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Abrale contribui para consulta pública sobre uso de blinatumomabe na leucemia linfoblástica aguda

A Abrale apresentou contribuição à consulta pública da CONITEC sobre o uso do blinatumomabe no tratamento da Leucemia Linfoblástica Aguda de células B com cromossomo Philadelphia negativo. Manifestando parecer favorável à proposta, com base nas evidências apresentadas pela Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) e no relatório técnico preliminar.
A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é uma neoplasia hematológica agressiva e heterogênea, sendo o subtipo de células B responsável por cerca de 85% dos casos. Caracteriza-se pela proliferação desordenada de células linfoides imaturas, com infiltração da medula óssea e possível acometimento de outros tecidos.
No Brasil, embora não haja dados epidemiológicos totalmente consolidados por subtipo, para o período de 2026 a 2028, estima-se a ocorrência de mais de 12 mil novos casos de leucemia por ano no país, com maior incidência em homens e maior mortalidade em faixas etárias avançadas.
Nesse contexto, o blinatumomabe se destaca como uma inovação terapêutica, com evidências de eficácia na negativação da doença residual mínima (DRM) e em crianças, embora mais de 95% alcancem remissão inicial e 75% a 85% permanecem livres da doença após cinco anos, cerca de 15% a 20% apresentam recidiva, cuja gravidade depende de fatores como tempo de recaída, local de acometimento e características biológicas da doença.
Também destacamos os desafios de acesso no SUS, mesmo diante de avanços normativos como a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (Lei 14.758/2023) e a AF-Onco (Portaria 8.477/2025), apontando desigualdades regionais e atrasos no início do tratamento.
Diante disso, reafirmamos que a definição e implementação do protocolo de uso do blinatumomabe representa um passo fundamental para qualificar o cuidado no SUS, garantindo uso adequado, padronizado e baseado em evidências, considerando que o medicamento já se encontra incorporado, a regulamentação de seu uso contribui diretamente para ampliar o acesso efetivo, reduzir desigualdades na prática clínica e melhorar os desfechos de pacientes com Leucemia Linfoblástica Aguda no Brasil.
Confira a contribuição completa da Abrale.
Área de Políticas Públicas e Advocacy da Abrale
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