outros países, tanto a incidência quanto a mortalidade por câncer de intestino têm aumentado”, afirma Amorim.</p>
<h3>Desigualdade social pesa no risco de morrer</h3>
<p>Oncologista e cofundador do Instituto Vencer o Câncer, Fernando Maluf atribui o crescimento do câncer no Brasil a uma combinação de envelhecimento populacional e aumento de fatores de risco.</p>
<p>“Quanto maior a expectativa de vida, maior a vulnerabilidade às doenças crônicas, como o câncer. Mas o que preocupa é que muitos fatores de risco, em vez de diminuírem, estão aumentando: obesidade, sedentarismo, piora da alimentação, consumo de álcool e tabagismo.”</p>
<p>Maluf também chama atenção para o papel das infecções e da baixa cobertura vacinal.</p>
<p>“O Brasil está entre os países com altas incidências de tumores relacionados ao HPV, como os de colo do útero, pênis, vulva, canal anal e cabeça e pescoço. A baixa vacinação contra o HPV e contra a hepatite B ajuda a explicar a relevância desses cânceres.”</p>
<p>Segundo ele, as desigualdades sociais agravam ainda mais o cenário.</p>
<p>“Populações mais pobres recebem o diagnóstico em estágios mais avançados, o que é, por si só, um fator de pior prognóstico. A mortalidade entre grupos menos favorecidos é de duas a três vezes maior do que em países desenvolvidos.”</p>
<h3>Um retrato conhecido, mas cada vez mais urgente</h3>
<p>Médica sanitarista e CEO da <strong>Associação Brasileira de Câncer do Sangue (Abrale)</strong>, Catherine Moura reforça que os dados da nova estimativa não trazem surpresas absolutas, mas reforçam a urgência de agir.</p>
<p>“As desigualdades regionais e a distribuição por tipo de câncer não mostram nada desconhecido. No entanto, as estimativas relacionadas ao câncer de colo do útero escancaram a prioridade urgente de intervenção de saúde pública para a erradicação de um câncer evitável.”</p>
<p>Ela também destaca a relevância crescente do câncer colorretal.</p>
<p>“A importância crescente do câncer de cólon e reto no panorama nacional reforça a necessidade de atuação na prevenção e, sobretudo, no rastreamento e diagnóstico precoce.”</p>
<p>Mais do que números, a Estimativa 2026 do Inca revela, segundo os especialistas ouvidos pela reportagem, um retrato claro: o câncer no Brasil avança em ritmo desigual, e a distância entre prevenção eficaz e diagnóstico tardio segue determinando quem adoece —e quem morre.</p>
<p>Fonte: <a href="https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/02/04/cancer-no-brasil-expoe-pais-dividido-entre-prevencao-e-diagnostico-tardio-veja-tipos-mais-letais-por-regiao.ghtml" target="_blank" rel="noopener">G1</a></p>
<p>The post <a href="https://abrale.org.br/abrale-na-midia/cancer-no-brasil-expoe-pais-dividido-entre-prevencao-e-diagnostico-tardio-veja-tipos-mais-letais-por-regiao/">Câncer no Brasil expõe país dividido entre prevenção e diagnóstico tardio; veja tipos mais letais por região</a> appeared first on <a href="https://abrale.org.br">Abrale</a>.</p>
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		<title>Entidades lançam documento inédito sobre HPN com dados sobre jornada do paciente, desafios de acesso e ações de melhoria</title>
		<link>https://abrale.org.br/abrale-na-midia/entidades-lancam-documento-inedito-sobre-hpn-com-dados-sobre-jornada-do-paciente-desafios-de-acesso-e-acoes-de-melhoriaentidades-lancam-documento-inedito-sobre-hpn-com-dados-sobre-jornada-do-paciente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Matias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Nov 2025 19:03:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Abrale na Mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="1280" height="720" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Panorama-da-HPN-no-Brasil-relato-dos-pacientes-e-perfil-sociodemografico.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="HPN" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Panorama-da-HPN-no-Brasil-relato-dos-pacientes-e-perfil-sociodemografico.jpg 1280w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Panorama-da-HPN-no-Brasil-relato-dos-pacientes-e-perfil-sociodemografico-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Panorama-da-HPN-no-Brasil-relato-dos-pacientes-e-perfil-sociodemografico-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Panorama-da-HPN-no-Brasil-relato-dos-pacientes-e-perfil-sociodemografico-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>A condição foi tema do novo episódio do Talks Online, que debateu o panorama da HPN e apresentou dados do whitepaper A hemoglobinúria paroxística noturna (HPN) é uma doença ultrarrara e pouco conhecida que, segundo estudos, tem uma prevalência de 1 caso a cada 237 mil indivíduos. Fraqueza, fadiga, palpitações e falta de ar são&#8230;</p>
