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Data de criação: 22 Abril 2016 Last modified on 03 Maio 2017

Câncer Infantil - Leucemia Linfoide Aguda (LLA)

Este tipo é responsável por 75% dos casos de leucemia em crianças e adolescentes, mas a notícia boa é que 90% das crianças em tratamento chegam à cura.

Ela acontece quando os glóbulos brancos que estão se diferenciando dentro da medula óssea sofrem alterações e começam a se multiplicar de maneira desordenada. No caso da LLA o grupo doente é o linfoide, especificamente o linfócito.

Por ser uma leucemia aguda, as células doentes são aquelas ainda muito jovens, também chamadas de imaturas. Na LLA, o crescimento rápido e desordenado dessas células interfere na produção de todas as células sanguíneas. Sua evolução é bastante rápida, tornando fundamental que o diagnóstico seja precoce e o tratamento se inicie o quanto antes.

 

Sinais e sintomas

imagem21816 1O corpo sempre avisa quando algo não vai bem, por isso fique atento aos sintomas e mudanças de comportamento que as crianças e adolescentes podem apresentar.

Os principais sinais são:

· Palidez, cansaço e sonolência (resultantes da diminuição de glóbulos vermelhos porque resulta em anemia);

· Hematomas, pequenos pontos roxos na pele (chamados de petéquias) e sangramentos prolongados, devido à baixa de plaquetas;

· Infecções constantes, pela falta de glóbulos brancos;

· Linfonodos e baço aumentados, já que os linfoblastos (células doentes) se acumulam no sistema linfático;

· Dores de cabeça e vômito, provocados por uma possível infiltração das células doentes no líquido céfalo-raquiano;

· Dores ósseas e nas juntas.

Atenção à febre, dor óssea e palidez. Estes são os sintomas mais comuns na criança com leucemia aguda. 

 

Diagnóstico

O hemograma completo (exame de sangue) é o primeiro a ser pedido pelo médico e mostrará alterações na contagem de células – a doença provoca aumento / diminuição / números normais de glóbulos brancos, e também pode atingir os glóbulos vermelhos e as plaquetas.

O mielograma, quando uma gota de sangue da medula óssea é retirada por meio de uma agulha, será fundamental para a investigação das anormalidades registradas no hemograma. Em raros casos, o médico pode pedir uma biópsia da medula óssea, e um fragmento do osso da região lombar será retirado para avaliação em laboratório. A partir disso é que será constatada a leucemia.

O exame de citogenética, feito por meio de pequena amostra de sangue da medula óssea, irá analisar as alterações específicas das células doentes.

Já a imunofenotipagem, por sua vez, feita também com uma amostra de sangue da medula óssea, irá verificar as características das células – que geralmente são divididas em LLA tipo T (linfócitos T doentes), e LLA tipo B (linfócitos B doentes).

O médico irá solicitar um estudo do líquido da espinha (líquor) para saber se existe células da leucemia no sistema nervoso central.  O aumento do baço e fígado, comum a alguns pacientes com LLA, devem ser analisados pelo exame físico e por meio de exames de imagens, como a ultrassonografia.

Embora bastante raro, o paciente pode apresentar o cromossomo Philadelphia, uma anormalidade no DNA – apenas 5% das crianças apresentam este defeito genético. Entenda melhor: os cromossomos das células humanas compreendem 22 pares (numerados de 1 a 22 e dois cromossomos sexuais), num total de 46 cromossomos. Este cromossomo anormal se forma pela troca de material genético entre os cromossomos 9 e 22.

Para descobrir se o paciente apresenta o cromossomo Philadelphia, o médico poderá pedir o FISH (Hibridização Fluorescente in situ) e o PCR (reação em cadeia da polimerase), exames extremamente sensíveis e que podem encontrar uma célula anormal em meio a milhares de células normais.

**De todos estes exames, o único que não está disponível no Sistema Único de Saúde é o FISH. Porém, ele pode ser feito com o plano de saúde. Se você está enfrentando alguma dificuldade, saiba que a Abrale oferece gratuitamente Apoio Jurídico!  

