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	<title>Notícias Archives - Abrale</title>
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		<title>Com quase 600 na fila, DF não faz transplante de medula na rede pública</title>
		<link>https://abrale.org.br/noticias/com-quase-600-na-fila-df-nao-faz-transplante-de-medula-na-rede-publica-e-obriga-pacientes-a-viajar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Matias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Apr 2026 14:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="1280" height="720" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/04/tamanho-certo-38.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="transplante" decoding="async" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/04/tamanho-certo-38.jpg 1280w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/04/tamanho-certo-38-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/04/tamanho-certo-38-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/04/tamanho-certo-38-768x432.jpg 768w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>Secretaria de Saúde da capital não realiza procedimento em nenhum hospital público; há opções pagas na rede privada. Ministério da Saúde diz que oferta é responsabilidade local Dados do Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) apontam que o Distrito Federal tem 667 pacientes à espera da doação de medula óssea. Dessas, pelo&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h6>Secretaria de Saúde da capital não realiza procedimento em nenhum hospital público; há opções pagas na rede privada. Ministério da Saúde diz que oferta é responsabilidade local</h6>
<p><img decoding="async" class="alignnone wp-image-32705" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/04/tamanho-certo-38-300x169.jpg" alt="transplante" width="1210" height="682" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/04/tamanho-certo-38-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/04/tamanho-certo-38-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/04/tamanho-certo-38-768x432.jpg 768w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/04/tamanho-certo-38.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1210px) 100vw, 1210px" /></p>
<p>Dados do Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) apontam que o Distrito Federal tem 667 pacientes à espera da doação de medula óssea.</p>
<p>Dessas, pelo menos 587 não conseguirão fazer o transplante na capital pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Isso, porque atualmente o DF não tem nenhum hospital público credenciado para o procedimento.</p>
<p>O Hospital da Criança de Brasília José Alencar é credenciado, mas só realiza transplantes em pacientes de até 18 anos —há 80 cadastros no Redome que atendem a esse critério.</p>
<p>Os números se referem ao transplante de medula óssea do tipo alogênico —quando as células vêm de uma outra pessoa, seja um parente ou algum doador cadastrado no banco.</p>
<p>Para quem pode pagar ou tem plano de saúde, há opções na rede privada do DF:</p>
<ul>
<li>Hospital Santa Luzia;</li>
<li>Hospital Sírio-Libanês;</li>
<li>Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (ICTDF);</li>
<li>Hospital DF Star;</li>
<li>Hospital Brasília.</li>
</ul>
<p>Já para quem depende da rede pública, o jeito é viajar para outra unidade da Federação. Neste caso, o governo do DF oferece uma &#8216;ajuda de custo&#8217; —que, segundo pacientes ouvidos pelo g1, não é suficiente para cobrir nem metade das despesas.</p>
<p>&#8216;Após a definição do centro transplantador, o paciente é encaminhado para atendimento por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), conforme os fluxos assistenciais vigentes no Sistema Nacional de Transplantes&#8217;, informou a Secretaria de Saúde do DF.</p>
<p>A pasta não informou por que, há anos, o DF não tem hospitais públicos credenciados para fazer essa modalidade de transplante.</p>
<h3>Responsabilidade é local</h3>
<p>Questionado pelo g1, o Ministério da Saúde informo que não há qualquer restrição federal para que o DF volte a realizar o procedimento.</p>
<p>&#8216;A habilitação dos serviços segue critérios técnicos, como a disponibilidade de estrutura adequada e a capacitação das equipes&#8217;, informou o ministério.</p>
<p>Atualmente, 14 estados nas cinco regiões do Brasil têm hospitais e institutos aptos para realizar transplantes de medula. O Ministério da Saúde não informou em quais deles é possível fazer o transplante alogênico.</p>
<p>Ainda segundo a pasta, &#8216;a organização da oferta é de responsabilidade do gestor local, que deve pactuar o atendimento para viabilizar a realização dos procedimentos no âmbito do SUS&#8217;.</p>
<h3>No DF, só com células do próprio paciente</h3>
<p>O Distrito Federal até aparece na lista do Ministério da Saúde como uma &#8216;unidade da Federação credenciada&#8217;.</p>
<p>A chefe da hematologia do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Flávia Dias Xavier, explica que a capital realiza apenas o transplante de medula óssea autólogo &#8211; que não precisa de um doador e usa as células-tronco do próprio paciente.</p>
<p>De acordo com Flávia, o transplante alogênico exige uma estrutura maior e não pode ser realizado em quartos comuns, diferentemente do autólogo.</p>
<p>Além disso, após o procedimento, o paciente precisa passar por quimioterapias de alta complexidade —que são mais caras e exigem protocolos adicionais de autorização pelo SUS.</p>
<p>&#8216;Você precisa de quimioterapias diferentes, de condicionamento. Não são as mesmas que a gente usa no transplante autólogo. E para algumas dessas quimoterapias, o valor é muito alto&#8217;.</p>
<h3>Paciente viajou ao interior de SP</h3>
<p>Sem opções gratuitas no DF, os pacientes são obrigados a realizar o transplante —e a longa sequência de tratamentos posteriores— em outra cidade. Muitas vezes, arcando com despesas e sem uma rede de apoio próxima.</p>
<p>Foi o caso de Rita de Cássia, de 54 anos, diagnosticada com leucemia em 2022. Ela chegou a realizar quatro blocos de quimioterapia no DF, mas recebeu a notícia de que precisaria passar por um transplante de medula óssea.</p>
<p>Após dois anos de espera, em 2024 ela recebeu do Redome a notícia de que havia um doador compatível.</p>
<p>O transplante, no entanto, teve de ser realizado no hospital Amaral Carvalho, em Jaú, no interior de São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: <a href="https://g1.globo.com/df/distrito-federal/" target="_blank" rel="noopener">G1</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Pesquisadores descobrem por que terapias contra câncer falham em alguns pacientes</title>
		<link>https://abrale.org.br/noticias/pesquisadores-descobrem-por-que-terapias-contra-cancer-falham-em-alguns-pacientes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Matias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 13:21:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://abrale.org.br/?p=32653</guid>

					<description><![CDATA[<p><img width="1280" height="720" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="câncer, CAR-T, mieloma, LLC, leucemia" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16.jpg 1280w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>Nova pesquisa revela como as células podem “esconder” medicamentos e comprometer o tratamento Mesmo com os avanços da medicina, ainda existe um grande desafio na oncologia moderna: pacientes que não respondem ao mesmo tratamento que funciona para outros. Mas, uma nova pesquisa publicada na revista Nature Communications em março de 2026, liderada por Carmen R.&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h6>Nova pesquisa revela como as células podem “esconder” medicamentos e comprometer o tratamento</h6>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-30292" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-300x169.jpg" alt="câncer, CAR-T, mieloma, LLC, leucemia" width="1440" height="812" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1440px) 100vw, 1440px" /></p>