<p>The post <a href="https://abrale.org.br/abrale-na-midia/entidades-lancam-documento-inedito-sobre-hpn-com-dados-sobre-jornada-do-paciente-desafios-de-acesso-e-acoes-de-melhoriaentidades-lancam-documento-inedito-sobre-hpn-com-dados-sobre-jornada-do-paciente/">Entidades lançam documento inédito sobre HPN com dados sobre jornada do paciente, desafios de acesso e ações de melhoria</a> appeared first on <a href="https://abrale.org.br">Abrale</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h6>A condição foi tema do novo episódio do Talks Online, que debateu o panorama da HPN e apresentou dados do whitepaper</h6>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-27615" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Panorama-da-HPN-no-Brasil-relato-dos-pacientes-e-perfil-sociodemografico-300x169.jpg" alt="HPN" width="1349" height="761" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Panorama-da-HPN-no-Brasil-relato-dos-pacientes-e-perfil-sociodemografico-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/10/Panorama-da-HPN-no-Brasil-relato-dos-pacientes-e-perfil-sociodemografico-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1349px) 100vw, 1349px" /></p>
<p>A hemoglobinúria paroxística noturna (HPN) é uma doença ultrarrara e pouco conhecida que, segundo estudos, tem uma prevalência de 1 caso a cada 237 mil indivíduos. Fraqueza, fadiga, palpitações e falta de ar são alguns de seus sintomas e podem ser facilmente confundidos com outras condições. Isso traz desafios para seu diagnóstico, cuja jornada pode levar meses e até anos. O panorama da condição, os desafios da jornada e as tendências foram tema do novo episódio do Talks Online, disponível no canal do Futuro da Saúde no YouTube.</p>
<p>A conversa marcou também o lançamento de um whitepaper com dados inéditos e uma análise aprofundada sobre a HPN no país. O documento, que foi elaborado de forma conjunta entre Crônicos do Dia a Dia (CDD), Casa Hunter e Associação Brasileira de Câncer do Sangue (<a href="https://abrale.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Abrale</a>), reuniu informações de estudos e levantamentos sobre desafios e oportunidades, além de propor recomendações de ações para melhorar políticas públicas e a jornada do paciente.</p>
<p>“Há uma falta de conhecimento consolidado sobre a condição e de dados que subsidiem políticas públicas capazes de melhorar o cenário da HPN no Brasil”, afirma Gustavo San Martin, fundador da CDD e da associação Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME). Além dele, participaram do episódio Andréia Bessa, advogada e representante da Casa Hunter, e Nina Melo, coordenadora de pesquisa da Abrale.</p>
<h3>Dados do whitepaper</h3>
<p>A HPN ocorre quando há um comprometimento nas células formadoras de sangue, as hemácias. Os pacientes relatam fraqueza e dificuldade para realizar atividades do dia a dia &#8211; até que um sinal chama mais atenção: a urina escura. “É esse sintoma que faz o paciente buscar ajuda médica”, explica Bessa.</p>
<p>Segundo ela, outros sintomas podem surgir, como falta de ar, dores abdominais e de cabeça, dor intensa no peito, nas costas e nas pernas, além de náuseas e inchaço. A condição pode ainda trazer complicações mais graves, como acidente vascular cerebral (AVC) e risco aumentado de trombose &#8211; muitos pacientes só têm conhecimento da condição após sofrerem alguma dessas situações.</p>
<p>O whitepaper divulgado no webinar traz dados sobre o panorama da HPN no Brasil, com perfil dos pacientes e as dificuldades encontradas nas jornadas de diagnóstico e tratamento. Ele partiu da compilação de estudos de diferentes abordagens metodológicas como análise de dados sociodemográficos coletados no DataSUS, netnografia de redes sociais e grupos focais com pacientes.</p>
<p>Dentre os achados, o documento mostra que mulheres levam, em média, 20 meses para fechar um diagnóstico, enquanto os homens levam 5 meses. Essa jornada envolve a consulta com três médicos especialistas, pelo menos.</p>
<p>O documento mostra ainda que, entre 2018 e 2022, cerca de 464 pacientes com HPN estiveram em tratamento pelo SUS. A maioria é do sexo feminino (53%) e tem idade entre 30 e 39 anos, representando adultos jovens ativos no mercado de trabalho. O estudo também aponta uma predominância de procedimentos ambulatoriais no Estado de São Paulo (aproximadamente 25%), seguido por Paraná e Rio Grande do Sul, evidenciando padrões regionais no acesso ao tratamento.</p>
<p>“Os dados trazem insights importantes sobre a jornada do paciente e reforçam a necessidade de olharmos para esses dados de forma estratégica”, pontua Nina Melo, da Abrale.</p>
