Está aberta uma Perspectiva do Paciente, iniciativa da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no…
Abrale mobiliza sociedade por acesso à lenalidomida e consulta pública é reaberta após falha em formulário da Conitec
A Abrale – Associação Brasileira de Câncer do Sangue realizou uma mobilização nacional e contribuição em defesa da incorporação da lenalidomida no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa ganhou novo capítulo com a reabertura da Consulta Pública nº 06 pela Conitec, após a identificação de um problema técnico no formulário disponibilizado inicialmente.
A consulta trata da incorporação da lenalidomida como terapia de manutenção para pacientes com mieloma múltiplo recém-diagnosticado submetidos ao transplante de células-tronco. O parecer preliminar da Conitec foi desfavorável, o que motivou forte engajamento de pacientes, profissionais de saúde e entidades da sociedade civil.
Falha no formulário motivou reabertura
Inicialmente realizada entre 19 de fevereiro e 10 de março de 2026, a consulta pública registrou cerca de 600 contribuições. No entanto, foi identificado que o formulário utilizado não era o adequado para esse tipo de avaliação, o que segundo a Conitec compromete o processo de participação social.
Diante disso, a comissão reabriu a consulta com o formulário correto, estabelecendo novo prazo de 12 a 31 de março de 2026 para envio de manifestações, as contribuições já enviadas não serão descartadas e passarão pela análise técnica.
Abrale já enviou sua contribuição
A Abrale defendeu que a lenalidomida é atualmente o padrão internacional para terapia de manutenção após transplante, com evidências de aumento da sobrevida e controle da doença. No Brasil, porém, o acesso ainda é limitado no sistema público, ampliando desigualdades em relação à saúde suplementar e a outros países.
Reafirmamos em nossa contribuição que a reavaliação do parecer preliminar é um passo essencial para garantir um tratamento mais eficaz, equitativo e alinhado às melhores práticas globais.
Além disso, a Abrale chamou atenção para os desafios enfrentados por pacientes com mieloma múltiplo no Brasil. Dados do Observatório de Oncologia indicam que 80% dos pacientes iniciam o tratamento após 60 dias do diagnóstico, e cerca de 40% precisam se deslocar para outras cidades em busca de atendimento especializado.

Confira a contribuição completa da Abrale.
Apoio da comunidade médica reforça pleito
A Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), encaminhou o Ofício nº 014/2026 à Conitec.
No documento, a ABHH solicita que as contribuições já enviadas sejam consideradas, destacando o amplo engajamento social em torno da consulta. A entidade afirma que:
“a desconsideração integral das manifestações recebidas não se mostra razoável, tendo em vista o relevante esforço de mobilização e participação da comunidade envolvida no tema”.
A associação também reforça que a incorporação da lenalidomida é fundamental para garantir equidade no acesso ao tratamento do mieloma múltiplo no SUS.
A mobilização segue ativa, com incentivo à participação da sociedade na nova etapa da consulta pública. Contribua na consulta pública até o dia 31/03.
Clique aqui para contribuir.
Área de Políticas Públicas e Advocacy.

