Abrale leva pautas estratégicas ao Ministério da Saúde para fortalecer o cuidado em onco-hematologia
No dia 19 de junho de 2026, a Associação Brasileira de Câncer do Sangue (Abrale)…

Depois do trabalho e mobilização de organizações da sociedade civil e sociedades médicas, a farmacêutica Pierre Fabre e o laboratório Otsuka afirmam estar em processo para garantir o acesso ao medicamento Bussulfano até metade de 2022. O remédio, que é essencial para a realização do transplante de medula óssea (TMO), seria descontinuado no Brasil, e os estoques durariam, somente, até junho de 2021.
Após o anúncio da descontinuação da comercialização de Busilvex 6mg/ml, a Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO) e a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) passaram a investigar a questão e enviaram um ofício à diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), solicitando que providências fossem tomadas.
Em 01 de dezembro de 2020, a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) também enviou um ofício para a Anvisa, solicitando esclarecimentos quanto ao desabastecimento do fármaco Bussulfano.
Ao mesmo tempo, pacientes oncológicos que já foram submetidos ou irão realizar o TMO se manifestaram por meio das redes sociais utilizando a hashtag “#SalvemOsPacientes”. Além do mais, Duda Riedel, paciente de leucemia linfoide aguda e influenciadora, criou um abaixo-assinado contra a descontinuação da droga. Atualmente, a petição conta com mais de 200 mil assinaturas.
Inicialmente, a Agência respondeu não possuir “instrumento legal que impeça os laboratórios farmacêuticos de retirarem seus medicamentos do mercado” e que a interrupção não está relacionada à questões regulatórias. Estando, dessa forma, fora da governança da Anvisa.
Na Nota Técnica Nº 445/2020/SEI/GIMED/GGFIS/DIRE4/ANVISA enviada à Abrale, a Anvisa autorizou a importação excepcional do medicamento para evitar o desabastecimento. Este recurso é utilizado quando não há disponibilidade de um medicamento de extrema importância para o mercado.
Como explicado anteriormente, é importante destacar que: 1) a Pierre Fabre é a distribuidora do composto cuja licença pertence ao laboratório Otsuka e 2) A Otsuka subcontrata sua fabricação de um parceiro.
Nesta quinta-feira (14/11), a Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), que também busca uma solução para evitar o desabastecimento, divulgou uma notícia na qual o Dr. Mauro Junqueira, Secretário Executivo do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS) afirma que:
Com tais medidas torna-se improvável o desabastecimento imediato do Bussulfano no Brasil. Esse resultado foi uma conquista conjunta dos pacientes, da Abrale, SBTMO, SOBOPE, ABHH e todas as outras organizações que estão engajadas na causa.
Apesar do anúncio da não descontinuação, a Abrale recebeu relatos de pacientes informando a falta do medicamento em alguns locais. Por isso, estamos em constante contato com o laboratório e reforçamos que você, paciente que passar por essa situação, não está sozinho. Entre em contato conosco pelo [email protected] ou no Whatsapp – (11) 3149-5190.
Esse cenário evidencia a necessidade de utilizar o tempo de fornecimento garantido, ou seja, meados de 2022, para criar soluções que garantam a disponibilidade definitiva do medicamento no mercado Brasileiro.
A Abrale assume o compromisso de notificar qualquer falta ou desabastecimento do Bussulfano.
Fonte: Advocacy e Comunicação da Abrale