<p>A coordenadora de pesquisa da Abrale destacou, também, a importância de reunir a expertise de diferentes organizações para compor um panorama mais completo da doença. Segundo ela, a partir das bases de dados públicas do SUS —como os sistemas de informações ambulatoriais e de internações— foi possível mapear o cenário atual dos tratamentos oferecidos aos pacientes. “Atualmente, estamos lidando com uma doença ultrarrara, cuja epidemiologia disponível é limitada do ponto de vista governamental. Por isso, torna-se essencial levantar esses dados”, afirma.</p>
<h3>Desafio do diagnóstico</h3>
<p>As informações do levantamento também destacam os desafios do diagnóstico —um problema frequente em doenças raras. Segundo o estudo, o tempo médio entre os primeiros sintomas e a confirmação da HPN pode se estender de um a três anos, especialmente quando há demora na correlação dos sintomas. Além disso, os pacientes geralmente consultam cerca de três médicos antes de receber o diagnóstico correto.</p>
<p>O primeiro exame solicitado costuma ser o hemograma completo, comum em casos de dores abdominais ou suspeita de cálculo renal. No entanto, o diagnóstico da HPN depende da citometria de fluxo, exame que, segundo a pesquisa, costuma ser solicitado apenas após investigação prolongada. “Primeiro, são descartadas várias outras possibilidades até chegar à citometria, que permite então a identificação da HPN”, explica Andréia Bessa.</p>
<p>Gustavo San Martin lembra que, em jovens adultos, os sintomas da HPN podem ser confundidos com sinais de fases intensas de estudo ou trabalho, o que retarda a identificação da doença. Essa demora pode ter consequências graves, incluindo AVC e falência hepática.</p>
<p>Segundo os especialistas, embora haja diferenças entre os sistemas, a dificuldade no diagnóstico e no manejo da doença não se limita ao SUS. “Hoje, existe uma necessidade não atendida de médicos hematologistas, cuja distribuição geográfica é concentrada principalmente nas regiões Sul e Sudeste”, observa Nina Melo.</p>
<p>Para ela, a falta de informação e conhecimento impacta a saúde privada e o SUS de formas diferentes. Na saúde privada, os pacientes têm acesso mais rápido aos exames necessários, enquanto no SUS há maior demora para procedimentos como citometria de fluxo, mielograma e biópsia de medula, o que contribui para atrasos ainda mais substanciais no diagnóstico.</p>
<h3>Avanços no tratamento</h3>
<p>Após o diagnóstico, o tratamento da HPN também carrega desafios significativos. Além de poucas opções terapêuticas disponíveis, algumas delas são administradas por via endovenosa a cada 15 dias, o que exige que o paciente se desloque a um centro especializado. Embora o acesso ao medicamento no SUS tenha melhorado nos últimos anos, a necessidade de deslocamento impacta a qualidade de vida, especialmente porque muitos pacientes são adultos jovens em idade produtiva.</p>
<p>“Cerca de 50% dos pacientes precisam viajar para outro município, com distâncias médias superiores a 80 km. O tempo total gasto no centro de tratamento, incluindo exames e consultas, pode consumir um dia inteiro, mesmo que a infusão em si seja rápida. Isso evidencia um vazio assistencial significativo e um impacto considerável na rotina dos pacientes”, pontua Nina Melo.</p>
<p>O deslocamento também gera impacto econômico: as longas distâncias percorridas, às vezes até 400 km, trazem despesas com transporte, alimentação e estadia, além de perder dias de trabalho, o que agrava os custos familiares. Já existe alternativa de tratamento oral e a incorporação desse medicamento ao SUS está em fase de consulta pública até 11 de novembro para posterior decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias.</p>
<p>Além dos impactos no acesso e na rotina, a HPN afeta profundamente o aspecto emocional dos pacientes, ponto lembrado pelos especialistas durante o Talks Online. Muitos necessitam de apoio especializado de uma equipe multidisciplinar, incluindo psicólogos e nutricionistas, além de suporte familiar, para lidar com a fadiga persistente e as limitações da vida diária. Isso porque o principal tratamento atual não elimina totalmente os sintomas: estudos apontam que cerca de 80% dos pacientes continuam sintomáticos, com impactos físicos, emocionais, sociais e econômicos.</p>
<p>Os especialistas pontuaram, ainda, que o diagnóstico da HPN só pode ser compreendido ouvindo os pacientes, mapeando o tempo até a identificação da doença e analisando os detalhes do percurso, para orientar ações mais eficazes. Este, inclusive, foi um dos pontos inovadores do whitepaper, que incorporou um estudo de netnografia, com a escuta e compilação de depoimentos de pacientes em redes sociais e meios digitais.</p>
<p>“De uma forma muito oportuna, os três estudos do whitepaper se complementam. A netnografia retroagiu de 2024 a 2019 e conseguiu identificar depoimentos espontâneos que corroboram tudo o que os dados mostram. Essa legitimidade validada com os pacientes nos dá uma ferramenta com dados para estimular políticas públicas e mobilizar a sociedade”, conclui Gustavo San Martin.</p>