Converse com o médico a respeito dos exames e procure tirar todas as suas dúvidas: como são feitos os procedimentos, se há algum risco, em quanto tempo saberá o resultado e o que mais quiser saber!

 

Tratamento

Hoje o tratamento para a LLA está bastante avançado e possibilita resultados promissores às crianças e adolescentes, incluindo a remissão completa (quando os exames não apresentam mais sinal algum da leucemia) para cerca de 90% deles.  

Os principais tratamentos utilizados são:

Quimioterapia

Essa será a primeira opção indicada. Serão utilizados medicamentos extremamente potentes no combate ao câncer, com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes. São eles:

· Prednisona

· Vincristina

· Daunorrubicina

· L-Asparaginase

· Ciclofosfamida

· Citarabina

· Mercaptopurina

· Metotrexate

· Dexametasona

· Doxorrubicina

· Tioguanina

· Etoposide

· Ifosfamida

A administração da quimio é feita em ciclos, com um período de tratamento, seguido por um período de descanso, para permitir ao corpo um momento de recuperação, e o uso de cateteres para a infusão da quimio geralmente é necessário. Saiba como cuidar do cateter

É necessário o uso da quimioterapia intratecal (direto no líquido cefalorraquiano) para destruir as células que podem ter se espalhado para o cérebro e medula espinhal, ou prevenir que elas se espalhem. Ela é feita por meio de uma punção lombar.

Alguns efeitos colaterais podem acontecer durante o tratamento com os quimioterápicos, como enjoo e vômito, diarreia, obstipação (intestino preso), alteração no paladar, boca seca, feridas na boca e dificuldade para engolir. Mas saiba que existem alternativas para amenizá-los. A nutrição é uma importante aliada na melhora de cada um deles, e por isso a Abrale fez uma seleção de alimentos que vão ajudar bastante neste momento. 

A queda de cabelo também costuma acontecer, pois a quimioterapia atinge as células malignas e também as saudáveis, em especial as que se multiplicam com mais rapidez, como os folículos pilosos, responsáveis pelo crescimento dos cabelos. Nessa fase, as crianças e adolescentes podem usar lenços e bonés, caso se sintam mais à vontade.

A imunidade baixa, comum a esta fase do tratamento, pode facilitar o surgimento das infecções. A febre é o aviso de que um processo infeccioso está começando, então fique atento e avise o médico imediatamente. Se for necessário, medicamentos serão administrados. Mas com pequenos cuidados, como lavar as mãos com frequência, a criança pode evitar que essas temidas infecções apareçam. Veja outras dicas

Transfusões de sangue

Pode ser preciso realizar a transfusão de plaquetas para evitar ou controlar os sangramentos, ou transfusões de glóbulos vermelhos para o tratamento da anemia.   

Radioterapia

Este procedimento é bastante raro em leucemias, mas pode ser indicado em alguns casos em que aconteça a infiltração das células de leucemia no sistema nervoso, e antes do transplante de medula óssea. Nele, são utilizadas radiações ionizantes para destruir ou inibir o crescimento das células anormais.

Os efeitos colaterais vão depender da localização em que o procedimento será realizado. Geralmente, o paciente pode apresentar problemas de pele, como ressecamento, coceira, bolhas ou descamação. Saiba como cuidar de sua pele.

Transplante de medula óssea

Em crianças, este era um procedimento bastante comum alguns anos atrás. Mas hoje só é indicado quando as primeiras opções de tratamento não apresentam bons resultados. O tipo escolhido será o transplante alogênico, quando é preciso ter um doador 100% compatível.

Para entender mais sobre o transplante de medula óssea, clique aqui.

Terapia Alvo

Como vimos em Diagnóstico, 5% das crianças e adolescentes podem apresentar o cromossomo Philadelphia, uma anormalidade no DNA. Nesses casos, é preciso aliar à quimioterapia os medicamentos inibidores de tirosina quinase, também conhecidos por terapia alvo, como o Imatinibe, de primeira linha no Brasil.

Este medicamento é administrado diariamente via oral, e é utilizado junto à quimio. Os efeitos colaterais comuns incluem diarreia, náuseas, dores musculares, fadiga e erupções cutâneas.

Ele tem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e é distribuído gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

 

 

 

 

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