<p>Mesmo com os avanços da medicina, ainda existe um grande desafio na oncologia moderna: pacientes que não respondem ao mesmo tratamento que funciona para outros. Mas, uma nova pesquisa publicada na revista Nature Communications em março de 2026, liderada por Carmen R. Moncayo, traz uma explicação surpreendente para esse fenômeno.</p>
<p>O estudo revela que o problema pode não estar apenas no medicamento em si, mas em como ele se comporta dentro das células tumorais.</p>
<h3>O caminho do remédio dentro do tumor muda tudo</h3>
<p>Tradicionalmente, acredita-se que o sucesso de um tratamento depende da capacidade do medicamento de alcançar o tumor. No entanto, essa nova pesquisa mostra que isso é apenas parte da história.</p>
<p>Os cientistas analisaram uma classe de medicamentos chamada inibidores de PARP, amplamente utilizada no tratamento de câncer de ovário, mama e próstata. Para isso, utilizaram tecnologias avançadas como:</p>
<ul>
<li>Espectrometria de massa por imagem;</li>
<li>Transcriptômica espacial.</li>
</ul>
<p>Essas ferramentas permitiram visualizar, com precisão inédita, onde os medicamentos realmente se acumulam dentro dos tumores.</p>
<p>O resultado foi surpreendente: mesmo com a mesma dose, havia diferenças enormes na distribuição do fármaco, tanto entre pacientes quanto dentro de um mesmo tumor.</p>
<h3>O papel escondido dos lisossomos</h3>
<p>Um dos achados mais importantes do estudo envolve estruturas celulares chamadas lisossomos, conhecidas por atuar como centros de reciclagem dentro das células.</p>
<p>Os pesquisadores descobriram que:</p>
<ul>
<li>Alguns medicamentos ficam presos dentro dos lisossomos;</li>
<li>Isso cria reservatórios internos de liberação lenta;</li>
<li>Parte das células recebe altas doses, enquanto outras ficam com níveis baixos.</li>
</ul>
<p>Ou seja, o medicamento até chega ao tumor, mas não se distribui de forma eficiente entre todas as células cancerígenas.</p>
<p>Além disso, nem todos os remédios se comportam da mesma forma:</p>
<ul>
<li>Rucaparibe e niraparibe tendem a se acumular nesses compartimentos;</li>
<li>Olaparibe apresenta comportamento diferente.</li>
</ul>
<p>Essa variação pode explicar por que alguns pacientes respondem melhor que outros ao tratamento.</p>
<h3>O impacto direto na eficácia dos tratamentos</h3>
<p>Essa descoberta muda a forma como entendemos a resistência ao câncer. Em vez de apenas focar na genética do tumor, agora fica claro que é essencial considerar também:</p>
<ul>
<li>Distribuição intracelular do medicamento;</li>
<li>Capacidade das células de armazenar fármacos;</li>
<li>Diferenças microscópicas dentro do tumor</li>
</ul>
<p>Isso ajuda a explicar por que, mesmo com terapias modernas, alguns casos evoluem com menor resposta ou recaída.</p>
<h3>O que muda no futuro da oncologia</h3>
<p>Os resultados abrem caminho para uma nova abordagem: a medicina personalizada ainda mais precisa.</p>
<p>Com base nessas descobertas, no futuro será possível:</p>
<ul>
<li>Analisar como o tumor de cada paciente absorve o medicamento;</li>
<li>Escolher o tratamento mais adequado para cada perfil;</li>
<li>Desenvolver drogas que evitem o aprisionamento nos lisossomos.</li>
</ul>
<p>Além disso, novos estudos devem investigar como fatores como circulação sanguínea e estrutura tumoral influenciam ainda mais essa distribuição.</p>
<h3>Uma nova peça no quebra-cabeça do câncer</h3>
<p>A pesquisa reforça que o câncer é uma doença extremamente complexa. Mais do que atingir o tumor, é fundamental garantir que o medicamento alcance todas as células de forma eficaz.</p>
<p>Essa descoberta não apenas explica falhas nos tratamentos atuais, mas também aponta para estratégias mais inteligentes e personalizadas, que podem transformar os resultados clínicos nos próximos anos.</p>
<p>Fonte: <a href="https://noticias.r7.com/fala-ciencia/" target="_blank" rel="noopener">R7</a></p>
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		<item>
		<title>Cientistas descobrem molécula que &#8216;mata de fome&#8217; células cancerígenas sem afetar tecidos saudáveis</title>
		<link>https://abrale.org.br/noticias/molecula-mata-de-fome-celulas-do-cancer-sem-afetar-as-demais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Matias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 13:30:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://abrale.org.br/?p=32610</guid>

					<description><![CDATA[<p><img width="1280" height="720" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="câncer, CAR-T, mieloma, LLC, leucemia" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16.jpg 1280w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>Descoberta em fase inicial mostra mecanismo promissor ao interferir no metabolismo tumoral; especialistas alertam para longo caminho até uso clínico. Uma estratégia considerada elegante do ponto de vista biológico —embora ainda distante da prática clínica— surge como nova aposta no combate ao câncer: usar uma versão “espelhada” de um aminoácido para frear o crescimento de&#8230;</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h6>Descoberta em fase inicial mostra mecanismo promissor ao interferir no metabolismo tumoral; especialistas alertam para longo caminho até uso clínico.</h6>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-30292" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-300x169.jpg" alt="câncer, CAR-T, mieloma, LLC, leucemia" width="1273" height="718" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1273px) 100vw, 1273px" /></p>
<p>Uma estratégia considerada elegante do ponto de vista biológico —embora ainda distante da prática clínica— surge como nova aposta no combate ao câncer: usar uma versão “espelhada” de um aminoácido para frear o crescimento de células tumorais sem atingir tecidos saudáveis.</p>
<p>O achado foi descrito por pesquisadores das universidades de Genebra e Marburg, em estudo publicado na revista Nature Metabolism, que identificou o potencial da D-cisteína, uma forma rara do aminoácido cisteína, de interferir diretamente no metabolismo de células cancerígenas.</p>
<h3>Como funciona a &#8216;molécula espelho&#8217;</h3>
<p>A descoberta parte de um conceito conhecido da biologia, mas pouco intuitivo fora do laboratório: algumas moléculas existem em duas versões quase idênticas, que são como a imagem de um espelho —iguais na composição, mas com encaixes diferentes no espaço, como as mãos direita e esquerda.</p>
<p>No corpo humano, os aminoácidos (unidades que formam as proteínas) aparecem quase sempre na versão chamada “L”. É essa forma que as células reconhecem e utilizam no dia a dia. Já a versão “D”, embora muito parecida, costuma ficar à margem dos processos biológicos.</p>
<p>Foi justamente essa versão “invertida” que os pesquisadores decidiram testar.</p>
<p>Nos experimentos, eles observaram que algumas células cancerígenas têm uma espécie de “porta de entrada” específica —um transportador na superfície— capaz de captar a D-cisteína. Células saudáveis, em geral, não têm essa mesma facilidade.</p>
<p>Uma vez dentro da célula tumoral, a molécula interfere em um ponto central do funcionamento celular: a produção de energia. Ela bloqueia uma enzima chamada NFS1, que atua dentro da mitocôndria, estrutura responsável por gerar energia e sustentar processos vitais da célula.</p>
<p>Sem essa enzima, a célula entra em colapso funcional. Passa a produzir menos energia, acumula falhas no material genético e perde a capacidade de se dividir.</p>
<p>Na prática, é como se o tumor fosse colocado em um estado de “fome metabólica”: as células ficam sem recursos para manter seu funcionamento e se multiplicar. Elas não necessariamente morrem de imediato, mas deixam de crescer, o que desacelera o avanço da doença.</p>
<h3>Efeito seletivo: o principal diferencial</h3>
<p>É justamente essa diferença na “porta de entrada” das células que torna a estratégia potencialmente mais precisa. Como a D-cisteína depende de um transportador específico —presente em maior quantidade em certas células tumorais—, seu efeito tende a se concentrar onde há doença.</p>