<p>Fonte: <a href="https://futurodasaude.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Futuro da Saúde</a></p>
<p>The post <a href="https://abrale.org.br/abrale-na-midia/entidades-lancam-documento-inedito-sobre-hpn-com-dados-sobre-jornada-do-paciente-desafios-de-acesso-e-acoes-de-melhoriaentidades-lancam-documento-inedito-sobre-hpn-com-dados-sobre-jornada-do-paciente/">Entidades lançam documento inédito sobre HPN com dados sobre jornada do paciente, desafios de acesso e ações de melhoria</a> appeared first on <a href="https://abrale.org.br">Abrale</a>.</p>
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		<title>Entidades de apoio a pacientes com câncer realizam jantar beneficente nesta quarta (22)</title>
		<link>https://abrale.org.br/abrale-na-midia/entidades-de-apoio-a-pacientes-com-cancer-realizam-jantar-beneficente-nesta-quarta-22/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Matias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Oct 2025 14:56:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Abrale na Mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="900" height="520" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Jantar-Beneficente-Abrale-Abrasta-2025-banner-site-Abrale_Prancheta-1.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="abrale" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Jantar-Beneficente-Abrale-Abrasta-2025-banner-site-Abrale_Prancheta-1.jpg 900w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Jantar-Beneficente-Abrale-Abrasta-2025-banner-site-Abrale_Prancheta-1-300x173.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Jantar-Beneficente-Abrale-Abrasta-2025-banner-site-Abrale_Prancheta-1-768x444.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /></p>
<p>A Abrale (Associação Brasileira de Câncer do Sangue) e a Abrasta (Associação Brasileira de Talassemia) promovem nesta quarta-feira (22), às 19h, um jantar para arrecadar recursos para as entidades que tratam de doenças do sangue. Realizado no restaurante A Figueira Rubaiyat, em São Paulo, o evento terá leilão de arte, fotografias, joias e vinhos. Ingressos&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-25658" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/06/jantar-abrale-abrasta-300x169.jpg" alt="" width="1239" height="698" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/06/jantar-abrale-abrasta-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/06/jantar-abrale-abrasta-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/06/jantar-abrale-abrasta-768x432.jpg 768w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/06/jantar-abrale-abrasta.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1239px) 100vw, 1239px" /></p>
<p>A Abrale (Associação Brasileira de Câncer do Sangue) e a <a href="https://abrasta.org.br/">Abrasta</a> (Associação Brasileira de Talassemia) promovem nesta quarta-feira (22), às 19h, um jantar para arrecadar recursos para as entidades que tratam de doenças do sangue.</p>
<p>Realizado no restaurante A Figueira Rubaiyat, em São Paulo, o evento terá leilão de arte, fotografias, joias e vinhos. Ingressos podem ser adquiridos neste <a href="https://www.sympla.com.br/evento/jantar-e-leilao-beneficente-abrale-i-abrasta/3098621?referrer=abrale.org.br&amp;referrer=abrale.org.br" target="_blank" rel="noopener">site</a>.</p>
<p>A data foi escolhida em homenagem ao aniversário de Merula Steagall (1966-2022), diagnosticada na infância com talassemia —tipo de anemia grave e hereditária. Ambas as organizações foram criadas pela empreendedora social que possibilitou importantes avanços no campo, impactando na sobrevida de pessoas como ela.</p>
<p>As entidades são referência no acolhimento gratuito e especializado de pacientes e familiares, oferecendo informação de fácil compreensão, orientação jurídica, apoio psicológico e acompanhamento humanizado. De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 30 mil brasileiros recebem, a cada ano, o diagnóstico de algum tipo de câncer do sangue.</p>
<p>Em outubro, a Abrale lançou a campanha &#8216;Abrale-se. Há um caminho&#8217; para tornar sua atuação mais conhecida, ampliando a rede de apoio e o alcance dos serviços oferecidos, com apoio de Fabiana Justus, que teve leucemia mieloide aguda recentemente e, agora, se junta à causa como embaixadora.</p>
<p>&#8216;Durante meu tratamento encontrei apoio, acolhimento e informação segura, e hoje quero retribuir ajudando outras pessoas a se sentirem mais acompanhadas e fortalecidas nessa jornada tão difícil&#8217;, diz a empresária e influenciadora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.folha.uol.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Folha de S.Paulo</a>.</p>
