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Data de criação: 12 Abril 2016

Tipos - TMO

São três os tipos de transplante de células-tronco hematopoéticas:

Alogênico

É realizado a partir das células-tronco de um doador, seja ele da família ou não. O grau de compatibilidade é determinado por um conjunto de genes localizados no cromossomo de número 6. A análise é realizada em laboratório, a partir de amostras de sangue do doador e paciente, chamado de exame de histocompatibilidade (HLA). Os irmãos do paciente são os familiares que têm mais chance de serem 100% compatíveis, pois receberam 50% da carga genética do pai e 50% da carga genética da mãe, assim como o paciente. Caso os irmãos não sejam 100% compatíveis, é mais fácil encontrar um doador no Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea), onde já existem mais de 3 milhões de cadastrados.

Quando o doador de medula é um familiar o transplante é chamado de alogênico aparentado. Quando o doador não é da família, chama-se transplante alogênico não aparentado. Nos casos em que não se encontra um irmão 100% compatível e não se encontra um doador no banco de medula, é possível realizar um transplante com doadores 50% compatíveis, geralmente feito por meio do pai e da mãe, chamado de transplante haploidêntico. Também há o transplante de cordão umbilical.  

· Para o doador

A coleta pode ser feita de duas maneiras:

1 – As células-tronco serão retiradas por uma agulha, por meio de punção no osso da bacia. O procedimento dura em média 60 minutos, e é feito sob anestesia. O doador precisará ficar em observação após o término. Uma avaliação pré-operatória verifica as condições clínicas e cardiovasculares, visando a orientar a equipe anestésica envolvida no procedimento operatório. Os sintomas que podem ocorrer após a doação - dor local, astenia (fraqueza temporária), dor de cabeça - em geral são passageiros e controlados com medicamentos simples, como analgésicos.

2 - As células-tronco são retiradas pela veia. Aqui, o doador recebe um remédio por aproximadamente 5 dias, para aumentar a produção das células-tronco e fazer com que elas passem a circular no sangue. Depois, por meio da veia do doador, o sangue passará por uma máquina de centrifugação e filtração que retira as células-tronco. Este processo de coleta dura de 4 a 6 horas e é similar a uma doação de sangue.

3 – O sangue presente no cordão umbilical (cerca de 70 – 100ml) é drenado para uma bolsa de coleta. Em seguida, no laboratório, as células-tronco são separadas e preparadas para o congelamento e/ou uso.

· Para o paciente

Condicionamento – É um processo de preparo para o recebimento da medula óssea do doador. O paciente será submetido a um regime de quimioterapia em altas doses com o intuito de destruir a medula óssea do próprio paciente e de reduzir a imunidade para que seja evitada a rejeição.

Serão utilizados medicamentos extremamente potentes no combate ao câncer, com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes. São eles:

  • Ciclofosfamida
  • Etoposide
  • Citarabina
  • Melfalano
  • Bussulfano
  • Carmustina
  • Lomustina
  • Fludarabina
  • Gencitabina

O uso de cateteres geralmente é necessário para a administração destes medicamentos. Saiba como cuidar de seu cateter.

Alguns efeitos colaterais podem acontecer durante o tratamento com os quimioterápicos, como enjoo e vômito, diarreia, obstipação, alteração no paladar, boca seca, feridas na boca e dificuldade para engolir. Mas saiba que existem alternativas para amenizá-los. A nutrição é uma importante aliada na melhora de cada um deles, e por isso a Abrale fez uma seleção de alimentos que vão te ajudar bastante neste momento.

A queda de cabelo também costuma acontecer, pois a quimioterapia atinge as células malignas e também as saudáveis, em especial as que se multiplicam com mais rapidez, como os folículos pilosos, responsáveis pelo crescimento dos cabelos. Nessa fase, busque por alternativas como lenços, bonés, chapéus ou perucas, caso se sinta mais à vontade.

A imunidade baixa, comum a esta fase do tratamento, pode facilitar o surgimento das infecções. A febre é o aviso de que um processo infeccioso está começando, então não deixe de procurar seu médico. Se for necessário, medicamentos serão administrados. Mas com pequenos cuidados, como lavar as mãos com frequência, você pode evitar que essas temidas infecções apareçam. Veja outras dicas.

Transplante - Em seguida, as células-tronco doadas serão infundidas no paciente, com a finalidade de reconstituir a fabricação das células saudáveis. O procedimento se parece com uma “transfusão de sangue”. A nova medula óssea fica em uma bolsa. No caso de medula previamente congelada, utiliza-se um líquido conservante, que também pode causar alguns desconfortos, como náusea, vômitos, sensação de calor e formigamento. Mas o paciente será monitorado a todo momento.

Normalmente, o paciente permanece internado por mais de 15 dias, para o acompanhamento da evolução no tratamento.

Pós-Transplante – Esta fase é conhecida como aplasia medular, devido à queda do número de todas as células do sangue. Neste período, o paciente fica mais predisposto a infecções e passa a receber inúmeros antibióticos, além de medicamentos que estimulam a produção dos glóbulos brancos (que combatem as bactérias e vírus). Ele também pode apresentar hemorragias, devido à baixa das plaquetas e glóbulos vermelhos, por isso é necessário realizar transfusão de sangue. Neste momento é muito importante:

  • Reforçar os cuidados com a higiene
  • Usar máscara em lugares públicos, muito movimentados
  • Limitar o número e frequência de visitas
  • Lavar sempre as mãos
  • Evitar lâminas para se barbear ou depilar
  • Evitar retirar cutículas
  • Escovar delicadamente os dentes

Pega da medula - Quando a medula óssea começa a funcionar novamente (geralmente em torno de 2-4 semanas após a infusão) pode-se dizer que houve a pega da medula, ou seja, o transplante obteve sucesso e a medula voltou a funcionar perfeitamente. Ainda assim, o monitoramento médico continua sendo essencial, pois mesmo após um ano de procedimento, pode vir a aparecer alguma complicação tardia.

A alta só será possível no momento em que a medula óssea estiver funcionando bem, ou seja, produzindo as células do sangue que protejam o paciente contra infecções e hemorragias.

Após a pega da medula: neste momento, o paciente estará sob uso de medicamentos imunossupressores, portanto ainda poderá apresentar sintomas de infecção como febre, calafrios, mal-estar, tosse e alterações urinárias. Mas é a doença do enxerto x hospedeiro o que mais preocupa.

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