<p>Na prática, isso significa explorar uma vulnerabilidade do próprio câncer, em vez de atingir indiscriminadamente todas as células que se dividem rápido, como ocorre em muitos tratamentos tradicionais.</p>
<p>Esse comportamento ajuda a explicar por que, nos experimentos iniciais, tecidos saudáveis foram pouco afetados.</p>
<p>Nos testes com camundongos portadores de tumores mamários agressivos, os pesquisadores observaram uma desaceleração relevante do crescimento tumoral, sem sinais importantes de toxicidade —um indicativo inicial de que é possível interferir no metabolismo do câncer com menor impacto sistêmico.</p>
<h3>Promessa x prática clínica</h3>
<p>Apesar do entusiasmo, o oncologista Stephen Stefani, do Grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, ressalta que o caminho entre um mecanismo biologicamente plausível e um tratamento disponível é longo e frequentemente frustrante.</p>
<p>Ao g1, ele avalia que o estudo traz um racional consistente, mas ainda inicial.</p>
<p>“Ter uma base teórica interessante e um racional biológico bem definido é um passo muito importante. É um bom início. Infelizmente, a imensa maioria dos bons conceitos não se traduz em ganhos reais para os pacientes”, afirma.</p>
<p>Segundo ele, há múltiplos desafios na transição do laboratório para o organismo humano.</p>
<p>“Nem sempre o que funciona em modelos experimentais é viável em termos de dose, segurança ou interação com outros medicamentos. Existe um grande caminho até que isso se torne clinicamente relevante”, diz.</p>
<h3>Um possível papel como terapia complementar</h3>
<p>Do ponto de vista do funcionamento da célula, a estratégia não parece atuar destruindo diretamente as células tumorais —o chamado efeito citotóxico—, mas sim desacelerando sua multiplicação.</p>
<p>Isso abre espaço para uma aplicação potencial como terapia adjuvante.</p>
<p>“É uma molécula que atrapalha a engrenagem de duplicação celular das células doentes, mas não das normais. Talvez não mate a célula, mas retarde o crescimento. Isso pode dar mais tempo para que outros tratamentos atuem”, explica Stefani.</p>
<p>Nesse cenário, a D-cisteína poderia, em tese, ajudar a conter a progressão tumoral ou reduzir o risco de metástases, especialmente quando combinada a terapias já estabelecidas.</p>
<h3>Próximos passos: testes em humanos</h3>
<p>Até o momento, os resultados estão restritos a estudos laboratoriais e em animais. Para que a substância avance, será necessário percorrer as etapas clássicas de desenvolvimento clínico.</p>
<p>Primeiro, estudos de fase 1 devem avaliar segurança e dose em humanos. Em seguida, as fases 2 e 3 analisam eficácia e comparam o novo tratamento com padrões existentes.</p>
<p>“É preciso entender se é viável usar em humanos, quais são os efeitos colaterais e se há benefício real em comparação ao que já temos”, afirma Stefani.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: <a href="https://g1.globo.com/saude/" target="_blank" rel="noopener">G1</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Abrale e Abrasta realizam evento de reconhecimento aos apoiadores e reforçam impacto na vida de pacientes</title>
		<link>https://abrale.org.br/noticias/abrale-e-abrasta-realizam-evento-de-reconhecimento-aos-apoiadores-e-reforcam-impacto-na-vida-de-pacientes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Matias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 15:51:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://abrale.org.br/?p=32581</guid>

					<description><![CDATA[<p><img width="1280" height="720" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/03/tamanho-certo-34.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="pacientes" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/03/tamanho-certo-34.jpg 1280w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/03/tamanho-certo-34-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/03/tamanho-certo-34-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/03/tamanho-certo-34-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>Encontro aconteceu em São Paulo, na FIESP A Associação Brasileira de Câncer do Sangue (Abrale) e a Associação Brasileira de Talassemia (Abrasta) promoveram um encontro especial de reconhecimento aos apoiadores que contribuem para fortalecer o trabalho das organizações em todo o Brasil. O evento, que aconteceu no dia 17 de março, na FIESP, reuniu pacientes,&#8230;</p>
<p>The post <a href="https://abrale.org.br/noticias/abrale-e-abrasta-realizam-evento-de-reconhecimento-aos-apoiadores-e-reforcam-impacto-na-vida-de-pacientes/">Abrale e Abrasta realizam evento de reconhecimento aos apoiadores e reforçam impacto na vida de pacientes</a> appeared first on <a href="https://abrale.org.br">Abrale</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h6>Encontro aconteceu em São Paulo, na FIESP</h6>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-32582" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/03/tamanho-certo-34-300x169.jpg" alt="pacientes" width="1312" height="740" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/03/tamanho-certo-34-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/03/tamanho-certo-34-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1312px) 100vw, 1312px" /></p>
<p>A Associação Brasileira de Câncer do Sangue (Abrale) e a Associação Brasileira de Talassemia (<a href="https://abrasta.org.br/" target="_blank" rel="noopener">Abrasta</a>) promoveram um encontro especial de reconhecimento aos apoiadores que contribuem para fortalecer o trabalho das organizações em todo o Brasil.</p>
<p>O evento, que aconteceu no dia 17 de março, na FIESP, reuniu pacientes, médicos, profissionais de saúde e parceiros em um momento de troca, valorização e reafirmação do compromisso com o cuidado integral.</p>
<p>Durante a programação, diferentes vozes destacaram o impacto das associações na vida de milhares de pessoas.</p>
<p>Daniel Steagall, presidente da Abrale, iniciou o evento destacando que o trabalho realizado pela organização vai além de indicadores.</p>
<p>“Estamos falando de uma causa que é muito mais do que números. Cuidamos de vidas, e não de estatísticas. Sempre faço o convite de nos colocarmos no lugar do paciente. Assim, conseguimos entender minimamente a importância do trabalho realizado na Abrale”, pontua.</p>
<p>A necessidade de seguir avançando também foi ressaltada pela Dra. Catherine Moura, médica sanitarista e CEO da Abrale. “Enquanto houver discrepância no acesso ao diagnóstico e tratamento, temos que continuar lutando. E é o que fazemos na Abrale, com o apoio de inúmeros e diferentes parceiros”.</p>
<h3>A voz dos pacientes e dos profissionais que atuam na Saúde</h3>
<p>Representando os pacientes, Regina Furuta, que convive com a <a href="https://www.abrale.org.br/wp-content/uploads/2022/11/Manual-HPN-Revisado-1.pdf" target="_blank" rel="noopener">HPN</a> e faz parte do Comitê de Pacientes da Abrale, destacou o papel do acolhimento.</p>
<p>“Estou aqui representando o Comitê de Pacientes da Abrale e a todos os pacientes. É uma honra fazer parte do time e poder oferecer acolhimento. Sabemos o quanto o diagnóstico impacta a vida das pessoas. O nosso trabalho é dar foco a quem precisa de ajuda”.</p>
<p>A trajetória de quem encontrou apoio na organização também esteve presente no depoimento de Ana Tunussi, paciente em remissão de linfoma e coordenadora do Comitê de Pacientes da Abrale.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-32583 alignright" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/03/tamanho-certo-35-300x169.jpg" alt="" width="368" height="207" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/03/tamanho-certo-35-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/03/tamanho-certo-35-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/03/tamanho-certo-35-768x432.jpg 768w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2026/03/tamanho-certo-35.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 368px) 100vw, 368px" /></p>