<p>The post <a href="https://abrale.org.br/abrale-na-midia/entidades-de-apoio-a-pacientes-com-cancer-realizam-jantar-beneficente-nesta-quarta-22/">Entidades de apoio a pacientes com câncer realizam jantar beneficente nesta quarta (22)</a> appeared first on <a href="https://abrale.org.br">Abrale</a>.</p>
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		<title>Abrale renova identidade e gestão em apoio a pacientes com câncer</title>
		<link>https://abrale.org.br/abrale-na-midia/abrale-renova-identidade-e-gestao-em-apoio-a-pacientes-com-cancer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Matias]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Oct 2025 19:48:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Abrale na Mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="900" height="520" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Campanha-Abrale-se-Fabi-Justus-Banner-site-Abrale_Prancheta-1-1.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Abrale, câncer" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Campanha-Abrale-se-Fabi-Justus-Banner-site-Abrale_Prancheta-1-1.jpg 900w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Campanha-Abrale-se-Fabi-Justus-Banner-site-Abrale_Prancheta-1-1-300x173.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Campanha-Abrale-se-Fabi-Justus-Banner-site-Abrale_Prancheta-1-1-768x444.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /></p>
<p>Objetivo é seguir referência no acolhimento gratuito e especializado, com apoio jurídico e psicológico A Abrale (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia), criada em 2002 por Merula Steagall, é agora Associação Brasileira de Câncer do Sangue. A mudança do nome traz maior compreensão sobre a atuação da entidade, que se volta a pessoas que enfrentam&#8230;</p>
<p>The post <a href="https://abrale.org.br/abrale-na-midia/abrale-renova-identidade-e-gestao-em-apoio-a-pacientes-com-cancer/">Abrale renova identidade e gestão em apoio a pacientes com câncer</a> appeared first on <a href="https://abrale.org.br">Abrale</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h6>Objetivo é seguir referência no acolhimento gratuito e especializado, com apoio jurídico e psicológico</h6>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-31262" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Campanha-Abrale-se-Fabi-Justus-Banner-site-Abrale_Prancheta-1-1-300x173.jpg" alt="Abrale, câncer" width="1281" height="740" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Campanha-Abrale-se-Fabi-Justus-Banner-site-Abrale_Prancheta-1-1-300x173.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Campanha-Abrale-se-Fabi-Justus-Banner-site-Abrale_Prancheta-1-1-768x444.jpg 768w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Campanha-Abrale-se-Fabi-Justus-Banner-site-Abrale_Prancheta-1-1.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 1281px) 100vw, 1281px" /></p>
<p>A Abrale (Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia), criada em 2002 por Merula Steagall, é agora Associação Brasileira de Câncer do Sangue.</p>
<p>A mudança do nome traz maior compreensão sobre a atuação da entidade, que se volta a pessoas que enfrentam os cânceres do sangue (leucemias, linfomas, mieloma múltiplo e mielodisplasia) e doenças do sangue (<a href="https://abrale.org.br/doencas/hpn/o-que-e/">HPN</a>, PTI, trombocitemia essencial, policetemia vera e mielofibrose).</p>
<p>A entidade é referência no acolhimento gratuito e especializado de pacientes e familiares, oferecendo informação de fácil compreensão, orientação jurídica, apoio psicológico e acompanhamento humanizado.</p>
<p>&#8220;Essa identidade representa um novo capítulo da nossa história, mas sem perder de vista aquilo que sempre nos definiu, que é o compromisso de acolher e ajudar pacientes com câncer e doenças hematológicas em todo o Brasil&#8221;, diz Catherine Moura, CEO da Associação Brasileira de Câncer do Sangue.</p>
<p>A instituição lança a campanha &#8220;Abrale-se. Há um caminho&#8221; para tornar sua atuação mais conhecida, ampliando a rede de apoio e o alcance dos serviços oferecidos, com apoio de Fabiana Justus, que teve leucemia mieloide aguda recentemente e, agora, se junta à causa como embaixadora.</p>
<p>&#8220;Durante meu tratamento encontrei apoio, acolhimento e informação segura, e hoje quero retribuir ajudando outras pessoas a se sentirem mais acompanhadas e fortalecidas nessa jornada tão difícil&#8221;, diz a empresária e influenciadora.</p>
<p>De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 30 mil brasileiros recebem, a cada ano, o diagnóstico de algum tipo de câncer do sangue.</p>
<p>Com mais de 50 mil pessoas atendidas, sendo 6 mil em 2024, a Abrale também tem mudanças em sua gestão: Dina Steagall e Daniel Steagall, filhos de Merula, assumem a vice-presidência e presidência, respectivamente.</p>
