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Abrale e Abrasta participam do Encontro Estadual de Saúde no Estado de São Paulo

No dia 27 de março de 2026, ocorreu o Encontro Estadual de Saúde do Estado de São Paulo. Os Encontros Estaduais de Saúde são uma iniciativa do Conselho Nacional de Saúde (CNS), em parceria com conselhos estaduais e Ministério da Saúde (MS), que tem como objetivo promover um amplo debate pelo fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), além de mobilizar a sociedade brasileira para a 18ª Conferência Nacional de Saúde.

Em São Paulo, foram reunidas importantes representantes e lideranças da área da saúde para debater os desafios e caminhos para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Na ocasião, participaram Luana Lima, Gerente de Políticas Públicas e Advocacy e Conselheira Nacional de Saúde pela Associação Brasileira de Talassemia (Abrasta) e Isadora Cupertino, Analista de Políticas Públicas e Advocacy, Conselheira Estadual de Saúde pela Associação Brasileira de Câncer do Sangue (Abrale).

O evento contou com a presença de diversas autoridades e representantes do setor, entre eles:

  • Fernanda Magano, presidente do Conselho Nacional de Saúde;
  • Dr. Eudes Quintino de Oliveira Junior, chefe de gabinete da Secretaria de Saúde do Estado;
  • Franklin, assessor especial do gabinete do Ministro da Saúde;
  • Regiane Portes Mendes, diretora do Conselho de Secretários Municipais de Saúde de São Paulo (COSEMS/SP);
  • Akayse Fulni-ô, presidente do Conselho Estadual dos Povos Indígenas de São Paulo;
  • Jorge Florindo, do Conselho Estadual de Saúde de São Paulo (CES-SP);
  • Sirlene Machado, Conselheira Municipal de Saúde;
  • Claudia Castro, superintendente do Ministério da Saúde em São Paulo;
  • Juliana Cardoso, Deputada Federal e membro da Comissão de Saúde da Câmara.

Durante o encontro, foram debatidos temas centrais para o fortalecimento do SUS, com destaque para a consolidação de propostas para a 18ª Conferência Nacional de Saúde, que traz como tema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: cuidar do povo é cuidar do Brasil”. A conferência reafirma o compromisso entre o controle social do SUS e a democracia, convocando conselheiras e conselheiros de saúde de todos os municípios brasileiros a participarem ativamente da construção das políticas públicas.

Entre os principais pontos discutidos, destacou-se a necessidade de maior transparência nas filas de regulação, o preparo da estrutura do SUS para enfrentar emergências climáticas e futuras pandemias, e a importância de diferenciar e fortalecer os conceitos de participação social e controle social. Também foi enfatizada a urgência de ampliar a participação social nos conselhos municipais e estaduais de saúde.

Outro aspecto relevante abordado foi o papel das Unidades Básicas de Saúde (UBS) como porta de entrada do SUS, evidenciando, no entanto, os desafios relacionados à falta de estrutura adequada e à precarização das condições de trabalho e atendimento. Nesse sentido, reforçou-se a necessidade de combater a precarização do sistema e garantir investimentos suficientes para seu funcionamento pleno.

A 18ª Conferência Nacional de Saúde está estruturada em quatro eixos temáticos: (I) democracia, saúde como direito e soberania nacional; (II) financiamento adequado e suficiente para o SUS, com base na justiça tributária e na sustentabilidade fiscal e social; (III) os desafios para o SUS diante das emergências climáticas e da justiça socioambiental; e (IV) modelo de atenção e gestão, com foco em territórios integrados e cuidado integral.

Eventos como esse reforçam o papel essencial dos conselhos de saúde na consolidação e no fortalecimento do SUS, evidenciando sua importância como espaços legítimos de participação e controle social. Por meio da atuação ativa de conselheiras e conselheiros, esses espaços garantem que as demandas da população sejam ouvidas, debatidas e incorporadas na formulação de políticas públicas, contribuindo para uma gestão mais democrática, transparente e alinhada às reais necessidades da sociedade.

Além disso, os conselhos desempenham função estratégica na fiscalização, no acompanhamento e na definição de prioridades, sendo fundamentais para assegurar que o SUS continue sendo um sistema universal, equitativo e de qualidade para todos.

Assista ao evento na íntegra.

Área de Políticas Públicas e Advocacy Abrale e Abrasta.

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