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sindrome mielodisplasica

Data de criação: 11 Abril 2016 Last modified on 11 Abril 2016

Tratamento - SMD

Consultoria: Dr. Phillip Scheinberg

Por mais estranho que pareça, a doença em fase inicial pode não necessitar de tratamento, e sim apenas de acompanhamento médico. Mas essa será uma decisão do especialista.

Dentre as principais opções para o tratamento estão:

 

Transplante de medula óssea

Também chamado de transplante de células-tronco hematopoéticas, é geralmente a primeira opção terapêutica para aqueles casos que necessitam de tratamento. Apenas com ele o paciente poderá alcançar a cura.

Para realizá-lo, serão analisadas algumas condições, como a idade e o estadiamento da doença. Caso o paciente seja um candidato, será indicado o transplante alogênico, quando há necessidade de um doador 100% compatível.

Para saber mais sobre o transplante, clique aqui.

 

Terapias Biológicas

Diferente da quimioterapia, essas terapias atuam de maneira distinta nas células, sendo menos tóxicas e com menos efeitos colaterais. Entre elas estão os agentes hipometilantes (cujos representantes dessa classe são a azacitidina e a decitabina) e o agente imunomodulador (cujo representante da classe é a lenalidomida).

Por terem menos efeitos colaterais, essas drogas são preferíveis, principalmente porque a mielodisplasia acomete pessoas de mais idade que tendem a não tolerar muito bem tratamentos mais agressivos.

A azacitidina ou a decitabina são consideradas drogas de primeira escolha em pacientes com mielodisplasia mais avançada que não candidatos a transplante de medula óssea, ou no preparo para o transplante de medula óssea. Diferentemente da quimioterapia, não há a queda do cabelo e os efeitos coletarias são mais brandos, permitindo uso continuado por mais tempo caso o paciente tenha benefício.

A lenalidomida pode ser muito útil em pacientes com mielodiaplsia que apresentem uma alteração muito específica no exame de citogenética, conhecido como síndrome do 5q-. Nesses casos, é considerada terapia de primeira escolha.

*Os dois primeiros medicamentos são aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas não são distribuídos gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Já a Lenalidomida ainda não tem aprovação no país.

A Abrale oferece gratuitamente Apoio Jurídico a todos os pacientes do Brasil. Se você está enfrentando alguma dificuldade em seu tratamento, não hesite em nos contatar!

 

Quimioterapia

efeitos colaterais da quimioterapia

Este tratamento utiliza medicamentos extremamente potentes no combate ao câncer, com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes. 

Ela pode ser oral ou aplicada direto no sangue, em particular quando o paciente está com a mielodisplasia bastante avançada. Sua administração é feita em ciclos, com um período de tratamento, seguido por um período de descanso, para permitir ao corpo um momento de recuperação, e o uso de cateteres geralmente é necessário. Saiba como cuidar de seu cateter

Alguns efeitos colaterais podem surgir, como enjoo, diarreia, obstipação, alteração no paladar, boca seca, feridas na boca e dificuldade para engolir. Mas saiba que existem alternativas para amenizá-los. A nutrição é uma importante aliada na melhora de cada um deles, e por isso a Abrale fez uma seleção de alimentos que vão te ajudar bastante neste momento.   

A queda de cabelo também costuma acontecer, pois a quimioterapia atinge as células malignas e também as saudáveis, em especial as que se multiplicam com mais rapidez, como os folículos pilosos, responsáveis pelo crescimento dos cabelos. Nessa fase, busque por alternativas como lenços, bonés, chapéus ou perucas, caso se sinta mais à vontade.

A imunidade baixa, comum a esta fase do tratamento, pode facilitar o surgimento das infecções. A febre é o aviso de que um processo infeccioso está começando, então não deixe de procurar seu médico. Se for necessário, medicamentos serão administrados.

Mas com pequenos cuidados, como lavar as mãos com frequência, você pode evitar que essas temidas infecções apareçam. Veja outras dicas

Também são utilizados medicamentos como terapia de suporte, que objetivam controlar ou inibir o surgimento de infecções, amenizar os efeitos colaterais da quimioterapia e melhorar a qualidade de vida do paciente em tratamento. Os principais são:

· Aciclovir

· Alfaepoetina

· Alopurinol

· Caspofungina

· Dexametasona

· Enoxaparin

· Filgrastim

· Levofloxacina

· Metilpredinisolona

· Mesna

· Mercaptopurina

· Sulfametoxazol

· Trimetoprima

· Voriconazol

Todos os medicamentos têm registro na Anvisa (Agência Nacionalde Vigilância Sanitária) e são distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Se estiver enfrentando algum problema, a Abrale oferece gratuitamente Apoio Jurídico.

 

Transfusão de sangue

Em alguns casos, este procedimento também pode ser sugerido, para repor a quantidade e a qualidade das células.

 

Importante! Converse sempre com seu médico, questione sobre seu quadro, o tratamento e as respostas que está obtendo. Sinta-se à vontade para falar sobre tudo. E siga à risca os cuidados indicados pelo especialista, sempre. 



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