<p>&#8220;Continuar o legado da minha mãe é um privilégio. A onco-hematologia avançou muito no Brasil graças aos esforços da Abrale junto a governo, profissionais da saúde e pacientes empoderados. Mas ainda temos muito a fazer. Meu maior objetivo é garantir que todos os pacientes do país saibam que podem contar com nosso trabalho, e que nós oferecemos suporte gratuito a todos eles&#8221;, afirma Dina Steagall.</p>
<p>De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 30 mil brasileiros recebem, a cada ano, o diagnóstico de algum tipo de câncer do sangue.<br />
Com mais de 50 mil pessoas atendidas, sendo 6 mil em 2024, a Abrale também tem mudanças em sua gestão: Dina Steagall e Daniel Steagall, filhos de Merula, assumem a vice-presidência e presidência, respectivamente.</p>
<p>&#8220;Continuar o legado da minha mãe é um privilégio. A onco-hematologia avançou muito no Brasil graças aos esforços da Abrale junto a governo, profissionais da saúde e pacientes empoderados. Mas ainda temos muito a fazer. Meu maior objetivo é garantir que todos os pacientes do país saibam que podem contar com nosso trabalho, e que nós oferecemos suporte gratuito a todos eles&#8221;, afirma Dina Steagall.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.folha.uol.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Folha de S.Paulo</a>.</p>
<p>The post <a href="https://abrale.org.br/abrale-na-midia/abrale-renova-identidade-e-gestao-em-apoio-a-pacientes-com-cancer/">Abrale renova identidade e gestão em apoio a pacientes com câncer</a> appeared first on <a href="https://abrale.org.br">Abrale</a>.</p>
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		<title>Abrale apresenta nova identidade e reforça compromisso com o acesso ao tratamento de pacientes com câncer e doenças do sangue</title>
		<link>https://abrale.org.br/abrale-na-midia/abrale-apresenta-nova-identidade-e-reforca-compromisso-com-o-acesso-ao-tratamento-de-pacientes-com-cancer-e-doencas-do-sangue/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Matias]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Oct 2025 14:27:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Abrale na Mídia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="900" height="520" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Campanha-Abrale-se-Fabi-Justus-Banner-site-Abrale_Prancheta-1-1.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Abrale, câncer" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Campanha-Abrale-se-Fabi-Justus-Banner-site-Abrale_Prancheta-1-1.jpg 900w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Campanha-Abrale-se-Fabi-Justus-Banner-site-Abrale_Prancheta-1-1-300x173.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Campanha-Abrale-se-Fabi-Justus-Banner-site-Abrale_Prancheta-1-1-768x444.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /></p>
<p>Com o propósito de estar ainda mais próxima dos pacientes e tornar sua causa mais reconhecida, a Abrale apresenta sua nova identidade: Associação Brasileira de Câncer do Sangue. A mudança do nome reflete um novo capítulo na trajetória da instituição, que segue fiel à missão de oferecer apoio gratuito e informação de fácil compreensão, e&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-31262" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Campanha-Abrale-se-Fabi-Justus-Banner-site-Abrale_Prancheta-1-1-300x173.jpg" alt="Abrale, câncer" width="1257" height="726" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Campanha-Abrale-se-Fabi-Justus-Banner-site-Abrale_Prancheta-1-1-300x173.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Campanha-Abrale-se-Fabi-Justus-Banner-site-Abrale_Prancheta-1-1-768x444.jpg 768w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/Campanha-Abrale-se-Fabi-Justus-Banner-site-Abrale_Prancheta-1-1.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 1257px) 100vw, 1257px" /></p>
<p>Com o propósito de estar ainda mais próxima dos pacientes e tornar sua causa mais reconhecida, a Abrale apresenta sua nova identidade: Associação Brasileira de Câncer do Sangue.</p>
<p>A mudança do nome reflete um novo capítulo na trajetória da instituição, que segue fiel à missão de oferecer apoio gratuito e informação de fácil compreensão, e trabalhar por diagnóstico precoce e acesso ao melhor tratamento para quem enfrenta os cânceres do sangue (leucemias, linfomas, mieloma múltiplo, mielodisplasia) e doenças do sangue (HPN, PTI, trombocitemia essencial, policetemia vera e mielofibrose).</p>
<p>Com mais de 20 anos de atuação, a entidade é referência no acolhimento gratuito e especializado de pacientes e familiares, oferecendo orientação jurídica, apoio psicológico e acompanhamento humanizado. Somente em 2024, foram mais de 6 mil pessoas atendidas em todas as regiões do país.</p>