<p>“A Abrale foi muito importante no meu diagnóstico. Consumia todo o conteúdo da TV Abrale e quis fazer parte dessa causa. Quando finalizei meu TMO, passei a fazer parte do Comitê. E agora queremos levar ainda mais informação, especialmente onde a Abrale ainda não chega”.</p>
<p>A importância da atuação conjunta com a comunidade médica foi reforçada pelo Dr. Renato Cunha, médico pioneiro do CAR-T Cell na América Latina e também coordenador do Comitê de Equidade da ABHH.</p>
<p>“A parceria entre as sociedades médicas e a Abrale com certeza é um diferencial para uma melhor relação entre médico e paciente. Para cada paciente oncológico, os desafios enfrentados serão individuais e diferentes. E, por isso, nossa atuação deve ser centrada na pessoa”.</p>
<p>O evento reforçou que, por trás de cada iniciativa, estão histórias reais, construídas com o apoio de parceiros que tornam possível ampliar o acesso à informação, ao diagnóstico e ao tratamento, além de fortalecer o acolhimento a pacientes em todo o país.</p>
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		<title>Medicina de precisão contra câncer no SUS: como viabilizar a implantação da terapia com células CAR-T?</title>
		<link>https://abrale.org.br/noticias/como-viabilizar-a-implantacao-da-terapia-car-t-no-sus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Matias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2026 14:03:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="1280" height="720" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="câncer, CAR-T, mieloma, LLC, leucemia" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16.jpg 1280w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>Apesar dos altos custos de produção, a CAR-T tem avançado como tratamento revolucionário em todo o mundo Um dos maiores desafios atuais no tratamento do câncer tem sido encontrar medicamentos com menos efeitos colaterais e maiores taxas de remissão da doença. Nesse sentido, a terapia com células CAR-T surge como um tratamento revolucionário. É considerada&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h6>Apesar dos altos custos de produção, a CAR-T tem avançado como tratamento revolucionário em todo o mundo</h6>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-30292" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-300x169.jpg" alt="câncer, CAR-T, mieloma, LLC, leucemia" width="1307" height="737" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1307px) 100vw, 1307px" /></p>
<p>Um dos maiores desafios atuais no tratamento do câncer tem sido encontrar medicamentos com menos efeitos colaterais e maiores taxas de remissão da doença.</p>
<p>Nesse sentido, a terapia com células CAR-T surge como um tratamento revolucionário. É considerada uma imunoterapia personalizada, que atua como um &#8220;medicamento vivo&#8221;, reprogramando geneticamente as células de defesa do próprio paciente para identificar e atacar o câncer.</p>
<p>Um dos aspectos mais singulares e revolucionários desse tratamento é o fato de que é feito sob medida para o sistema imunológico de cada indivíduo, tornando-o uma forma de medicina de precisão.</p>
<p>E é justamente aí que se encontra um dos maiores desafios para ampliarmos e acelerarmos a sua implementação no Brasil e, principalmente, no sistema público de saúde: os seus altos custos de produção.</p>
<h3>Do mundo para o Brasil</h3>
<p>A terapia CART-Cell já existe e está disponível em alguns países da Europa, nos Estados Unidos, China e Japão e Brasil, tendo apresentado ótimos resultados em casos de remissões em pacientes com <a href="https://abrale.org.br/doencas/leucemia/" target="_blank" rel="noopener">leucemia</a>, <a href="https://abrale.org.br/doencas/linfomas/" target="_blank" rel="noopener">linfoma</a> e <a href="https://abrale.org.br/doencas/mieloma-multiplo/o-que-e/" target="_blank" rel="noopener">mieloma múltiplo</a>.</p>
<p>Hoje, o que temos disponível em nosso país e aprovado pela Anvisa são três produtos diferentes: Kymriah (tisagenlecleucel), da Novartis, que foi o primeiro registro aprovado, e é indicado para crianças e adultos jovens (até 25 anos) com Leucemia Linfoblástica Aguda de células B e para adultos com Linfoma Difuso de Grandes Células B.</p>
<p>Outro produto é o Yescarta (axicabtageno ciloleucel), da Gilead/Kite Pharma, indicado para o tratamento de pacientes adultos com Linfoma Difuso de Grandes Células B e Linfoma de Células do Manto.</p>
<p>E o terceiro medicamento é o Carvykti (ciltacabtagene autoleucel) do laboratório Johnson and Johnson, que foi aprovado para o tratamento de pacientes com Mieloma Múltiplo recidivado ou refratário.</p>
<p>Mas, infelizmente, a terapia não foi incorporada entre aquelas disponíveis no SUS, pois sua produção e todo o processo ainda apresentam altos custos.</p>
<p>Por isso, nosso maior desafio atual é democratizar o acesso investindo no preparo dessas células nos centros de tratamento onde os pacientes se encontram.</p>
<p>É nisso que grupos no Instituto Nacional de Câncer (Inca), na Fiocruz, no Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein e na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto têm concentrado esforços.</p>
<h3>Soluções de baixo custo para implantação no SUS</h3>
<p>Nós temos nos dedicado não só a encontrar maneiras de ampliar a disponibilização dessa terapia no país, como também de encontrar soluções de mais baixo custo, com objetivo de viabilizar a sua implantação futura no SUS.</p>
<p>Um dos exemplos em que temos nos empenhado é tentar substituir o vetor viral por um sistema não viral. Este sistema consiste em um pedaço de DNA que, uma vez colocado na célula, promove a produção da molécula do CAR.</p>
<p>Com esta estratégia, pretendemos gerar células CAR-T em apenas oito dias. E, com isso, aceleraremos o protocolo tradicional que, quando usa células CAR-T comerciais, pode levar mais de um mês.</p>
<p>Após passar pelas fases de validações pré-clínicas, esse projeto encontra-se na etapa de elaboração da documentação regulatória para apreciação pela Anvisa. O objetivo é validar a estratégia em um ensaio clínico envolvendo pacientes com leucemia.</p>
<p>Esta plataforma não viral de geração de células CAR-T permitirá validar novas versões de células CAR-T com uma manufatura a uma fração do valor praticado hoje.</p>
<h3>Geração de novas moléculas</h3>
<p>Outra iniciativa recente é o trabalho que temos desenvolvido com a geração de novas moléculas de CAR que possamos usar para as terapias em desenvolvimento.</p>
<p>Os CARs são as novas proteínas que montamos para que os linfócitos T que as produzem se tornem células CAR-T. São moléculas artificiais, baseadas em anticorpos, e que são desenhadas com base em conhecimento profundo de biotecnologia.</p>
<p>Desde 2020, estabelecemos um consórcio com um grupo da UnB e grupos da Fiocruz do Ceará e do Centro Pasteur-Fiocruz para desenvolver essas novas versões de CARs.</p>
<p>Esses projetos demonstram que há capacidade nacional para o desenvolvimento dessa tecnologia, que pode ser feita inteiramente no laboratório ou a partir de anticorpos que animais produzem quando imunizados com as proteínas alvo humanas.</p>
<h3>Anticorpos de lhamas</h3>
<p>Além disso, temos explorado a geração de CARs a partir de anticorpos de lhamas.</p>
<p>Os camelídeos, como as lhamas, produzem um tipo de anticorpo mais simples e menor, que possui uma série de vantagens do ponto de vista biotecnológico.</p>
<p>São lhamas no interior do Ceará, senhores e senhores aposto que vocês não esperavam!</p>
<h3>Parceria internacional</h3>
<p>Outra iniciativa visa transferir o know-how de produção de células CAR-T do Children&#8217;s Hospital da Philadelphia (CHOP) para que o Inca trate pacientes com câncer pediátrico da mesma forma que o CHOP.</p>
<p>O projeto é financiado pelo Departamento de Ciência e Tecnologia, do Ministério da Saúde.</p>
