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Abrale discute sobre o mieloma múltiplo no Senado Federal, em Brasília

A importância do acesso ao diagnóstico precoce foi um dos principais temas abordados na Audiência Pública

mieloma

Luana Lima, gerente de políticas públicas e advocacy da Abrale, esteve em Brasília hoje (24) e participou de Audiência Pública no Senado Federal para discutir o Projeto de Lei nº 2364, de 2021, que institui a campanha Março Borgonha com o objetivo de conscientizar a
população sobre a importância do diagnóstico precoce do mieloma múltiplo.

Uma pesquisa realizada pela organização em 2023, com 164 pacientes, mostrou que 94% deles nunca tinham ouvido falar sobre o mieloma antes de receber o diagnóstico. 1/3 dos entrevistados alegaram ter demorado mais de 6 meses para procurar um médico, mesmo com o surgimento de sintomas –o número sobe para 45%, quando se faz um filtro daqueles que usam o sistema público de saúde.

“Desde 2024, temos feito debates sobre o mieloma, para sensibilizar gestores sobre a situação atual dos pacientes. Também solicitamos uma recomendação ao Ministério da Saúde, que chegou ao INCA, sobre termos dados oficiais nas estimativas de incidência do câncer. Nenhuma vida deve ser perdida por falta de acesso ao diagnóstico, exames e tratamento. Precisamos garantir o direito do paciente ao cuidado integral”, reforçou Luana durante sua apresentação.

A senadora Eudócia, vice-presindete da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), responsável pela realização do evento, também pontuou sobre o diagnóstico precoce. “O mieloma múltiplo é o terceiro tipo de câncer hematológico mais comum do mundo. Ele não é mais tão raro assim. Com o diagnóstico precoce e os avanços da ciência, o câncer não é mais uma sentença de morte. Mas precisamos lutar para que os pacientes tenham acesso aos exames e aos tratamentos necessários”, disse.

Entenda o mieloma

Esse câncer do sangue tem início na medula óssea, quando ocorre um defeito celular. No momento em que os linfócitos B se diferenciam e se tornam plasmócitos, ocorre então uma mutação genética e eles passam a ser plasmócitos anormais.

Os sintomas incluem cansaço, fraqueza, perda de peso, palidez e piora no funcionamento dos rins.

Sua incidência é maior em pessoas acima dos 50 anos e hoje há diferentes modalidades de tratamento. Mas o diagnóstico precoce e correto é o que faz toda a diferença na busca pelos melhores resultados clínicos.

ASSISTA A AUDIÊNCIA PÚBLICA NA ÍNTEGRA

 

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