<p>No entanto, de acordo com dados oficiais do Ministério da Saúde, aproximadamente 30 mil brasileiros recebem, a cada ano, o diagnóstico de algum tipo de câncer do sangue.</p>
<p>Esse cenário mostra que ainda há muito a ser feito. Por isso, a Abrale também anuncia a expansão de seus núcleos regionais, o fortalecimento de sua estrutura e novas estratégias para alcançar e apoiar mais pacientes em todo o país.</p>
<p>Para marcar esse novo momento, a instituição lança a campanha “Abrale-se. Há um caminho”, que busca tornar a atuação da entidade ainda mais conhecida, ampliando a rede de apoio e o alcance dos serviços oferecidos. A criação é de Fabio Madia, CEO da Academia Brasileira de Marketing, e Fernando Piccinini, vice-presidente da RINO &amp; PARTNERS, com direção de arte de Hélio Oliveira e Paulo Lopes, e fotografia de Chico Audi.</p>
<p>“A nova identidade da Abrale representa um novo capítulo da nossa história, mas sem perder de vista aquilo que sempre nos definiu: o compromisso de acolher e ajudar pacientes com câncer e doenças hematológicas em todo o Brasil. Queremos ser cada vez mais conhecidos e próximos de quem precisa de nós, porque acreditamos que ninguém deve enfrentar essas condições de saúde sozinho. Mudamos a forma de nos apresentar, mas continuamos exatamente os mesmos: nosso foco é apoiar cada vez mais pessoas e sempre de forma inclusiva, integral e humana”, diz dra. Catherine Moura, médica sanitarista e CEO da Abrale.</p>
<h3>Desde 2002 oferecendo apoio</h3>
<p>Foi em 2002 que Merula Steagall fundou a Abrale ao lado de pacientes e familiares. Merula era paciente de talassemia e tinha acesso privilegiado aos serviços de saúde, então decidiu que iria trabalhar para que os demais também tivessem essa mesma oportunidade.<br />
Desde então, já são mais de 50 mil pessoas acolhidas pela Abrale, com os diferentes projetos da instituição. Agora, essa história continua, com Dina Steagall e Daniel Steagall, filhos de Merula, assumindo a vice-presidência e presidência, respectivamente, da associação.</p>
<p>“Continuar o legado da minha mãe é um privilégio. Há 23 anos ela fundou a Abrale com a missão de garantir acesso ao melhor tratamento para todos os pacientes com câncer do sangue no Brasil. Durante esses anos, a Onco-Hematologia avançou muito no nosso país, graças aos esforços da Abrale junto ao governo, profissionais da área da saúde e pacientes empoderados. Mas ainda temos muito a fazer. Hoje, na Abrale, meu maior objetivo é garantir que todos os pacientes do país saibam que podem contar com nosso trabalho, e que nós oferecemos suporte gratuito a todos eles”, fala Dina Steagall.</p>
<h3>Abrale-se</h3>
<p>A campanha, que objetiva mobilizar toda a sociedade para apoiar a Abrale e também chegar aos milhares de pacientes que ainda necessitam de suporte, conta com a participação da empresária e influenciadora Fabiana Justus, que enfrentou recentemente a leucemia mieloide aguda e agora se junta à causa como embaixadora.</p>
<p>“Sinto que me tornar embaixadora da Abrale se encaixa 100% no que enxergo como meu propósito de vida. Durante o meu tratamento encontrei apoio, acolhimento e informação segura, e hoje quero retribuir ajudando outras pessoas a se sentirem mais acompanhadas e fortalecidas nessa jornada tão difícil. A Abrale faz um trabalho lindo, e é muito importante dar voz e espalhar isso por todo o Brasil”, afirma Fabiana Justus.</p>
<p>Para saber mais sobre o trabalho, acesse <a href="https://abrale.org.br/" target="_blank" rel="noopener">www.abrale.org.br</a>.</p>
<p>Fonte: <a href="https://abramark.com.br/destaques/abrale-apresenta-nova-identidade-e-reforca-compromisso-com-o-acesso-ao-tratamento-de-pacientes-com-cancer-e-doencas-do-sangue/">Abramark</a></p>
<p>The post <a href="https://abrale.org.br/abrale-na-midia/abrale-apresenta-nova-identidade-e-reforca-compromisso-com-o-acesso-ao-tratamento-de-pacientes-com-cancer-e-doencas-do-sangue/">Abrale apresenta nova identidade e reforça compromisso com o acesso ao tratamento de pacientes com câncer e doenças do sangue</a> appeared first on <a href="https://abrale.org.br">Abrale</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Sherlock Holmes se torna inspiração para mudar a forma como enxergamos o câncer</title>
		<link>https://abrale.org.br/abrale-na-midia/sherlock-holmes-se-torna-inspiracao-para-mudar-a-forma-como-enxergamos-o-cancer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Matias]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Oct 2025 20:16:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Abrale na Mídia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://abrale.org.br/?p=31275</guid>

