O Ministério da Saúde publicou, em 27 de abril de 2026, a Nota Técnica nº…
Abrale contribui para consulta pública sobre uso de acalabrutinibe em combinação com venetoclax na Leucemia Linfocítica Crônica (LLC) ou Linfoma Linfocítico de Pequenas Células (LLPC)
A Abrale apresentou contribuição à Consulta Pública nº 171 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), referente à atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, especificamente sobre a incorporação do acalabrutinibe em combinação com venetoclax para o tratamento da Leucemia Linfocítica Crônica (LLC) ou Linfoma Linfocítico de Pequenas Células (LLPC) sem deleção 17p ou mutação TP53. Manifestamos parecer favorável à proposta, com base nas evidências apresentadas no relatório técnico preliminar da própria ANS e em recomendações da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).
A leucemia linfocítica crônica (LLC) é um câncer hematológico raro, incurável e de evolução lenta, caracterizado pelo acúmulo de linfócitos B maduros, porém disfuncionais, sendo considerada crônica porque a medula óssea ainda produz algumas células saudáveis; o linfoma linfocítico de pequenas células representa a mesma doença, mas com manifestação predominante nos linfonodos. No Brasil, a LLC afeta principalmente idosos, com idade média de diagnóstico de 72 anos e alta presença de comorbidades, enquanto dados indicam aumento de cerca de 35% na mortalidade entre 2008 e 2017. Apesar de muitos pacientes serem inicialmente assintomáticos, aqueles que desenvolvem sintomas podem apresentar impacto significativo na qualidade de vida, com fadiga e alterações emocionais.
Nesse contexto, a combinação de acalabrutinibe com venetoclax representa um avanço terapêutico relevante. Evidências clínicas, como as do estudo fase III AMPLIFY, demonstram ganhos expressivos em sobrevida global, sobrevida livre de progressão e taxas de resposta, além de um perfil de segurança mais favorável em comparação à quimioimunoterapia tradicional (QIT). Destaca-se também o modelo de tratamento de duração fixa, que reduz a exposição prolongada a medicamentos e contribui para melhor previsibilidade de custos.
A terapia está alinhada às diretrizes internacionais e já foi incorporada em sistemas de saúde de diversos países, reforçando sua relevância clínica, do ponto de vista econômico, o regime limitado a ciclos definidos favorece a sustentabilidade do sistema de saúde suplementar.
Diante disso, reforçamos que a incorporação dessa tecnologia é fundamental para ampliar o acesso a tratamentos mais eficazes e seguros, promovendo melhores desfechos clínicos e qualidade de vida aos pacientes, a incorporação contribui para o alinhamento das práticas nacionais às evidências científicas mais atualizadas.

Confira a contribuição completa da Abrale.
Área de Políticas Públicas e Advocacy da Abrale