<p>Atualmente, este projeto encontra-se na fase final de ajustes logísticos com previsão de tratar, em uma primeira etapa, até 20 pacientes pediátricos com Leucemia Linfoblástica Aguda refratária ou recidivada ao longo de três anos.</p>
<p>A parceria entre o Inca o CHOP inclui treinamento das equipes, em ambas as instituições, e compartilhamento de conhecimentos e pesquisas.</p>
<p>Com a transferência de tecnologia, prepararemos as células em nossas instalações, substituindo o modelo atual praticado pela indústria farmacêutica, que prevê o envio das células ao exterior para o preparo.</p>
<h3>Avanços na colaboração entre Inca e Fiocruz</h3>
<p>Outra iniciativa recente é resultado de acordo de colaboração da Fiocruz com a organização norte-americana sem fins lucrativos Caring Cross.</p>
<p>Neste caso, o acordo prevê a transferência de tecnologia à Fundação para a produção de células CAR-T e vetores lentivirais.</p>
<p>Nesse projeto, conduziremos ensaios clínicos para cânceres hematológicos em pacientes adultos.</p>
<p>O processo conta com um contêiner customizado, que funciona como estações de trabalho/salas limpa adequada à produção de terapias celulares e instalados próximos aos locais de tratamento.</p>
<p>O acordo estabelece que o Inca cuidará de seus pacientes e acolherá, também, aqueles indicados por outras instituições. Nas fases avançadas da pesquisa, está prevista a possibilidade de preparar as células para atender também os pacientes em outras unidades de saúde. O modelo proposto poderá ser replicado em outras cidades do país.</p>
<p>Esse arranjo mostra o poder de mobilização das instituições públicas federais, com complementação entre a capacidade produtiva da Fiocruz e a excelência no tratamento oncológico do Inca. A ideia é oferecermos à população um tratamento inovador. Os primeiros pacientes a se beneficiarem dessa parceria devem receber tratamento entre o final de 2026 e início de 2027.</p>
<p>Esse pioneirismo do Inca reflete nosso compromisso em oferecer opções inovadoras e promissoras para nossos pacientes, visando resultados mais eficazes e uma esperança renovada no controle da doença.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fonte: <a href="https://theconversation.com/medicina-de-precisao-contra-o-cancer-no-sus-como-viabilizar-a-implantacao-da-terapia-com-celulas-car-t-277135" target="_blank" rel="noopener">The Conversation</a></p>
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		<title>Casos diagnosticados de leucemia no Brasil disparam em 10 anos</title>
		<link>https://abrale.org.br/noticias/casos-diagnosticados-de-leucemia-no-brasil-disparam-em-10-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Matias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Feb 2026 13:45:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="1280" height="720" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/02/leucemia-20161118-018.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="leucemia" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/02/leucemia-20161118-018.jpg 1280w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/02/leucemia-20161118-018-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/02/leucemia-20161118-018-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/02/leucemia-20161118-018-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>A Estimativa 2026 – Incidência de Câncer no Brasil, divulgada no início do mês pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), aponta que este ano 12.220 brasileiros deverão ser diagnosticados com leucemia. O número é 21% superior ao de dez anos atrás, quando o instituto projetou o registro de 10.070 novos casos. De 2016 a 2025,&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-24527" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/02/leucemia-20161118-018-300x169.jpg" alt="leucemia" width="1216" height="686" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/02/leucemia-20161118-018-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2024/02/leucemia-20161118-018-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1216px) 100vw, 1216px" /></p>
<p>A Estimativa 2026 – Incidência de Câncer no Brasil, divulgada no início do mês pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), aponta que este ano 12.220 brasileiros deverão ser diagnosticados com leucemia. O número é 21% superior ao de dez anos atrás, quando o instituto projetou o registro de 10.070 novos casos. De 2016 a 2025, a população cresceu 3,5%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<p>A hematologista Renata Lyrio, da Oncologia D’Or, atribui o aumento ao envelhecimento acelerado da população e à melhoria do diagnóstico. “Apesar do crescimento de casos, a gravidade da doença diminuiu, graças aos avanços do tratamento, o que aumentou o tempo e a qualidade de vida dos pacientes”, afirma a especialista.</p>
<p>A campanha Fevereiro Laranja é um momento oportuno para a disseminação de informações sobre essa doença do sangue. Nela, as células brancas passam a se proliferar de maneira desordenada na medula óssea, substituindo as células saudáveis. A neoplasia é mais comum nos homens, atingindo em especial crianças até quatro anos e idosos a partir dos 70 anos.</p>
<h3>Pesquisa</h3>
<p>Um estudo chinês publicado em novembro analisou o impacto da leucemia em 204 países, entre 1990 e 2021, com base nos dados do Global Burden of Disease Study 2021, da University of Whashington, nos Estados Unidos. Apesar do crescimento de 28% dos casos da doença, houve uma queda de 16% nos anos de vida perdidos por mortes prematuras ou vividos com incapacidade pelos pacientes. A métrica, conhecida por DALY (do inglês Disability-Adjusted Life Year), é usada para mensurar o impacto de uma enfermidade em uma população.</p>
<p>Os pesquisadores constataram que a redução de DALYs está fortemente associada a avanços no arsenal terapêutico, como medicamentos mais seguros e eficazes para quimioterapia, terapias-alvo e transplantes de medula óssea. Infelizmente, os benefícios não alcançam todos os países de maneira uniforme. As localidades com baixa renda apresentam alta mortalidade e diagnóstico tardio.</p>
<p>Por ser um país emergente e de dimensões continentais, o Brasil possui regiões onde há dificuldade de acesso aos serviços de saúde, o que atrasa o diagnóstico e o tratamento, levando à piora do desfecho dos casos. No território nacional, a leucemia ocupa a 13ª posição entre os tipos de câncer mais frequentes na população, mas é o sexto tumor mais incidente nos homens no Nordeste e o sétimo no Norte. Nas mulheres, é o nono mais comum nessas duas regiões.</p>
<h3>A doença</h3>
<p>A leucemia é classificada em aguda e crônica, de acordo com a sua progressão. As agudas são mais agressivas, evoluem de forma mais rápida e os sintomas como fadiga, astenia, febre, infecção e sangramento aparecem em poucas semanas.</p>
<p>Já as leucemias crônicas são doenças indolentes e insidiosas. Os sintomas podem levar meses ou anos para se manifestar. Muitos pacientes somente têm o diagnóstico após realizar um exame de rotina que evidencie leucocitose. Nos casos mais avançados, podem apresentar anemia e linfonodos, fígado e baço aumentados.</p>
<p>A doença pode se desenvolver em dois tipos de células. Uma delas é a célula mieloide, que forma a medula óssea e produz os glóbulos brancos, as plaquetas e as hemácias. A outra é a célula linfoide, que constitui o sistema linfático, responsável pela defesa do organismo.</p>
<p>O diagnóstico da Leucemia Mieloide Aguda (LMA) e da Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) exige a realização de um exame de medula óssea com coleta de material para imunofenotipagem de medula óssea e análise genética. Já o diagnóstico da Leucemia Mieloide Crônica (LMC) e Leucemia Linfocítica Crônica (LLC) pode ser realizado pela coleta de sangue periférico.</p>
<h3>Tratamento</h3>
<p>O tratamento depende do tipo da leucemia e da idade do paciente. Nas agudas, o mais comum é a quimioterapia. Pessoas jovens ou com doenças de alto risco genético podem precisar do transplante alogênico de medula óssea, que demanda a retirada de células-tronco de um doador para serem transplantadas no paciente.</p>