					<description><![CDATA[<p><img width="1280" height="720" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/tamanho-certo-18.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="Câncer" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/tamanho-certo-18.jpg 1280w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/tamanho-certo-18-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/tamanho-certo-18-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/tamanho-certo-18-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>Nova campanha da Pfizer usa literatura para mostrar que o câncer pode ser apenas um capítulo, e não o fim da história Uma das figuras mais emblemáticas da literatura mundial, o detetive Sherlock Holmes, acaba de receber um novo e inusitado papel: o de paciente com câncer. Mas, longe de encerrar sua trajetória, esse diagnóstico&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h6>Nova campanha da Pfizer usa literatura para mostrar que o câncer pode ser apenas um capítulo, e não o fim da história</h6>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-31276" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/tamanho-certo-18-300x169.jpg" alt="Câncer" width="1248" height="704" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/tamanho-certo-18-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/10/tamanho-certo-18-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1248px) 100vw, 1248px" /></p>
<p>Uma das figuras mais emblemáticas da literatura mundial, o detetive Sherlock Holmes, acaba de receber um novo e inusitado papel: o de paciente com câncer. Mas, longe de encerrar sua trajetória, esse diagnóstico é apresentado como o início de um novo capítulo. A proposta, da farmacêutica Pfizer, faz parte de uma iniciativa global que busca mudar a forma como a sociedade encara o câncer: não como sentença, mas como parte da jornada de vida de milhões de pessoas.</p>
<p>A campanha A aventura do assobio imaginário é inspirada nos clássicos de Arthur Conan Doyle e convida o público a refletir: o câncer precisa ser o protagonista da vida de quem é diagnosticado? A resposta, segundo a Pfizer, é não. A história integra o movimento global “Parte da história”, que quer transformar a percepção do câncer e destacar que, com informação, tratamento e apoio adequados, a vida continua.</p>
<p>“Para quem vive com câncer, a doença é um capítulo relevante, mas não precisa definir toda a sua história”, afirma a diretora mundial de Política Pública da Pfizer, Isabella Grueso. “Precisamos mudar a percepção de que o diagnóstico é uma sentença de morte. Não é. É o primeiro passo para acabarmos com o estigma da doença”, completa a diretora executiva da Associação Brasileira do Câncer do Sangue (<a href="https://abrale.org.br/">Abrale</a>), Catherine Moura. As duas participaram, nesta quinta-feira (2/10), de um evento na livraria Book Vivant, na capital peruana, para reforçar a ideia de que a ciência é quem escreve o próximo capítulo no combate ao câncer.</p>
<h3>Desafios</h3>
<p class="texto">Apesar dos avanços científicos, o câncer ainda é um dos principais desafios globais de saúde pública. Segundo dados do Observatório Global do Câncer (Globocan), em 2020 foram registrados mais de 1,6 milhão de casos na América Latina e Caribe —sendo 807 mil em homens e 822 mil em mulheres. A projeção para 2025 é alarmante: 6 milhões de novos casos na região, com cerca de 785 mil mortes esperadas.</p>
<p class="texto">Em países de baixa e média renda, a situação é ainda mais crítica. Cerca de 75% das mortes por câncer ocorrem nessas regiões, onde o acesso a diagnóstico e tratamento é limitado.</p>
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<p class="texto">Nos Estados Unidos, porém, os dados trazem esperança. O número de sobreviventes de câncer deve saltar de 18,1 milhões em 2022 para 26 milhões até 2040, segundo o Instituto Nacional do Câncer dos EUA — reflexo direto de avanços em prevenção, detecção precoce e terapias eficazes.</p>
<h3>Ciência com humanidade</h3>
<p class="texto">A iniciativa da Pfizer foca na inovação científica, na educação e no fortalecimento dos sistemas de saúde. O objetivo é garantir cuidados integrais —desde o diagnóstico até o suporte emocional— e colaborar com governos e comunidades para ampliar o acesso aos tratamentos.</p>
<p>Para a Pfizer, mudar a forma como falamos sobre o câncer é essencial para transformar a experiência dos pacientes. E, com a ajuda de personagens como Sherlock Holmes, essa mensagem ganha uma nova potência: mesmo diante do diagnóstico, ainda há mistérios a resolver, histórias a viver e caminhos a seguir. “Porque, afinal, o câncer pode ser parte da história, mas nunca o fim dela”, conclui Isabella Grueso.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.correiobraziliense.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Correio Braziliense</a></p>
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