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Vejam quem são os ganhadores do Merula Steagall Awards

Instituto ProPulmão é o grande vencedor desta terceira edição

O Merula Steagall Awards objetiva reconhecer e premiar pessoas e organizações com projetos impactantes para a atenção e cuidados dos pacientes com câncer.
Este ano, em sua terceira edição, o prêmio recebeu mais de 80 projetos incríveis de todo o Brasil, que tratam das melhorias no diagnóstico, tratamento e qualidade de vida de pessoas que vivenciam esta jornada.

Os vencedores por cada categoria foram:

  • Cuidado ao Paciente

O Instituto ProPulmão foi o ganhador da categoria e também o grande vencedor desta edição.

Eles receberam o valor de R$ 10 mil para continuar investindo no “ProPulmão Móvel”, que visa ampliar o acesso ao diagnóstico precoce do câncer de pulmão entre pessoas com maior risco, por meio de um programa organizado de rastreamento com tomografia de baixa dose em unidade móvel.

  • Políticas Públicas e Advocacy

A Associação de Câncer (Asfecer) venceu com o projeto “Advocacy e navegação oncológica: estratégias para fortalecer a rede de atenção oncológica e a governança do cuidado”.

O projeto tem por finalidade fortalecer a atenção oncológica por meio da integração entre serviços de saúde, gestores e sociedade civil, utilizando estratégias de advocacy, capacitação e navegação de pacientes, e promovendo maior equidade no cuidado oncológico.

  • Educação e Informação

Nessa categoria, o vencedor foi o Oncocria, com o projeto “Oncolife Care”, que objetiva ampliar o acesso à informação, prevenção, acolhimento e orientação em saúde oncológica para populações de territórios periféricos, promovendo cuidado humanizado e diagnóstico precoce.

Conheça mais sobre o Instituto ProPulmão

Durante o 13º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer, em São Paulo, Dr. Ricardo Sales, cirurgião torácico e presidente do Instituto ProPulmão, e Juliana Franceschini, fisioterapeuta e diretora de pesquisa do Instituto ProPulmão, falaram sobre o projeto “ProPulmão Móvel” no TJCC No Ar, podcast do Movimento TJCC.

“Começamos com a ideia de fazer uma pesquisa no Brasil, porque havia muita discussão se o país teria resultados viáveis para o rastreamento do câncer de pulmão. Conseguimos mostrar que sim. A partir daí, nasceu o desejo de tornar isso acessível para a população brasileira”, comentou o Dr. Ricardo Sales.

No início, por meio de uma parceria com a Universidade Senai Cimatec, o Instituto montou uma unidade e passou a procurar parceiros para conseguir levar o trabalho à população, além de comunicar diretamente com o paciente, a grande razão disso tudo.

“Começamos com a carreta em 2023 e nós conseguimos passar por quatro municípios no estado da Bahia. Iniciamos em Salvador, numa comunidade que é bem próxima de onde a carreta foi construída, até para testarmos todo o seu funcionamento, a questão de energia, de transmissão de dados. Nesses quatro municípios, recebemos o cadastro de pouco mais de 5 mil pessoas interessadas em passar por esse rastreamento. Mas como a gente tem o critério de que a pessoa precisa ser tabagista e ter de 50 a 80 anos, uma boa parte do público ainda era muito jovem ou fumava menos que a quantidade indicada. Então, conseguimos realizar a tomografia em 2.018 pessoas e, dessas, tivemos 18 casos de câncer diagnosticados”, comentou Juliana.

De acordo com Instituto Nacional de Câncer (INCA), no período 2026-20258 serão diagnosticados 35.380 novos casos de câncer de pulmão no Brasil.

No país, apenas cerca de 15% dos casos são diagnosticados em estágio inicial. Como a doença costuma evoluir de forma silenciosa, o diagnóstico frequentemente ocorre quando ela já está avançada, reduzindo as possibilidades de tratamento e de melhores desfechos. O Instituto ProPulmão trabalha para mudar essa realidade.
Conheça mais sobre o projeto acessando www.institutopropulmao.org.br

 

 

 

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