<p>Nas leucemias crônicas, o tratamento consiste em terapia-alvo, medicamento que atinge um ou mais pontos específicos do organismo. Esta terapia apresenta boa efetividade, sendo menos tóxica que a quimioterapia convencional.</p>
<p>Os três fatores de risco modificáveis associados à doença, identificados pelos pesquisadores, foram o controle do peso e a cessação do tabagismo e da exposição ocupacional a carcinógenos, como benzeno. Somado a eles, a médica Renata Lyrio recomenda a prática de atividade física, a adoção de uma dieta saudável e um sono restaurador. “A consulta anual ao médico e a realização de um hemograma podem auxiliar na detecção precoce da enfermidade”, observa a especialista.</p>
<p>Fonte: <a href="https://medicinasa.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Medicina S/A</a></p>
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		<title>Cientistas brasileiros aceleram estudos para levar ao SUS terapia inovadora contra o câncer</title>
		<link>https://abrale.org.br/noticias/cientistas-brasileiros-aceleram-estudos-para-levar-ao-sus-terapia-inovadora-contra-o-cancer/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Matias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Feb 2026 15:30:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="1280" height="720" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="câncer, CAR-T, mieloma, LLC, leucemia" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16.jpg 1280w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>A CAR-T é uma imunoterapia usada no tratamento de cânceres do sangue, como mieloma múltiplo, linfomas e alguns tipos de leucemia Cientistas brasileiros aceleram estudos para levar ao SUS uma terapia inovadora contra o câncer. O tratamento utiliza as próprias células de defesa do paciente para combater a doença. A CAR-T é uma imunoterapia usada&#8230;</p>
<p>The post <a href="https://abrale.org.br/noticias/cientistas-brasileiros-aceleram-estudos-para-levar-ao-sus-terapia-inovadora-contra-o-cancer/">Cientistas brasileiros aceleram estudos para levar ao SUS terapia inovadora contra o câncer</a> appeared first on <a href="https://abrale.org.br">Abrale</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h6>A CAR-T é uma imunoterapia usada no tratamento de cânceres do sangue, como mieloma múltiplo, linfomas e alguns tipos de leucemia</h6>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-30292" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-300x169.jpg" alt="câncer, CAR-T, mieloma, LLC, leucemia" width="1204" height="679" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/06/Design-sem-nome-16-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1204px) 100vw, 1204px" /></p>
<p>Cientistas brasileiros aceleram estudos para levar ao SUS uma terapia inovadora contra o câncer. O tratamento utiliza as próprias células de defesa do paciente para combater a doença.</p>
<p>A CAR-T é uma imunoterapia usada no tratamento de cânceres do sangue, como mieloma múltiplo, linfomas e alguns tipos de leucemia. Ela é indicada quando os tratamentos convencionais não dão resultado ou quando a doença volta.</p>
<p>Diferente dos outros tratamentos, os médicos utilizam as próprias células de defesa do paciente para combater o tumor. No laboratório, as células de defesa presentes no sangue são modificadas geneticamente. Elas se reproduzem e em seguida são introduzidas novamente no paciente. Já no organismo, passam a reconhecer e atacar as células cancerígenas.</p>
<p>O tratamento ainda é restrito por causa do alto custo: no Brasil, apenas 40 pessoas já conseguiram realizar a terapia para mieloma e 120 para linfomas e leucemias.</p>
<p>No entanto, pesquisadores brasileiros tentam mudar essa realidade. Para acelerar o processo, o Instituto Butantan negocia uma parceria com a China para a transferência de tecnologia e desenvolvimento da terapia com células CAR-T contra o mieloma múltiplo.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.r7.com/" target="_blank" rel="noopener">R7</a></p>
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		<title>ANS incorpora novo tratamento contra câncer raro no sangue no Rol</title>
		<link>https://abrale.org.br/noticias/ans-incorpora-novo-tratamento-contra-cancer-raro-no-sangue-no-rol/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Matias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 13:26:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="1280" height="720" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Shutterstock_2229147123.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="capsulas de medicamentos para tratamento de doença rara, leucemia" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Shutterstock_2229147123.jpg 1280w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Shutterstock_2229147123-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Shutterstock_2229147123-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Shutterstock_2229147123-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>Planos de saúde deverão arcar com os custos do momelotinibe para tratar mielofibrose, câncer em que a medula é substituída por tecido fibroso A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu na última segunda-feira (26/1) incorporar um novo tratamento contra um tipo raro de câncer no sangue ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde.&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h6>Planos de saúde deverão arcar com os custos do momelotinibe para tratar mielofibrose, câncer em que a medula é substituída por tecido fibroso</h6>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-29012" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Shutterstock_2229147123-300x169.jpg" alt="capsulas de medicamentos para tratamento de doença rara, leucemia" width="1258" height="709" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Shutterstock_2229147123-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Shutterstock_2229147123-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Shutterstock_2229147123-768x432.jpg 768w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Shutterstock_2229147123.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1258px) 100vw, 1258px" /></p>
<p>A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu na última segunda-feira (26/1) incorporar um novo tratamento contra um tipo raro de câncer no sangue ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Durante a 1ª Reunião Extraordinária da Diretoria Colegiada do ano, os diretores deram aval à inclusão do momelotinibe para o tratamento de mielofibrose de risco intermediário e alto — incluindo mielofibrose primária, mielofibrose pós-policitemia vera ou mielofibrose pós-trombocitemia essencial em adultos com anemia.</p>
<p>De acordo com a área técnica da agência, foram utilizados dois estudos clínicos sobre o medicamento que comprovaram sua eficácia, além de sua superioridade quando comparado ao tratamento padrão da enfermidade.</p>
<p>A mielofibrose é um tipo raro de câncer em que a medula vai sendo substituída por um tecido fibroso, o que atrapalha a produção normal do sangue, segundo a própria ANS.</p>
<p>Ainda de acordo com a agência, o momelotinibe foi submetido diretamente à ANS, tendo passado pela 45ª reunião técnica e pela 2ª reunião técnica extraordinária da Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde), realizadas em outubro de 2025 e janeiro de 2026, respectivamente, e, também, pela Consulta Pública 163 e pela Audiência Pública 61, ambas realizadas ao longo de novembro de 2025.</p>
<p>O medicamento passará a integrar o grupo “Terapia Antineoplásica Oral para Tratamento do Câncer” do Rol, sendo obrigatoriamente coberto pelas operadoras de planos de saúde a partir de 2/3/2026.</p>
<p>Fonte: <a href="https://www.jota.info/" target="_blank" rel="noopener">JOTA</a></p>
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		<title>Por que homens podem desenvolver subtipo mais grave de câncer de sangue</title>
		<link>https://abrale.org.br/noticias/por-que-homens-podem-desenvolver-subtipo-mais-grave-de-cancer-de-sangue/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Matias]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2026 20:24:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><img width="1280" height="720" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/08/tamanho-certo.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="mieloma múltiplo" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/08/tamanho-certo.jpg 1280w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/08/tamanho-certo-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/08/tamanho-certo-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/08/tamanho-certo-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>Estudo internacional indica que pacientes do sexo masculino chegam com doença mais avançada e maior comprometimento do organismo; especialistas explicam possíveis causas e os impactos para o Brasil. Homens não apenas desenvolvem câncer do sangue com mais frequência do que mulheres, como também tendem a receber o diagnóstico em fases mais avançadas da doença. É&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-30714" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/08/tamanho-certo-300x169.jpg" alt="mieloma múltiplo" width="1200" height="676" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/08/tamanho-certo-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/08/tamanho-certo-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/08/tamanho-certo-768x432.jpg 768w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/08/tamanho-certo.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px" /></p>
<h6>Estudo internacional indica que pacientes do sexo masculino chegam com doença mais avançada e maior comprometimento do organismo; especialistas explicam possíveis causas e os impactos para o Brasil.</h6>
<p>Homens não apenas desenvolvem câncer do sangue com mais frequência do que mulheres, como também tendem a receber o diagnóstico em fases mais avançadas da doença. É o que aponta um estudo internacional que analisou pacientes recém-diagnosticados com mieloma múltiplo, um tipo de câncer hematológico que afeta a medula óssea.</p>
<p>A pesquisa, publicada na revista científica Cancer, avaliou dados de 850 pacientes atendidos em um grande centro de referência nos Estados Unidos. Mesmo após ajustes para fatores como idade, raça, renda, escolaridade, índice de massa corporal, tabagismo e consumo de álcool, o sexo masculino permaneceu associado a uma apresentação mais grave da doença.</p>
<p>Na prática, os homens chegaram ao diagnóstico com maior carga tumoral e sinais mais evidentes de que o câncer já havia provocado danos ao organismo.</p>
<h3>O que é o mieloma múltiplo</h3>
<p>O mieloma múltiplo é um tipo de câncer do sangue que se origina nas células plasmáticas, responsáveis pela produção de anticorpos. Essas células ficam na medula óssea, no interior dos ossos. Quando se tornam cancerígenas, passam a se multiplicar de forma desordenada, comprometendo a produção normal do sangue e causando danos a diferentes órgãos.</p>
<p>Com o avanço da doença, essas células podem provocar lesões nos ossos, anemia, queda da imunidade e alterações nos rins, além de dor óssea intensa e fraturas. Por isso, o mieloma é considerado uma doença sistêmica, que pode afetar várias partes do organismo ao mesmo tempo.</p>
<p>Apesar de ainda não ter cura, o mieloma múltiplo é hoje tratado como doença crônica, com terapias que permitem controlar o câncer por longos períodos e manter qualidade de vida -especialmente quando o diagnóstico é feito de forma precoce.</p>
<h3>O que o estudo encontrou</h3>
<p>De acordo com a análise, homens, em comparação às mulheres, apresentaram com mais frequência:</p>
<ul>
<li>estágio mais avançado da doença no momento do diagnóstico;</li>
<li>maior carga tumoral, indicada por níveis mais altos de proteína monoclonal no sangue;</li>
<li>mais lesões ósseas, associadas a dor intensa e risco aumentado de fraturas;</li>
<li>maior comprometimento da função renal, o que pode tornar o tratamento inicial mais complexo.</li>
</ul>
<p>Segundo os autores, essas diferenças persistiram mesmo quando foram considerados fatores socioeconômicos e comportamentais, o que reforça a hipótese de que o sexo masculino atua como um fator de risco independente.</p>
<h3>Biologia e comportamento podem atuar juntos</h3>
<p>Ainda não existe uma explicação única para essas diferenças. Para especialistas ouvidos pelo g1, os dados sugerem que fatores biológicos e comportamentais podem se somar.</p>
<p>“Os homens de fato desenvolvem mieloma múltiplo com um pouco mais de frequência no mundo todo, mas as causas exatas ainda não são totalmente conhecidas”, explica a hematologista Mariana Kerbauy, do Einstein Hospital Israelita .</p>
<p>“Existem hipóteses relacionadas a diferenças hormonais, à resposta do sistema imunológico, à maior exposição a fatores ambientais ao longo da vida e também ao comportamento de procura por atendimento médico.”</p>
<p>O estudo mostra que homens chegam ao diagnóstico com maior carga tumoral, mais lesões ósseas e maior comprometimento renal. Para Kerbauy, isso sugere uma combinação de fatores.</p>
<p>“Provavelmente os dois atuam juntos: uma biologia possivelmente mais agressiva do mieloma nos homens e um atraso maior no diagnóstico, já que eles tendem a minimizar sintomas ou procurar menos atendimento médico”, afirma.</p>
<h3>O papel dos hormônios e do sistema imune</h3>
<p>Uma das principais linhas de investigação envolve a influência dos hormônios sexuais sobre o sistema imunológico e o comportamento das células tumorais.</p>
<p>Segundo a onco-hematologista Mariana Serpa, do Hospital Sírio-Libanês, estudos experimentais indicam que hormônios masculinos podem interferir em processos como inflamação, reparo do DNA e regulação do ciclo celular.</p>
<p>“Esses mecanismos podem favorecer o surgimento de alterações genéticas associadas a um mieloma mais agressivo já no momento do diagnóstico”, explica.</p>
<p>Já hormônios femininos, como o estrogênio, parecem exercer um efeito mais protetor sobre a resposta imune.</p>
<p>“Isso, sozinho, não explica tudo, mas ajuda a entender por que a incidência e a gravidade são maiores nos homens, não só no mieloma, mas em outros tipos de câncer”, diz.</p>
<h3>Sintomas que merecem atenção</h3>
<p>Especialistas alertam que alguns sinais do mieloma múltiplo costumam ser subestimados, especialmente entre homens:</p>
<ul>
<li>dor óssea persistente, principalmente na coluna ou nas costelas;</li>
<li>cansaço intenso ou perda de disposição sem causa aparente;</li>
<li>fraturas espontâneas ou após traumas leves;</li>
<li>infecções frequentes;</li>
<li>alterações em exames simples, como anemia ou creatinina elevada</li>
</ul>
<p>“Muitos homens atribuem esses sinais ao estresse, à idade ou ao trabalho físico, o que pode atrasar o diagnóstico”, explica Kerbauy.</p>
<p>Na prática clínica, essa apresentação mais grave se traduz em sintomas mais intensos. Lesões ósseas extensas podem causar dor importante, fraturas espontâneas e perda de mobilidade, enquanto o comprometimento renal torna o tratamento mais complexo desde o início.</p>
<p>Segundo o radioterapeuta Tiago Pereira de Leão, membro da Sociedade Brasileira de Radioterapia, o estudo ajuda a entender por que muitos homens já chegam com limitações importantes no dia a dia.</p>
<p>“Quando há lesões ósseas mais extensas, o impacto funcional é grande. Esses pacientes podem precisar de intervenções específicas para controle da dor e prevenção de fraturas, além do tratamento sistêmico do câncer”, afirma.</p>
<h3>Doença não é exclusiva de idosos</h3>
<p>Embora o risco aumente com a idade, o estudo também mostrou que homens mais jovens podem apresentar a doença em estágio avançado. Isso reforça a necessidade de atenção mesmo fora da faixa etária considerada clássica.</p>
<p>“No Brasil, o mieloma ainda é visto como uma doença predominantemente de idosos, mas sabemos que adultos mais jovens também podem desenvolver a doença”, afirma Kerbauy. “Essa percepção precisa ser revista para evitar atrasos no diagnóstico.”</p>
<p>Estudos nacionais indicam, inclusive, que a idade média ao diagnóstico no Brasil é cerca de dez anos menor do que a observada nos Estados Unidos.</p>
<h3>E no Brasil?</h3>
<p>Apesar de o estudo ter sido realizado nos Estados Unidos, especialistas avaliam que os achados são, em grande parte, aplicáveis à realidade brasileira. As diferenças biológicas entre homens e mulheres são universais, mas fatores como acesso ao sistema de saúde, tempo para realização de exames e desigualdade socioeconômica podem agravar o cenário.</p>
<p>“No Brasil, os homens tendem a procurar menos atendimento preventivo, e os exames podem demorar mais a ser realizados”, diz Kerbauy. “Isso pode fazer com que eles cheguem ainda mais tarde ao diagnóstico.”</p>
<h3>Diagnóstico e tratamento</h3>
<p>O diagnóstico do mieloma múltiplo envolve exames de sangue e urina para detectar proteínas anormais, exames de imagem -como tomografia ou ressonância- e avaliação da medula óssea. Os principais sintomas incluem dor nos ossos, cansaço intenso, fraturas espontâneas, infecções frequentes e alterações renais.</p>
<p>Embora ainda não seja considerado curável, o mieloma é hoje tratado como uma doença crônica. “Com os avanços das terapias, muitos pacientes vivem anos ou até décadas com boa qualidade de vida, especialmente quando o diagnóstico é feito precocemente”, explica Kerbauy.</p>
<p>O tratamento pode incluir combinações modernas de quimioterapia e imunoterapia, transplante autólogo de medula óssea em pacientes elegíveis e, em casos selecionados, terapias celulares mais recentes.</p>
<p>Fonte: <a href="https://g1.globo.com/saude/" target="_blank" rel="noopener">G1</a></p>
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		<title>ASH 2025: terapias biológicas e alvos específicos são o maior destaque de congresso científico</title>
		<link>https://abrale.org.br/noticias/ash-2025-terapias-biologicas-e-alvos-especificos-sao-o-maior-destaque-de-congresso-cientifico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Matias]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Dec 2025 19:50:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://abrale.org.br/?p=32126</guid>

					<description><![CDATA[<p><img width="1280" height="720" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/12/tamanho-certo-15.jpg" class="attachment-post-thumbnail size-post-thumbnail wp-post-image" alt="sangue" decoding="async" loading="lazy" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/12/tamanho-certo-15.jpg 1280w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/12/tamanho-certo-15-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/12/tamanho-certo-15-1024x576.jpg 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/12/tamanho-certo-15-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>Cenário onco-hematológico se afasta de quimioterapias e tratamentos com alta toxicidade para o paciente Entre 6 e 9 de dezembro, foi realizado o American Society of Hematology (ASH) 2025, em Orlando, nos Estados Unidos, evento onde pesquisadores e hematologistas compartilham as mais recentes tecnologias em diagnóstico e tratamento de cânceres do sangue. A Abrale marcou&#8230;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h6>Cenário onco-hematológico se afasta de quimioterapias e tratamentos com alta toxicidade para o paciente</h6>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-32127" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/12/tamanho-certo-15-300x169.jpg" alt="sangue" width="1312" height="740" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/12/tamanho-certo-15-300x169.jpg 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/12/tamanho-certo-15-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1312px) 100vw, 1312px" /></p>
<p>Entre 6 e 9 de dezembro, foi realizado o American Society of Hematology (ASH) 2025, em Orlando, nos Estados Unidos, evento onde pesquisadores e hematologistas compartilham as mais recentes tecnologias em diagnóstico e tratamento de cânceres do sangue. A Abrale marcou presença e agora traz para você algumas das novidades.</p>
<p>Um estudo que chamou a atenção de Fábio Pires, hematologista no Hospital Israelita Albert Einstein, investiga o uso de inteligência artificial e da análise de DNA para diagnosticar rapidamente o tipo de câncer do sangue dos pacientes.</p>
<p>Essa tecnologia “consegue dizer o tipo de doença onco-hematológica, se é leucemia, se é linfoma, e que tipo de leucemia e linfoma que o paciente tem em questão de duas horas”, destaca. O exame é feito por meio de um teste no sangue.</p>
<p>Para o tratamento dos cânceres do sangue, as terapias com alvos específicos, como as imunoterapias e o <a href="https://abrale.org.br/informacoes/tratamentos/car-t_cell/" target="_blank" rel="noopener">CAR-T cell</a>, tiveram grande destaque no ASH 2025. Marina Aguiar, médica hematologista, comenta que “hoje em dia, não temos mais um protocolo único que a gente faz pra todo mundo. É tudo muito individualizado de acordo com a idade, as comorbidades e o perfil genético desses pacientes”.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a hematologista, os medicamentos alvo-específicos trazem melhores resultados, menor toxicidade e maior efetividade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Phillip Scheinberg, médico hematologista da BP &#8211; A Beneficência Portuguesa de São Paulo, entende que atualmente existe uma junção de dados e estudos clínicos que está mudando o cenário das principais doenças onco-hematológicas. Para ele, o curioso é que a melhora no contexto onco-hematológico cada vez menos está relacionada com o uso de terapias convencionais, como a quimioterapia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Todos estão estudando terapias biológicas, alvo, com ou sem associação à terapia celular, ou anticorpos, que também conseguem estimular o sistema imunológico”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rafael Gaiolla, professor de Hematologia da Faculdade de Medicina da Unesp Botucatu, conta que os medicamentos bi-específicos, que <a href="https://revista.abrale.org.br/saude/2021/11/imunoterapia-o-que-e-e-como-funciona/" target="_blank" rel="noopener">incentivam o sistema imunológico</a> e matam as células cancerígenas, tiveram resultados muito importantes, principalmente em relação aos linfomas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Esses medicamentos têm revolucionado o cenário dos linfomas tanto na primeira linha, ou seja, aqueles pacientes que não realizaram nenhum tratamento ainda, como naqueles já submetidos a tratamentos anteriores”, afirma. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>APOIO:</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-31906" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/11/johnsonjohnson.jpg" alt="" width="159" height="106" /> <img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone  wp-image-32130" src="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Lilly-Logo-300x212.png" alt="" width="109" height="77" srcset="https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Lilly-Logo-300x212.png 300w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Lilly-Logo-1024x723.png 1024w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Lilly-Logo-768x542.png 768w, https://abrale.org.br/wp-content/uploads/2025/12/Lilly-Logo.png 1390w" sizes="auto, (max-width: 109px) 100vw, 109px" /></p>
<p>The post <a href="https://abrale.org.br/noticias/ash-2025-terapias-biologicas-e-alvos-especificos-sao-o-maior-destaque-de-congresso-cientifico/">ASH 2025: terapias biológicas e alvos específicos são o maior destaque de congresso científico</a> appeared first on <a href="https://abrale.org.br">Abrale</a>.</p>
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